
Neste ano de 2022 celebra-se a 30 de Abril O Dia Mundial do Tai Chi e do Chi Kung
“O Dia Mundial do Tai Chi e Chi Kung (World Tai Chi & Qigong Day – WTCQD) é um evento realizado anualmente no último sábado do mês de Abril para divulgar e promover as práticas de tai chi chuan e de chi kung pelo mundo.
A missão deste esforço multinacional é divulgar publicamente o crescente conjunto de pesquisas na área médica relacionadas com práticas corporais da medicina tradicional chinesa e dar referências que facilitem aos interessados encontrar instrutores de tai chi chuan e de chi kung nos locais onde vivem.”
Mens sana in corpore sano. Conheço quem pratique e diga maravilhas.
Comemora-se também a 30 de Abril O Dia Internacional do Jazz.
“A data foi criada pela UNESCO e anunciada pelo pianista Herbie Hancock, embaixador da boa vontade desta organização.
Foi em 2012 que se celebrou pela primeira vez o Dia Internacional do Jazz. A comemoração pretende lembrar a importância deste género musical e o seu contributo na promoção de diferentes culturas e povos ao longo da história. O jazz está associado à luta pela liberdade e à abolição da escravatura.
Para promover o Dia Internacional do Jazz decorrem vários concertos promovidos por escolas, grupos e músicos, com o intuito de apresentar à população este género musical. O jazz apela à criatividade e à improvisação.”
Não existe jazz (ou blues, já agora) falado. É para ouvir e sentir.

Uma época do grande Miles que eu consigo ouvir.
Mais tarde virou free jazz e muito “intelectual “ para
a minha pequena pessoa.
Les feuilles mortes e l’ascenseur pour l’échafaud são as
mais acessíveis para mim e que oiço sempre com enorme prazer.
Gosto muito de les feuilles mortes, Kika.
1971 – Festival de Jazz, em Cascais
Miles Davis também por lá tocou e foi chateado pela PIDE.
Noticiava-se:
“Não podia haver melhor começo para um festival que, mesmo assim, poderia ter visto a sua história terminada logo nessa noite, quando, durante o concerto do saxofonista Ornette Coleman, o baterista Charlie Handen dedica o tema Song for Che aos movimentos de libertação de Angola e Moçambique. A maioria do público, no qual se incluíam nomes como Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Alexandre O’Neil ou Zeca Afonso, levantou-se imediato num aplauso ao músico, com muitos dos espectadores a levantarem o punho cerrado em saudação comunista. A polícia de choque ameaçou intervir, mas o espectáculo continuou. Quanto ao músico, foi levado para os calabouços da PIDE e depois entregue pelas autoridades à embaixada americana, para ser repatriado. As ameaças de cancelamento acabaram por não se concretizar e o festival lá prosseguiu na segunda noite, mas sob a condição de estarem presentes, entre o público, algumas centenas de agentes da PIDE, que tiveram o privilégio de assistir a outro dos momentos históricos do Cascais Jazz, a actuação do supergrupo Giants of Jazz, que incluía nomes como Thelonious Monk ou Dizzy Gillespie.
“No tempo da ditadura o festival era visto e vivido como um espaço de liberdade. O que explica também a grande afluência de público. Até os músicos ficavam admirados com tanta gente”, recorda Duarte Mendonça. Ao longo de 18 anos, primeiro no Dramático de Cascais e depois no Pavilhão dos Salesianos, o Cascais Jazz trouxe a Portugal alguns dos maiores vultos da história do jazz, como Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem. “Os músicos estavam desejosos de vir, porque eram sempre muito bem recebidos pelo público. No início as pessoas iam mais pelo espírito que propriamente pelo jazz, mas depois muitos ficaram fãs. Não tenho dúvidas que há hoje muito mais gente a gostar de jazz por causa deste festival.” “
Eu era novinha em 71, não tenho ideia deste incidente, mas obrigada por relatar, x.
“1971 – Festival de Jazz, em Cascais
Miles Davis também por lá tocou e foi chateado pela PIDE.
Noticiava-se:”
Quem foi chateado pela PIDE foi Charlie Haden, claro.
Já tinha reparado noutros comentários que o “x” não sabe interpretar o que lê e não procura confirmar.
E que em 1971, provávelmente, era dos que a 26 de Abril de 1974 vieram dizer que tinham andado enganados, conheci muitos no quartel que “comandava” na altura.
Muitos ainda andam por aí e ainda são uns belos revolucionários de pacotilha.
E já agora não se noticiava na altura nada, como se sabe.
Quem lá estava sabia e contava.
Isto que pôs é copy/paste de um artigo da “Visão Sete” de 04.12.2009 e a referência às fontes fica sempre bem a quem se quer armar.
Obrigada pela rectificação