
A 1 de Março assinala-se O Dia Mundial da Protecção Civil

Hoje é O Dia da Discriminação Zero
«O propósito deste dia é alertar para os direitos de todas as pessoas sublinhando que não podem ser discriminadas com base no género, idade, credo, orientação sexual, doença, deficiência, etnia ou nacionalidade.
Esta data foi instituída em 2014 em Pequim.»
Creio que na presente conjuntura, e nos países ditos “civilizados”, a discriminação já está abaixo de zero. Verifica-se agora a criminalização de tudo o que poderá eventualmente ter sido factor discriminatório, como livros, pinturas e outras formas de arte, músicas, termos folclóricos e culturais, etc. Mas para este tipo hediondo de criminalização ninguém se preocupa em arranjar um dia para celebrar.
Que tal chamar-lhe O Dia da Descriminalização da Cultura Criminalizada?

Hoje assinala-se O Aniversário da Universidade de Coimbra
«Ao assinar o “Scientiae thesaurus mirabilis”, D. Dinis criava a Universidade mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. Datado de 1290, o documento dá origem ao Estudo Geral, que é reconhecido no mesmo ano pelo Papa Nicolau IV. Começa a funcionar em Lisboa, sendo transferida definitivamente para Coimbra em 1537, por ordem de D. João III, após um período de migração entre estas duas cidades. É no Paço Real da Alcáçova, mais tarde Paço das Escolas, que se concentram todas as Faculdades da Universidade de Coimbra – Teologia, Cânones, Leis e Medicina.
Inicialmente confinada ao Palácio Real, a Universidade foi-se estendendo por Coimbra, modificando-lhe a paisagem, tornando-a na cidade universitária, alargada no século XX com a criação do Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e já neste século com um terceiro Pólo, na área das ciências da saúde.
Hoje a Universidade de Coimbra conta com oito Faculdades (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologia, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física) e mais de 22 mil alunos.
Com uma incontornável herança histórica, a Universidade de Coimbra é desde 2013 Património Mundial da UNESCO.»
É uma honra e um privilégio saber que o ensino em Portugal está num lugar de destaque a nível mundial e que os portugueses são um dos povos do mundo cuja cultura, por muito geral que seja, está alguns patamares acima de outros educados em estabelecimentos de ensino de referência global, muitos deles frequentados pela realeza mundial.
E tudo começou aqui, em 1290, primeiro em Lisboa, teve várias idas e vindas, até se fixar definitivamente em Coimbra em 1537.
(Imagens Google)

Na legenda:
Dis.. e não Des…
Corrido! Obrigada!
infelizmente por experiência própria de longos anos
PC, uma das milhares de autoridades que só funcionam no seu papel higiénico
deixa de haver racismo. passa a existir etnismo. ‘cada cor seu paladar’
UC, Alma Mater Studiorum
não aceitei convite para cátedra de química por falta de vocação para funcionário público
Diz-crime-nar é o que temos
Arthur de GOBINEAU
Diplomate et écrivain français
(1853-1855)
Essai sur l’inégalité des races humaines
Entulho, enquanto houver 2 humanos, nunca haverá igualdade.
Bom dia cara Maria Dulce, relativamente ao dia da zero descriminação e ainda relativamente ao post da Madonna, a cantora após aparecer irreconhecível na cerimónia dos Grammys foi amplamente criticada (plásticas) e a mesma veio dizer que era vítima de “ageing”, descriminação em função da idade, quando ela tudo fez para tentar ficar mais “nova”.
No mundo do espectáculo assistimos hoje em dia a coisas bizarras que pouco a pouco vão se tornando ” normais” como por exemplo a “cantora” Lady Gaga” a ser vomitada propositadamente por uma bailarina ou um “cantor” Sam Smith vestido com lingerie a ser urinado por bailarinos.
Se não se disser “basta” estes anormais passam depressa a normais.
Ageing!

O problema, Alexandre , é alguns aceitarem esse tipo de anormalidades como ” o novo normal”
Tenho fé que seja uma tendência que passe de moda rapidamente, ou então os legisladores têm que rever as dis e as criminalizações.
Não é preciso legislação, mas sim bom senso.
Tal como o respeito, o bom senso cada vez mais se tornará um conceito vago e impraticável. As leis passarão a ser necessárias para travar os excessos porque isto que se vê agora e muito nos choca, ainda não é nada, Alexandre.
Ainda existem por aí muitas caixas de pandora por abrir.
« O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, é
naturalmente igual em todos os homens; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não provém do fato de serem uns mais racionais do que outros, mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias diversas e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem »
discurso do método
Não é Descartes, mas o Bom Senso e Bom Gosto … A questão de coexistir com disparates…
Talvez passe de moda…
Afinal é “zero descriminação” ou “zero discriminação” ?
descriminalizar = inocentar, legalizar
discriminar = separar, diferenciar, segregar
Não percebi a pergunta, desculpe.
É para Alexandre N.
“a Universidade da vossa terra devia ser emendada, e a maneira vos escreverei segundo ouvi dizer a outro que nisto mais entendia do que eu” – e, nesse sentido, ordenar-se-iam os colégios por maneira dos de Oxónia e Paris, e assim cresceriam os letrados e as ciências, e os senhores achariam donde tomassem capelães honestos e entendidos, e quando tais promovessem não seriam desditos.
O texto acima, editado depois da citação, consta da célebre carta de Bruges de 1426, escrita pelo infante D. Pedro a seu irmão o rei D. Duarte, nesta parte, a propósito da universidade, que em Lisboa definhava. Regressado a Portugal e ao seu ducado de Coimbra, D. Pedro fundou uma universidade em Coimbra, certamente seguindo o modelo das citadas de Oxford e Paris.
Entretanto a clivagem(*) levou a Alfarrobeira e ao assassínio(**) de D. Pedro e toda a sua obra como regente em todos os campos e eram muitos, foi desfeita(***) picados todos os brasões das suas casas, prejudicados todos os que o seguiram, desde escrivães da pequena nobreza a pescadores e marinheiros. Buarcos, um porto onde já existia comércio com o arquipélago britânico, foi asfixiado tributariamente e sujeito a Montemor-o-Velho. “A Maldição da Memória do Infante D. Pedro” como titulou um autor ex-assistente na Universidade de Coimbra, foi de tal ordem que hoje desconhece-se totalmente o plano de estudos dessa sua universidade. A sua obra em prol da justiça, as Ordenações ficaram na história com o nome de Afonsinas, apesar do futuro D. Afonso V. ainda não reinar quando da promulgação.
(*) O país e a própria família real estavam divididos entre uma visão que, por comodidade, chamo norte-africanista e medieval e outra a que, pelo mesmo motivo, chamo atlantista e mercantilista. É perfeitamente injusto que a fama dos descobrimentos ficasse em D. Henrique e na ordem de Cristo, quando ambos eram partidários da continuação das conquistas no norte de África e quem impôs as navegações foi D. Pedro com a ordem de Santiago.
(**) Tendo-se D. Henrique atrasado com a sua mesnada, D. Pedro era já vencido e prisioneiro quando foi morto por um criado menor – salvo erro escudeiro – do seu meio-irmão bastardo de Bragança. Acrescento, como comentário e interpretação pessoal, que entendo impensável que, nessa época baixo-medieval, um escudeiro assassinasse um príncipe, sem ser por ordem do seu senhor.
(***) É impossível não ver um paralelismo com Passos Coelho e António Costa. Acrescento, como desabafo final, que pensar em D. Pedro e D. João II e olhar para António Costa e Marcelo, dá vontade de chorar.
Choremos pois, que a vontade é cada vez maior