Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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No dia 1 de Junho celebra-se O Dia Mundial da Criança”

O Dia Mundial da Criança foi estabelecido oficialmente em 1950 na sequência do congresso da Federação Democrática Internacional das Mulheres, realizado em 1949, em Paris. Portugal também adoptou esta data para celebrar o Dia da Criança com o objectivo de sensibilizar todos para os direitos das crianças e para a necessidade de promover a melhoria das condições de vida, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.

Por vezes é difícil distinguir este dia, 1 de Junho, do 20 de Novembro, considerado pela ONU como Dia Universal da Criança, em que se celebram dois marcos importantes:

Não existe uniformização de data para a celebração dos direitos das crianças, contudo, o seu objectivo será sempre o mais nobre: promover os direitos e o bem-estar de todas as crianças, onde quer que estejam.”

O melhor do mundo são as crianças. É de partir o coração ler todos os dias notícias sobre crianças abusadas, molestadas, violadas, espancadas e até mortas por adultos, principalmente adultos que lhes são próximos, muitas vezes um pai ou uma mãe. Não há pena de prisão suficiente para expiar a maldade com que se desflorou, rasgou e destroçou a inocência. O Dia das Crianças devia ser recordado aos pais todos os dias, 365 por ano. A protecção e o amor necessários à formação do porvir, da continuidade da nossa identidade como povo e gente de bem, está nas suas mãos. Está nas nossas mãos dar-lhes um porto seguro todos os dias das suas vidas.

 

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No dia 1 de Junho celebra-se O Dia Mundial dos Pais

“Este Dia afirma-se como uma oportunidade de reconhecimento dos pais, seja em que parte do mundo for, na protecção, educação e desenvolvimento dos filhos.

Os pais têm um papel fundamental na formação da personalidade da criança. Como âncoras da família e base das nossas comunidades e sociedades, têm o dever de proteger as suas famílias de perigos, de cuidar das crianças fora da escola e, ao mesmo tempo, continuar com as suas responsabilidades de trabalho.

Foi proclamado o Dia Mundial dos Pais através da Resolução 66/292 adoptada na Assembleia Geral da ONU de 17 de Setembro de 2012.”

Esta foi e continua a ser a função mais difícil da nossa vida, minha e do meu marido. Ser pai ou mãe não é um trabalho de oito horas diárias onde entramos, marcamos o ponto e saímos. É um trabalho a tempo inteiro, todos os dias durante 24 horas. É um compromisso para a vida, o qual não podemos descurar um dia que seja. Não é fácil conciliar empregos com entradas e saídas de colégios. É uma vida inteira de desencontros e atropelos para conseguirmos levar a cabo com um nível de sucesso aceitável aquilo a que nos propusemos: criar as filhas, dar-lhes bases e valores, dar-lhes estudos e estabilidade, estímulos e motivação para enfrentarem as dificuldades e terem uma vida boa.

 

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Hoje celebra-se O Dia Mundial do Leite

“Considerado o mais nobre dos alimentos, o leite tem grande importância na alimentação humana e talvez por isso seja um dos poucos que figuram no calendário de datas comemorativas. Rico em proteínas, carboidratos, gorduras, sais minerais e vitaminas, o leite ocupa lugar de destaque quando o assunto é a nutrição do homem. Principalmente devido à presença do cálcio, mineral responsável pela formação dos ossos.

Além de dar energia e conter gordura pouco saturada, o leite é um dos alimentos de origem animal com menos colesterol, reunindo vitaminas A, B1 e B12 e sais minerais essenciais como o fósforo, que ajuda na formação dos ossos, e o manganês, que auxilia no funcionamento do cérebro.
Este alimento que está presente em diferentes fases da vida é complexo e apresenta um balanço nutricional único. O seu teor de água é de aproximadamente 90%, e a diluição desses nutrientes no meio líquido faz com que o conjunto nutricional do leite seja melhor do que as propriedades de cada nutriente, se consideradas separadamente.”

 

Diz-se agora que a lactose é um veneno, que o leite não materno não devia constar na alimentação dos bebés.  Apenas derivados de soja, amêndoas e outras bebidas não lácteas.

Malgrado o exagero, tendo a acreditar que sim. O leite que se vende é lavado, desnatado, pasteurizado, cheio de antibióticos e leva choques térmicos para evitar contaminações. Depois é embalado num pacote e pode durar até três meses.

