
Hoje assinala-se O Dia Internacional do Chá
«Esta data foi estabelecida originalmente a 15 de Dezembro de 2005 na Índia para fomentar o desenvolvimento da indústria do chá e o bem-estar de quem trabalha nesta actividade económica. Em 28 2019, a FAO instituiu a celebração do Dia Internacional do Chá, fixada no calendário anual de eventos a 21 de Maio. A FAO é um organismo especializado da ONU que dirige as actividades internacionais destinadas a erradicar a fome.
Eis as principais razões pelas quais devemos tomar chá:
- Faz bem à saúde.
- As plantações de chá são pulmões para o mundo: produzem oxigénio todo o ano.
- A indústria de chá gera bem-estar nas comunidades onde se instala e melhora a qualidade de vida das pessoas.
- Estimula-nos a fazer parte de um mundo refinado.
- É um convite para reunir a família em volta de um bule.
- Acompanha-nos na leitura, no estudo, no trabalho e também em momentos de repouso e ócio.
- Facilita a meditação, o relaxamento, a concentração e a introspecção.
- Transporta-nos para países distantes, exóticos.
- Convida-nos a celebrar rituais antigos em torno da preparação desta bebida.
- Desliga-nos dos artefactos electrónicos que dominam o nosso quotidiano.»
O chá é uma bebida de excelência. Presentemente há chás para tudo, muitos deles são infusões, erroneamente chamados chá. O verdadeiro chá chega-nos dos países asiáticos, plantado e colhido pelo tradicional método manual. Recebi de presente uma caixinha de madeira com dez pacotinhos de Darjeeling, que me trouxeram da Índia. Gostei muito.

Hoje é O Dia Internacional de Re-oferecer Presentes
«O dia de re-oferecer presentes é visto principalmente como um modo de presentear alguém com algo que se recebeu e de que não se gosta.
Re-oferecer é pôr a circular por outras mãos um presente recebido, sem o devolver a quem nos entregou em primeiro lugar. A palavra “re-oferecer” foi popularizada num episódio de Seinfeld.
Às vezes, re-oferecer pode ser uma prática egoísta. Porquê? Nem é preciso explicar.»
Creio que é uma prática bastante comum. Recebemos todos os anos pelo aniversário ou pelo Natal uma grande quantidade de lembranças que já temos, não usamos ou não gostamos. Agradecemos porque, claro está, a boa educação não nos permite recusar. Guardamos ciosamente e sempre que podemos re-oferecemos num aniversário ou num Natal seguinte. Há que ter muita atenção a um pormenor importantíssimo, saber quem ofereceu o quê e nunca, mas nunca, devolver o presente ao ofertante original. Infelizmente já me aconteceu.

O verdadeiro chá chega-nos dos países asiáticos
A mim chega-me dos Açores.
E também pode chegar de África (Quénia).
Pessoalmente e infusões à parte, que nisso sou catedrática, só bebi chá mesmo chá daquele indiano e mate no Brasil, que era uma delícia, mas não duvido que os haja e excelentes em África e nos Açores.
fiquei chalado por ter tomado tanto ‘chá’ em criança: o de ‘canela’ era de erva cidreira com ovo batido; o de poejo, bebido à noite à lareira à luz de candeia de azeite, era adoçado com passas de figo pingo de mel, depois de escaldadas .
na qualidade de ‘vagamundo’ os melhores presentes que recebia era de minha MÃE para comer alimentos saudáveis. o vestuário nunca me preocupou
1º conselho que o 2º Marido deu a minha MÃE «aqui em casa come-se de 1ª e veste-se de 3ª»
parece que nesta republiqueta socialista, que faz de conta que é democrática, vai haver mais uma esmolinha. lembra-me um certo toureiro apeado e a sua quadrilha
Sabe entulho, costumamos chamar chá às infusões de ervas, raízes, cascas e frutos secos, mas isso não é o tchaí original, são tisanas.
Aqui em casa também sempre se comeu de primeira. Para o resto ser também de primeira, era necessário juntar dinheiro e depois ir comprando consoante a necessidade.
