
Hoje é O Dia Mundial da Liberdade
«Em Portugal o Dia da Liberdade comemora-se a 25 de Abril, mas a data internacional para celebrar a liberdade calha no calendário internacional a 23 de Janeiro. Foi criada pela ONU e proclamada pela UNESCO.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos contempla a liberdade no artigo 1.º: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
O artigo 2.º refere: “Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.»
Apesar de todos sabermos que a igualdade universal é uma miragem e que o corolário resume a falta de liberdade, nós, os que vivemos neste recanto português, nem nos podemos queixar dessa falta , apenas das nossas más escolhas.

Hoje é O Dia da Escrita à Mão /Caligrafia
«A escrita, elemento que separa a pré-história da história, é uma habilidade fundamental que eleva a civilização humana e nos permite comunicar e negociar em larga escala. As verdadeiras origens da escrita são obscuras, mas sabemos que surgiu em várias regiões do mundo antigo por volta de 3400 a.C. As primeiras escritas conhecidas vêm do actual Iraque: sinais pictóricos que depois foram substituídos por um complexo sistema de caracteres baseado nos sons da língua suméria, conhecida como cuneiforme.
Os sistemas de escrita diferem na construção. Alguns contam com simbolismo pictórico, outros combinam caracteres para formar novos significados, outros usam estruturas gramaticais para criar frases completas de profundidade e de significado. A caligrafia eleva a escrita a uma forma de arte requintada. Exemplos de caligrafia tradicional incluem artigos em bronze chineses antigos, hieróglifos maias, manuscritos iluminados da Europa Ocidental e inscrições em mesquitas islâmicas.
Embora no mundo digital de hoje tenhamos a tendência de gravar tudo em dispositivos electrónicos, escrever à mão traz benefícios que o digital não oferece. Aumenta a concentração, reduz o estresse e fortalece a memória. Além disso, uma carta manuscrita tem mais valor do que qualquer correspondência digitalizada ou enviada por e-mail. Tentemos escrever uma carta, um diário ou uma simples lista de tarefas à mão e observemos a diferença por nós mesmos.»
Ainda sou do tempo… é verdade! Ainda sou do tempo em que escrevia cartas aos meus amigos ou ao meu namorado, quando ia de férias para longe, para locais distantes como eram Alfeizerão, Lagos ou Albufeira. Comprava papel de carta colorido ou com desenhos, aperfeiçoava a minha escrita, colava bonequinhos fofinhos, colava um selo de correio e enviava às dezenas, a contar as minhas aventuras diárias por terras bizarras. Escrevi centos de cartas. No Natal era imperativa a troca de postais de Boas Festas. Uma tradição que nem saía barata com tanta família e amigos, nem era fácil de executar, pois requeria muito tempo para escrever os postais e os envelopes.
Presentemente, se recebermos dois ou três postais, é muito. Se vamos para fora, enviamos mensagens com fotos e pronto. Já ninguém escreve postais.
(Imagens Google)

« Liberdade. conceito que pode assumir uma grande variedade de significados tais como autonomia, independência, autodeterminação, autodomínio, ausência de … »
só este socialismo marxista tem direito a liberdade total.
não espero melhoria quanto: expressão, narcotráfico, miséria, é de cetera
já escrevi à mão: agora serve para tomar banho, vestir, comer enquanto há
“Sei que só há uma liberdade: a do pensamento”… essa é que não há machado que a corte pela raiz…
Que falta faz uma disciplina de caligrafia.
Longe vão os tempos de aprendizagem das caligrafias francesas e inglesas que apreendi nos Salesianos.
Tinha um colega ambidextro que escrevia a inglesa coma mão direita e a francesa com a esquerda, e dava-se ao luxo de gozar com com o professor escrevia um texto misturando os dois estilos.
Quando a minha neta começou a demonstrar interesse pelas palavras escritas, comprei-lhe um caderno de duas linhas. As palavras que lia juntando as letras, copiava-as depois para o caderno ” desenhando” as letras dentro das linhas. É tão triste ver pessoas altamente instruídas com uma letra indecifrável de primeira classe. A culpa nem é deles…
Realmente, na caligrafia deveria haver uma “obrigatoriedade” como acontece com os sinais de trânsito. Toda a gente deveria escrever, desenhar as letras, da mesma forma.
Quando apareceu a escrita em letra carolíngia e deixou-se as letras maiúsculos habituais do latim, fáceis de desenhar, começou a ser bem escrito só para quem tinha jeito para desenho, e assim ficou a letra francesa a ser utilizado apenas em títulos ou epigrafes.
Muito depois, o cursivo da letra inglesa era usado em todos os escritos, para todo a gente perceber o que estava escrito, e era assim ensinado nas escolas sendo mais ou menos bem desenhado, mas toda a gente conseguia ler a palavra ‘Cópia’.
Depois, veio a “cultura” hippie e cada um escrevia como lhe apetecia, com o problema de nem toda a gente ter jeito pro desenho.
A certidão de nascimento do meu filho, início anos 70, está escrita por quem não tem jeito pro desenho e por isso só conhecendo o que deverá estar escrito se percebe.
Por acaso, ou não, nos Países Baixos quase toda a gente escreve com o mesmo, bonito e perceptível tipo de letra.
E os tablets e smartphones não vieram ajudar em nada o aperfeiçoamento da escrita, EU.
É verdade, não ajudou na escrita (desenho das letras) e na maneira/agarrar na caneta para escrever. Já vi garrar na caneta como quem agarra num picador de gelo.
Exactamente!
Conheci pessoas que arranjaram emprego pela perfeição da caligrafia. As escritas de grandes empresas eram manuais. Há 50 anos havia a disciplina de caligrafia.
A caligrafia era inclusive avaliada nos exames. E lembro-me muito bem dos livro de contabilidade escritos manualmente, Maria. Agora até a contabilidade em Excel está ultrapassada. Existem programas, como por exemplo o Primavera que são um mundo, principalmente quando ligados a um ” relógio de ponto”. Eu costumo dizer que só lhes falta processar o que se come ao almoço e a cor da roupa interior.
Pois, pois.Bons tempos dos exames do Curso Comercial.
Contabilidade; com letra francesa no nome das contas e inglesa nos lançamentos, e tinha-se de levar os respectivos penas e aparos. Uma trabalheira para ingressar ISEF.
Bons tempos em que era preciso saber para entrar num estabelecimento de ensino superior, EU
No meu 7º ano,último ano liceal pre Abril,o professor de Filosofia,trinta e poucos anos,ao entregar-me o exercício escrito já classificado—Cuidado com a “letra” !
Na 1ª classe oficial tínhamos cadernos de Caligrafia.
Ainda manuscrevo para consumo próprio com instrumentos “permanentes”.
Também gosto muito, em tendo de escrever à mão, de usar instrumentos permanentes
A liberdade , pois sim. Só quando desaparece ou cruamente no la tiram é que damos por ela.
Também eu escrevi as tais ridículas,manuscritas como diz.E sim, a namorada,três anos mais velha,o que ela me aturou,escolhia precisamente esses tais papéis de carta coloridos e decorados sobriamente,que inveja nunca consegui,diariamente ou quase. Tinha o seu nome sim senhora,mas não era,hoje com 74 ou 75.Perdi-lhe o trajecto. há muito.
Agradeço os seus textos,sempre desafiadores.
O que eu adorava ir à recepção do Parque de Turismo de Lagos e perguntar se tinha chegado alguma carta para mim!
Obrigada pela gentileza, Udestoque.