Antigamente tínhamos umas leiteirinhas de alumínio com tampa onde o leiteiro, o Sr. Carlos (que todos os dias fazia a ronda e a distribuição do leite), despejava a medida necessário para o pequeno-almoço e antes de deitar. Depois veio o tempo das garrafas de vidro com tampa cravada de alumínio fino, que abriamos empurrando-a com força para dentro com o polegar. O Sr. Carlos deixava as garrafas à porta e dava dois toques de campaínha. Mais tarde chegaram as garrafas de plástico, os pacotes de plástico, os pacotes triangulares em papel e eis-nos no reino do tetra pak.

Uma coisa eu sei: nos tempos da leiteirinha de alumínio, retiravam-se dois ou três dedos da gordura do leite antes de o ferver, gordura essa que se batia com umas pedrinhas de sal até fazer a melhor manteiga do mundo! Quem sabe agora seria também considerada um veneno.

 

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No dia 1 de Junho celebra-se O Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça

“O Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça surge no calendário português para assinalar o interesse de uma espécie com grande simbolismo histórico e elevado valor ambiental, social e económico. Passaram dez anos desde que foi considerado um símbolo da nossa paisagem agroflorestal, mas o sobreiro (Quercus suber L.) é, desde há muitos séculos, uma espécie emblemática e não apenas no nosso território. Para assinalar o seu valor, Portugal assinala nesta data o Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça.

Valorizado desde a Antiguidade pelas qualidades da sua casca, o sobreiro tem descritas as qualidades e usos da cortiça desde há milhares de anos. Vários estudiosos identificam vestígios da sua utilização desde a China ao Egipto, inicialmente como vedante de recipientes, isolante para habitações e bóia flutuante para a pesca. O filósofo grego Teofrasto já descrevia nos seus textos de botânica, há cerca de 2200 anos, como o Quercus suber se distinguia de outras espécies: “o descortiçamento circular acarreta a morte de qualquer árvore (…). Mas o sobreiro constitui uma excepção. Porque este ganha mais vigor se se lhe tira a cortiça exterior…”

Esta longa utilização valeu-lhe, desde cedo, o estatuto de espécie protegida. Com cerca de 100 mil toneladas anuais de cortiça, Portugal é o maior produtor do mundo deste material de origem vegetal, representando metade da produção global (100 mil toneladas anuais, 49,6%)“

Termos neste pequeno rectângulo algo que é valioso e até raro numa determinada proporção,  é de valor. 

“A cortiça é a casca do sobreiro – Quercus Suber L. – o que significa que é um tecido vegetal 100% natural. As células da cortiça, agrupadas numa estrutura alveolar caraterística em tudo idêntica a uma colmeia, estão preenchidas com uma mistura de gases muito semelhante ao ar, sendo as suas paredes maioritariamente revestidas por suberina (uma espécie de cera natural) e lenhina (uma macrocélula tridimensional de resistência a ataques microbiológicos). Polissacáridos, ceroides e taninos, embora com menos expressão, são outros compostos que encontramos no sistema celular da cortiça.”

A NASA, a ESA e a  Space X, por exemplo, utilizam cortiça portuguesa como material de isolamento aeroespacial desde a missão Apollo XI.

A minha mãe tinha um tarro para manter a comida quente durante horas. Depois a tradição perde para a tecnologia e creio que o sabor da comida também.

 

(Todas as imagens do Google)

28 comentários em “Hoje é dia de”

  1. É de partir o coração ler todos os dias notícias sobre crianças abusadas […] por adultos, principalmente adultos que lhes são próximos

    Pois. É de partir o coração ver a violência a que as crianças foram sujeitas durante a pandemia, ao serem-lhes impostas restrições que violavam os seus direitos e bem-estar, ao serem culpabilizadas por transmitirem a velhos vírus que nenhum mal lhes faziam (a elas, crianças), tudo isto por adultos que lhes eram próximos e que deveriam dar primazia aos direitos e ao bem-estar delas, crianças, em vez de ao seu próprio.

    1. O uso obrigatório máscaras foi uma medida decretada e imposta a toda a gente e não serve como termo de comparação para todo o tipo de abusos perpetrados por quem é próximo das crianças. Se as máscaras eram ineficazes e foram exigidas mediante penalizações, toda a gente foi abusada.

