Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje é O Dia Mundial do Macaco

«Este Dia Mundial do Macaco é uma data não oficial que surgiu no ano 2000, quando um cartoonista e estudante norte-americano chamado Casey Sorrow escreveu em jeito de brincadeira “Dia do Macaco” no calendário de um amigo, começando outros estudantes de arte da Universidade de Michigan a celebrar o dia.

A brincadeira foi ganhando visibilidade com a introdução da data em bandas desenhadas de Casey e de outros cartoonistas, e com a partilha na internet, tornando-se numa data internacional com o apoio de organizações não-governamentais e de defesa dos animais.

Este é assim um dia de “macadadas” mas também de aviso: o seu principal objectivo é alertar para a protecção dos macacos, que são muito utilizados em testes médicos. 

Existem cerca de 200 espécies de macacos no mundo. Os países onde existem em maior número são Brasil, Madagáscar, Indonésia e República Democrática do Congo.»

 

Tenho visto, ouvido e até mesmo sentido muita coisa que posso classificar como “o fim da macacada”, mas ninguém deseja que os seus antepassados se extingam. Ver macacos, macaquices e macacadas é no Zoo, em Gibraltar, no Parlamento, e um pouco por todo o lado. Antigamente víamo-los no circo, onde faziam números engraçados e muitas vezes interagiam com o público arrancando sonoras gargalhadas. Segundo foi apurado, os animais de circo sofriam  maus tratos e fome. Não sei se continua a haver números circences com animais. Faz muito tempo que não vou ao circo.

 

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Hoje é O Dia Internacional do Idilista

«De onde surgiu esta palavra? A lenda grega conta a história de um pássaro chamado halcyon (Idílio). Essas criaturas aladas distintas eram conhecidas por construir ninhos flutuantes no Mar Egeu. Os gregos acreditavam que o halcyon poderia acalmar as ondas do mar ao aninhar-se. Catorze dias de nidificação. Catorze belos dias de mar e clima calmos. O período de nidificação do halcyon geralmente coincidia com o solstício de Inverno. O céu clareava e o clima era perfeitamente feliz durante esse período.

De acordo com o poeta romano Ovídio, Halcyon (Idílio) era a deusa Alcyone (ou Halcyone) que se atirou ao mar depois de o seu marido mortal (Rei Ceyx) se ter afogado. Ao testemunhar isso, os deuses transformaram–nos em pássaros. Todos os anos, o pai de Alcyone (Éolo, o deus dos ventos) mantinha os ventos calmos uma semana antes e depois do solstício para que os pássaros pudessem pôr ovos em paz. Como o mito viajou ao longo dos séculos e através dos países, assumiu diferentes interpretações. No século XVI, a palavra halcyon tornou-se sinónimo de calma. O uso figurativo parece ter permanecido desde então.»

 

A engrossar o caudal das importações, muitas das efemérides internacionais são também importadas, como este dia das memórias felizes ou idílicas. Tenho muitas, a maior parte delas da minha infância,  aquelas mais doces e que trazem um calorzinho de felicidade e conforto. Um pau de canela e estou com a minha avó na cozinha, em cima de um banco a vê-la a mexer o melhor arroz doce deste mundo e arredores, enquanto na escada do sótão, o sol brincava alegre por dentre as frestas das telhas. Devem ser as minhas memórias mais felizes.

 

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Hoje é O Dia  das Castanhas Assadas

«As castanhas vêm de uma árvore nativa das Américas e da Ásia. Existe uma infinidade de espécies que a humanidade vem colhendo há séculos. Os índios americanos já as consumiam muito antes da chegada dos primeiros colonos. Os europeus, por sua vez, conheceram a castanha de Sardes, antiga cidade persa agora integrada na Turquia.

As castanhas tornaram-se uma fonte alimentar básica. Os antigos gregos transformavam-nas em farinha e faziam pão de castanha. Algumas espécies de castanheiros também foram cultivadas pela sua madeira. A China é líder mundial da espécie.»

 

Posso ter comido uma panela inteira de um qualquer acepipe culinário, que basta o perfume que vem de um assador e lá estou a seguir o olfacto até me ver com um cartuchinho cheio e perfumado. Há sempre um cantinho no meu estômago para castanhas assadas. Para estas, para as da rua, as que usam o perfume do carvão para lhes dar aquele sabor. São únicas, quentes e boas, quentinhas, a estalarem cinzentas, na brasa.

        (Imagens Google)

8 comentários em “Hoje é dia de”

  1. não sabia que o Macaco do FCP tinha dia internacional.
    os governantes continuam com as macacadas costumeiras.

    gostei de ler de Teócrito: as Siracusanas ou as mulheres que celebram Adónis.s ou as mulheres que celebram Adónis.

    ‘quentes e boas’, lema da Micas da Boa no Porto
    o pior são os ouriços. o avô de recentemente falecido futebolista descascava-os com os calcanhares

    1. A sério? Macacos me mordam! De vez em quando encontro algum que me faz lembrar alguém, assim tiro e queda, e também fico fascinada. Na impossibilidade de um frente a frente, faço um sessenta minutos em três ou quatro, pergunto, respondo e escangalho-me a rir.

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