A Camellia sinensis tem 2 nomes na China conforme as 2 línguas
Té en chino es (茶), que transliterado al pinyin suena como chá y en una transliteración antigua llamada Peh-oe-ji, que normalmente se usaba para los dialectos del sur de China, suena como tê. La forma cha entró en Europa probablemente con los portugueses, mientras que la forma tê lo hizo con los holandeses, ambos grandes mercaderes en Asia, difundiéndose por distintos países y sus lenguas.
a lareira meu Avô materno lia os fascículos da Romano Torres: lembrei-me somente das ‘aventuras do bandido Lampião’, porque os bandidos são cada vez mais na política
Lampiões e Marias Bonitas, entulho. Mas nenhum deles sofre da Síndrome do Robin Hood, é só meter ao bolso.
“a lareira meu Avô materno lia os fascículos da Romano Torres”
à luz da candeia de azeite?
“…à noite à lareira à luz de candeia de azeite….”
À luz de candeia de azeite? Coitados dos pobres que sempre arranjavam passas de figos pingo de mel.
O chá tem essas vantagens todas, mas tem uma desvantagem grande: é muito diurético, faz-nos urinar vezes sem conta.
Mas isso é bom e é sinal que os rins funcionam bem. Eu aprendi a controlar a bexiga, principalmente quando viajava e não tinha WCs por onde andava. Agora não sei se conseguirei voltar a ter esse tipo de controle, mas vou fazer por isso.
também a cerveja
a ‘diurese’ é proporcional a quantidade de água ingerida.
cuidado com o mictoturismo
Nas passeatas, cerveja só ao jantar. Na República Checa e na Hungria, bebemos cervejas extraordinárias.
Mais uma coincidência levada da breca.
O Dia Internacional do Chá, no mesmo dia da publicação de uma entrevista de alguém que tem tanta falta dele.
Tem , na realidade uma grande falta de chá, mas é o que temos, António. Não votei nele… valeu-me de muito.
Hoje, no seu dia próprio, ofereço um presente de algodão e chá. Mas, aviso já, nem o algodão é doce nem o chá saboroso.
Enquanto estivémos na Índia nada ligámos ao algodão. Um par de séculos depois, os ingleses importavam o algodão para a sua indústria têxtil, muitas vezes tingiam-no – o célebre pano azul que vendiam em África – e reexportavam-no para a Índia. Ganharam com isso mais do que nós com as especiarias.
A entrada dos ingleses na Índia foi muito facilitada pelo facto de D. Catarina de Bragança, rainha de Inglaterra enquanto durou o seu casamento com Carlos II, ter levado como dote Tânger e Bombaim. Também levou para a côrte inglesa o seu hábito de beber chá à tarde mas hoje são os ingleses quem ensina ao mundo como se deve beber chá. Tiram enormes proveitos comerciais disso, enquanto nós portugueses nos sujeitamos a governantes cuja falta de chá é gritante.
Nós fizemos a história e os outros tiraram o proveito. Tem sido sempre assim, até no futebol…
Acabei de receber uma mensagem a informar que a taxa de juro vai voltar a subir. Este rapaz tapa o sol com uma peneira e oferece bombons envenenados. Obrigada pela partilha do Algodão e do chá.
o 4º Conde de Ficalho mostra a pouca importância dada às plantas comerciáveis
o botánico austriaco Friedrich Martin Josef Welwitsch que andou por Angola ao serviço do estado português vendeu os estudos aos Reais Jardins Botânicos de Kew
em Viena publiquei em alemão artigo em revista Angolana sobre o dito cujo
Os comerciantes com vocação para tal, raramente eram da nobreza. Já muitos burgueses tinham queda para o comércio e detinham o poder financeiro que determinava as interações das importações e exportações.
Se vamos falar em quem mandava, o Rei, a esse passava-lhe ao lado grande percentagem das decisões comerciais e industriais. É uma tradição portuguesa que ainda se mantém nos dias de hoje.
A Dona Catarina Levou chá e marmelada, e não levou Angola por não estarem interessados no comércio de escravos.
Idioteia, logo existe.
Acabei de inventar o verbo idiotear que só se conjuga nas segunda e terceira pessoas. e, para quem bebeu chá em pequeno, apenas referido a anónimos.