      1. Então e nós, não temos cabeça para pensar? Ou tudo o que a ciência diz é inquestionável?
        Cometeram-se abusos de toda a espécie, até com as vacinas. Foi preciso morrer um miúdo “engasgado ” para pararem com a chantagem da vacinação. Não era de desconfiar quando os pediatras não quiseram assumir a responsabilidade da receita? Não era de desconfiar também quando as farmacêuticas ficaram isentas de qualquer tipo de responsabilidade?
        E agora a hepatite fulminante, quem é que assume a culpa? Para não falar da varíola dos macacos, que por enquanto não deu nos miúdos. A ver vamos.

        1. Mas olhe que a hepatite parece preocupante para quem tem crianças pequenas. Já a varíola pode ser contraída mais por contacto de proximidade prolongado, mas também pela inalação de gotículas respiratórias exaladas. Se isto se verificar verdadeiro e os casos dispararem lá voltamos nós para o álcool e para as máscaras. Eu tenho uma marca grande no peito do pé da Vacina da varíola, mas li que estava fora do PNV.

          1. Claro que é preocupante, e o que é que houve de diferente no mundo, ao mesmo tempo?
            E com a varíola é o mesmo, não venham agora com a treta que é um grupo específico ou que são comportamentos de risco.
            E acerca do álcool e das máscaras, cada vez há mais evidências de que prejudicam mais do que beneficiam, basta ver o aumento substancial do vírus sincilial nas crianças provocado precisamente pelo uso das máscaras.
            Esta história da pandemia está muito mal contada, felizmente o tempo irá, mais tarde ou mais cedo, repôr a verdade. E nessa altura iremos ver não só quem abusou mas também quem concordou com os abusos, nas crianças e não só.

          2. Não descarto a veracidade ou a mortalidade da pandemia Covid19. Tenho é que ser honesta e reconhecer que, no meu caso particular e com os 1001 cuidados que tive , sempre com a máscara, lavagens e desinfecção permanente, contraí o vírus. E muito do que se disse sobre as sequelas também é verdade. Um enorme cansaço e a falta de olfacto ainda prevalecem um mês depois. Felizmente o sabor já voltou quase ao normal.
            Sobre a hepatite, entendo o que quer dizer, mas não a torna menos preocupante. A varíola não sei. Creio que a nossa juventude mais despreocupada e por tal mais propícia em contrair infecções não está vacinada. E as referências históricas das varíola dão muito o que pensar.

          3. As referências históricas das varíolas dão que pensar, mas para estas varíolas não é preciso pensar muito, basta dizer que algumas destas vacinas foram feitas com o adenovírus do macaco. O que é estranho é descartarem logo à partida essa hipótese.
            Vamos aguardar com serenidade, pode ser que até lá as pessoas percebam até que ponto é que foram enganadas.

  2. Ary escreveria
    «não há progenitouro para ele …»
    plantei sobreiros em 1980, arderam em 2003.
    há quem espere há 6 anos por pessoal para tirar a bóia dos chaparros.
    reservas de cereais para 1 mês
    «tolices no país das maravilhas socialistas»

    1. Nesta lusa farronca sem vintém,
      neste muda que muda sem mudança,
      venha o que venha, há-de lixar-se quem
      do salsifré tiver a governança.

      Em conclusão: onde o maior partido
      é o do ócio que causa inveja à lesma,
      ganhe quem ganhe, só muda de vestido
      o génio de deixar tudo na mesma.

  3. Diz-se agora que a lactose é um veneno

    Não sei por quê, dá-se muita importância à lactose mas nunca se fala dos efeitos alergéneos do leite, especialmente do de vaca (o de cabra é muito menos deletério), os quais nada têm a ver com a lactose (a qual é um açúcar, enquanto que as alergias são provocadas por proteínas). Muitas pessoas sofrem, sem o saber, de problemas de saúde devido a alergia ao leite que ingerem.

    1. Eu também não entendo, nem do leite, sequer, porque todos bebemos leite. Mas é frequente, numa base diária até, receber pedidos de informação sobre produtos sem lactose.
      É praticamente uma obrigação haver oferta ” sem lactose”.

