
«Para ninguém tem a terra tanta importância como para o soldado. Quando se cerra contra ela, longamente, com violência, quando mergulha nela, profundamente, a cara e os membros, nos pavores mortais do fogo, ela é então a sua única amiga, a sua irmã, a sua mãe.»
Erich Maria Remarque (1898-1970)

Li todos os livros dele, a começar pelo extraordinário A Oeste nada de novo (“Im Westen nichts neues”), que foi um deslumbramento na minha juventude. Teria sido um Nobel mais do que merecido se o livro, surgido em 1928, não tivesse sido queimado em público anos depois pelos nazis, como livro anti-alemão. A magnífica descrição da crueza da guerra não interessava nada a quem queria rapidamente promover outra.
É um dos livros da minha vida, Luís. Tive oportunidade de escrever sobre ele aqui: randes-romances-18-6571694
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/g
Publicado num ano muito fértil em obras-primas. É o ano de ‘Adeus às Armas’, de Hemingway, também sobre a I Guerra Mundial, e de ‘Sartoris’ e ‘O Som e a Fúria’, de Faulkner.
Mas este extraordinário romance de Remarque não perde na comparação, antes pelo contrário.
Uma Noite em Lisboa
Último romance dele, bem interessante.
Mas tem vários outros, obras-primas. Como ‘A Centelha da Vida’ (traduzido por Saramago) e ‘Tempo Para Amar e Tempo para Morrer’.