A distopia Orwelliana foi inspirada (e retratava) sistemas absolutos perfeitos (e aplicável aos dois “extremos” do séc. XX, comunismo e fascismo). Já Huxley aponta para algo diferente: uma ditadura de consenso, i.e., um sistema político absoluto que existe por via da apatia, a consagração final do “nanny state” por via capitalista. Se quisermos (e muito antes do tempo) é a terceira via de Blair levada ao extremo.
Carlos: De acordo. Mas, de certo modo, talvez o sistema orwelliano possa ser considerado um “nanny state” para situações em que o “state” não tem meios suficientes para garantir a componente ‘nanny’ – veja-se como a falência da terceira via gera pulsões totalitárias um pouco por toda a Europa.
Creio que Estado Necessário, sem influências opressivas ou irrelevantes na vida dos cidadãos, nunca existiu na realidade como estado competente. E parabéns por me ter “feito um desenho” que resume esplendidamente a essência da influencia de ambas as filosofias na cultura moderna.
Caro José António Abreu,
A distopia Orwelliana foi inspirada (e retratava) sistemas absolutos perfeitos (e aplicável aos dois “extremos” do séc. XX, comunismo e fascismo). Já Huxley aponta para algo diferente: uma ditadura de consenso, i.e., um sistema político absoluto que existe por via da apatia, a consagração final do “nanny state” por via capitalista. Se quisermos (e muito antes do tempo) é a terceira via de Blair levada ao extremo.
Carlos:
De acordo. Mas, de certo modo, talvez o sistema orwelliano possa ser considerado um “nanny state” para situações em que o “state” não tem meios suficientes para garantir a componente ‘nanny’ – veja-se como a falência da terceira via gera pulsões totalitárias um pouco por toda a Europa.
Creio que Estado Necessário, sem influências opressivas ou irrelevantes na vida dos cidadãos, nunca existiu na realidade como estado competente.
E parabéns por me ter “feito um desenho” que resume esplendidamente a essência da influencia de ambas as filosofias na cultura moderna.
A perfeição não é humana…
E obrigado – mas os desenhos não são meus. Se fossem, Orwell e Huxley pareceriam gravuras de Foz Côa.
(Não quer dizer nada; é só porque nunca o tinha usado.)
(Ouço de franco)