      1. não entendo porque todos bebemos leite

        Os meus filhos abandonaram-no, por motu proprio, a meio da adolescência. Lá em casa só a minha mulher e eu é que consumimos algum queijo; leite e iogurte, nunca.

        1. Sim, todos bebemos leite. Primeiro mamámos, depois bebemos leites adaptados até termos idade para beber leite inteiro. O balio também se alimentou de leite. Os seus filhos também. Se o abandonaram a meio da adolescência, terá talvez sido porque enjoaram. Eu não bebo leite. Como queijo e bebo iogurtes líquidos de vez em quando.

    2. Não se trata bem de um veneno, mas sim de intolerância à lactose.
      Em África, há cerca de doze mil anos, com a domesticação das vacas, camelos e cabras aumentou o consumo de leite entre os humanos que só era tolerado até aos 7/12 anos idade, provocando doenças em pessoas com idades superiores. Com consumo, desenvolveu-se uma enzima tolerante à lactose e assim foi passando ao longo dos milhares de anos, podendo haver gente intolerante.
      Há uma tribo no Quénia, de criadores de vacas, que são criadas para serem vendidas para dotes, autentico Banco de vacas, que sofrem de uma doença genética devido ao consumo exagerado de leite de vaca.

      1. Certo. Concluímos que o consumo de leite permitiu a sobrevivência da raça humana, o que se deveu a uma mutação genética que criou a lactase a enzima responsável pela digestão do leite na idade adulta.

  4. Há pessoas que digerem mal a lactose, o que pode provocar diarreias constantes e dores do aparelho digestivo. É um problema sério, chama-se intolerância à lactose, e, se não for diagnosticado, a pessoa sofre durante toda a sua vida sem saber porquê. No entanto, é um problema que afecta apenas algumas pessoas (e, entre estas, algumas mais do que outras). Para todas as outras, a lactose é inofensiva e não há razão nenhuma para que se evite. É interessante verificar que a intolerância à lactose cresce, à medida que descemos para Sul. Os Nórdicos têm uma percentagem muito baixa de intolerância a este tipo de açúcar, entre os europeus do Sul ela é maior. Ainda assim, bem mais baixa do que entre a população africana ou asiática, onde a percentagem pode mesmo atingir os 90%. E, na verdade, o leite não faz parte da alimentação dos povos do Extremo Oriente.

    Outra coisa diferente é de facto a alergia ao leite. Há bebés alérgicos ao leite de vaca e até ao leite materno. Conheci um caso, há mais de trinta anos, de uma bebé cheia de problemas de saúde, emagrecia em vez de engordar, vomitava, tinha diarreias, chorava muito. Os médicos não encontravam explicação, os pais andavam desesperados. Nessa altura, o problema não era ainda considerado, mesmo entre os profissionais de Medicina. Os pais andaram de médico em médico, até que houve um que pôs a hipótese da alergia. Aconselhou darem-lhe “leite” de soja, à experiência. E os problemas acabaram! A bebé começou a engordar e a ser feliz. São casos pontuais, mas existem.

    Outro problema que o consumo “exagerado” de leite acarreta é a exploração animal, desde as vacas transformadas em verdadeiras fábricas, à custa da sua saúde e bem-estar, até à violência que é arrancar vitelos, alguns acabados de nascer, às mães. Como todos os mamíferos fêmeas, as vacas só produzem leite, quando têm crias. Esta prática poderia diminuir, se fôssemos mais comedidos no consumo de leite, não contribuindo para uma cada vez mais gigantesca indústria de laticínios, onde o leite é visto como um produto à nossa mercê e, não, uma dádiva animal que devíamos agradecer e consumir com moderação, para diminuir o sofrimento daqueles, aos quais ele seria primeiramente destinado.

    1. É verdade Cristina. A minha neta é intolerante à lactose e o meu irmão, que sofre de uma doença autoimune bastante rara, também. Ambos consumiram leite e derivados desde que nasceram.
      A menina bem como o tio-avô desenvolveram a intolerância há cerca três anos, porque até então nunca tinham tido problemas. Nunca fizeram alergia fosse ao que fosse. A intolerância do meu irmão conclui-se poder eventualmente ter sido causada pelo seu problema de saúde. A da menina não tem razão aparente.
      Pessoalmente, não tenho outros problemas com o consumo de leite que não acirrar-me o refluxo.
      Optei por fazer purés , bechaméis e outros com leite sem lactose, quando cozinho para eles . Não é a mesma coisa, mas também não é mau.

