Quero aqui expressar publicamente a minha homenagem ao deputado Paulino Ascenção. Quando vejo tanta gente envolvida nos maiores escândalos se limitar a dizer que está de consciência tranquila e seguir em frente como se nada se passasse, que haja ao menos um deputado que assume frontalmente as suas responsabilidades e tira a única consequência possível das mesmas: a renúncia ao cargo. Que sirva de exemplo.
Homenagem.
Luís Menezes Leitão,

Pensei na volatilidade das justas acções quando li a notícia.
Leio a demissão como prova de carácter. Mas de que serve isso, se quem se afasta é exactamente quem percebe e se envergonha da asneira? Ficam os outros. Ficamos com os piores.
É que não faz sentido haver demissões por honra num país em que ninguém faz leituras políticas da abstenção – ou se fazem provam ser demiurgos com iliteracia funcional.
Concordo totalmente com este post.
Mais: o deputado não somente se demitiu do cargo como vai devolver o dinheiro que surripiou aos contribuintes. (Não o vai devolver ao Estado porque tal não é possível, vai doá-lo a IPSSs.)
Só lhe fica bem.
Mais homenageio a deputada (so PSD) Rubina Berardo (sobrinha de Joe Berardo) por ter sido, aparentemente, a única que não se serviu deste esquema para subtrair indevidamente dinheiro ao Estado.
Há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não necessitam de arrependimento. Lucas, 15,7.
A cada um o seu céu.
A mim alegra-me o dos justos.
Homenagear um espertalhão provavelmente forçado a sair pela chefe do partido ou coisa que o valha. Muito bem.
Um bom exemplo que deveria ser bem noticiado.
A honestidade rareia de tal forma que nos prostramos perante os menos sujos.
Para começar o dito deputado deveria ter recusado a duplicação de abonos. E fica sempre mal uma demissão em cima de uma noticia jornalística. Agora é engraçado ver os outros que, fazendo uso do mesmo chico-espertismo, se mantem no cargo
Enquanto isso:
Não me admiro que o deputado Cesar (Açores) exija que o Estado lhe pague o restante que desembolsou nas muitas viagens à sua terrinha!
Eu admiro-me – ia a escrever espanto-me – que o deputado César (Açores) exija que o Estado lhe pague o reembolso de valores que Não desembolsou, respeitantes viagens que ele NÃO fez à sua santa terrinha e que, isso se sabendo, o PS não abane.
Parece que anda tudo anestesiado.
cedo ou tarde, por isto ou por aquilo, o que é certo é que deve estar a passar por parvo (no mínimo) entre os seus ex-pares no hemi.
(nem me apercebi que estava des-identificada…)
O chato disto é vir-se a saber que, afinal, o Ascenção já tinha anunciado a sua saída do Parlamento, para se dedicar a tempo inteiro à preparação das eleições regionais.
Bem, se o deputado não pode devolver ao Estado, então, é legal o que recebe. O que deve estar em causa é a alteração da lei e não os que dela beneficiam.
Há quem beneficie de leis injustas, mas é a lei que é injusta. Se não é injusta, então que se clarifique a lei.
Vem isto a propósito para dizer que o estalinismo legal, o tal refinado, não se pode transformar em estalinismo moral quando a lei prega destas partidas.
“se o deputado não pode devolver ao Estado, então, é legal o que recebe.” Não vê que sendo um político tem de ser automaticamente um escroque? No caso roubou uma coisa que nem o dono quer ver devolvida!!!! É o dono que então deve ser punido por ser parvo.
Isto é a minha opinião que é minoritária. Mas um dia, quando a onda de populismo passar, há-de ser maioritária.
Aí está o estalinismo legal, o tal refinado.
Mas o deputado do BE vai na onda do estalinismo moral. Nem um nem outro me alegram. Da mesma forma que não me alegra a onda de bloquear o piropo, estalinismo moral, nem a lei que lhe subjaz, estalinismo legal.
Digo eu, que até nem assobio às moças. Mas o BE já nos habituou a estas coisitas de verter literatura para inglês ver.
Concluindo, sobre a sua opinião: quando ela for maioritária será então populista. Aconselho que mude nessa altura.
Estalinista era a sua mãe.