  5. A cortiça é conhecida por causa das rolhas das garrafas de vinho. Mas muita gente não sabe, e até entre os portugueses, que a cortiça é a casca de uma árvore.
    Um adolescente neerlandês, fazia questão não ser holandês por ser natural da Frísia, ficou muito admirado quando viu um sobreiro pela primeira vez no Alentejo.
    Uma conceituada marca de vinho produzido nos USA ( os americanos são o 4º. produtor mundial e vinho), para praticar um preço mais competitivo resolveu criar rolhas de plástico para as garrafas de exportação. O preço era competitivo mas, devido à rolha, começou a ter quebras na procura. E lá a Amorim teve que lhes vender mais uns milhões de rolhas.

    1. Se o jovem fosse americano , não me surpreenderia . Nada mesmo. Aos neerlandeses/ holandeses, também não os tenho em grande consideração. Coisas em plástico é mesmo com os americanos, mas depois conclui-se que não interessam a ninguém. A cortiça é muito nossa. De dá para rolhar o mundo inteiro, que assim seja. Assim como assim, desde um Presidente da República até aos cilindros para as garrafas de vinho, as nossas rolhas são famosas. Famosas e fora de série!

  6. As crianças são mesmo o melhor do mundo. Mas vivemos numa sociedade muito equivocada no que diz respeito ao bem estar infantil. Nesta sociedade a melhor prenda que se pode dar a uma criança, que é um irmão, é trocada por bens materiais (ou com sorte, um cão). Onde a roupa é valorizada acima da brincadeira. Onde a melhor escola é aquela onde os miúdos podem entrar às 7:00 e sair às 20:00. Onde a carreira dos pais está à frente da sua relação com os filhos. Onde a gravidez das mulheres se torna um empecilho. Onde o aborto é considerado um direito humano. Onde se prejudica a aprendizagem e a sociabilização das crianças para proteger os mais velhos.
    Não me parece que estejamos no bom caminho…

    1. ” No meu tempo” não era mais fácil, Susana. Foi uma vida de desencontros. Não lhes demos o que não tínhamos e com sorte, estávamos juntos duas semanas por ano. Levava-as de manhã , o pai trazia-as à tarde. Não porque queríamos, mas porque tinha de ser. Olhe, vou contar-lhe um segredo: casei grávida de 4 meses. Sem segundos pensamentos e sem me sentir prejudicada. Só tive pena de não acabar o curso, mas como não sou desistente, talvez ainda lá chegue.

      1. Eu sei que a vida é muito difícil para muitos pais. E sobretudo para muitas mães solteiras (as que são efectivamente sozinhas, não as que não se casam para terem subsídios). É difícil tratar dos filhos, física e emocionalmente e não tenho dúvidas que muitos pais fazem o melhor que as circunstâncias lhes permitem. Algumas mães vêem na gravidez um bilhete sem regresso para uma vida mais pobre. E infelizmente isso é muitas vezes verdade. Mas o que está no outro lado da balança é outra vida, e muitas vezes não é confortável pensarmos nisso. Mas a verdade é que, por muitas voltas que dermos, está ali uma outra vida humana.
        A Maria Dulce não terminou o curso. Mas seria a sua vida melhor se tivesse acabado o curso, mas se visse privada da sua primeira filha? Teria outros mas essa primeira nunca a teria conhecido.
        E parece-me que isto não é muitas vezes considerado.
        Sem dúvida que poderá acabar o curso agora. Ou então estudar só porque sim. 😉

        1. As minhas filhas e os meus netos valem mais para mim do que todos os canudos do mundo. Se pudesse voltar atrás, faria tudo igual, com todas as dificuldades e infortúnios, com toda a canseira e desalento.
          Pode crer que pensei acabar o curso, só porque sim. Mas sendo objectiva, seria uma perda de tempo e uma inutilidade. Sou capaz de encontrar outro que se prove útil para o tempo que me resta e que me dê gozo fazer. Aí nem olho para trás.

  7. Tem muitas aplicações mas nos bancos do metro é altamente higiénico. Veremos se uns espertinhos não estragam.

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