Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

22400818_P4HY6.jpeg

Hoje é O Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde

«Este dia assinala-se anualmente nesta data. Foi instituído pela ONU em 2017. Pretende chamar a atenção para a necessidade de haver sistemas de saúde fortes e uma cobertura universal com parceiros de várias áreas. Defende-se a promoção do acesso universal a cuidados de saúde acessíveis e de qualidade.

A comemoração deste ano reforça a necessidade de criarmos sistemas de saúde cada vez mais robustos, mais igualitários, resilientes e capazes de corresponder às necessidades das populações um pouco por todo o mundo.»

 

Não deixar para trás a saúde seja de quem for é um lema engraçado e que imprime muita convicção à intenção de criar uma estrutura mundial de saúde pública. Nem me atrevo a mencionar a nossa saúde pública, que está de rastos, está caótica, está desgovernada. Mas é paradoxal que quem tem seguro de saúde vá a uma urgência com uma criança a pagar e esteja lá seis horas. Então qual é a alternativa que nos resta?

 

22400819_YthvH.jpeg

Hoje assinala-se O Dia Internacional da Neutralidade 

«Este dia foi instituído pela ONU em 2017. Objectivo: enaltecer “o valor da neutralidade nas relações internacionais”.

Esta política contribui para o reforço da paz e da segurança a nível global, representando um papel importante no desenvolvimento de relações pacíficas, amistosas e mutuamente benéficas entre diferentes Estados. Também afirma uma obrigação moral de todos os países, que devem solucionar as disputas internacionais por meios pacíficos, abstendo-se de ameaças ou do uso da força.»

 

Pela parte que me toca, neutro só a gelatina. Não é possível ficar neutro num conflito. Mesmo inconscientemente já escolhemos um lado. Podemos sim, por razões sociais ou profissionais, não exteriorizar as nossas intenções, até porque é importante a manutenção da paz, seja em que tipo de conflito for. Ficar indiferente às controvérsias que nos rodeiam não faz parte da natureza humana.

 

22400821_LZ0er.jpeg

Hoje é O Dia da Poinsetia

«Esta data surgiu nos EUA, em homenagem a Joel Roberts Poinsett, falecido a 12 de Dezembro de 1851. Primeiro embaixador norte-americano no México, foi ele quem introduziu a flor no seu país, em 1825. O nome da planta evoca o diplomata.

A poinsétia é uma flor mexicana que floresce no solstício de Inverno, coincidindo com o Natal. Serve de decoração natalícia desde o século XVI, graças a uma lenda popular mexicana: uma menina pobre, triste por só conseguir oferecer uns ramos secos ao Menino Jesus na missa de Natal, testemunhou a transformação desses ramos em lindas poinsétias vermelhas na igreja, que declarou o acontecimento um milagre.

As largas folhas da poinsétia, flor de Natal ou estrela de Natal, podem assumir diversas cores. É uma planta de interior que também pode ser cultivada no exterior.»

 

São bonitas, são estéticas, são um símbolo do Natal. Tenho algumas com as quais decoro a árvore de Natal, mas são artificiais. Diz a sabedoria popular que quem é para as flores não é para os amores… nunca consegui ter plantas que não morressem por esta ou aquela razão. Também não sou pessoa de flores. Quem me conhece sabe que, se me quer oferecer um miminho, não me dê flores. São bonitas, mas são caras e murcham num instante. Odeio comprar coroas de flores para os funerais. Condição as pessoas, sim, enquanto são vivas. As flores ao monte no cimo de uma cova nunca poderão ser uma manifestação de apreço. Ontem faleceu uma prima afastada. Tinha a bela idade de noventa e quatro anos. COVID seguida de pneumonia é tiro e queda. Manifestei a minha tristeza por não poder acompanhá-la à última morada, mas fiquei estupefacta por saber que não iria haver velório ou funeral. A minha prima deixara em testamento que o corpo seria para estudo científico. Deu-me algo em que pensar.

(Imagens Google)

18 comentários em “Hoje é dia de”

  1. é paradoxal que quem tem seguro de saúde vá a uma urgência com uma criança a pagar e esteja lá seis horas

    Ainda agora mesmo telefonei para um hospital privado para marcar uma consulta não urgente, e marcaram-na para amanhã. Pelos vistos, disponibilidade não falta.

    E, de cada vez que vou a um hospital público (Santa Maria) para uma consulta que lá tenho marcada, também entro imediatamente pelo gabinete da médica, sem esperar nada. Chego a ir e voltar com o mesmo bilhete de autocarro, de tal forma o atendimento é rápido.

    1. Já ouviu falar em URGÊNCIAS? É estranho como o balio lê os textos sempre enviesados. Qualquer pessoa que vá com consulta marcada a um hospital público( que pode demorar até um ano a conseguir sem cunhas) ou a um hospital privado, entra de imediato para a sala de espera da especialidade. Conforme a disponibilidade do médico e os atrasos, pode demorar de 15 minutos a 2 horas…
      Se tiver que ir a uma urgência, aí já pia mais fino. Pode esperar de 1 a 12 horas no público e de 1 a 7 horas no privado. E depois de lhe passarem antibiótico e anti-inflamatório, os mesmos encontam-se esgotados em 70% das farmácias. Claro que para si isto é tudo normal.

      1. Pois, mas o facto é que, aparentemente, atualmente se é atendido mais rapidamente numa consulta normal do que nas Urgências…

  2. Não é possível ficar neutro num conflito.

    Portugal ficou na Segunda Guerra Mundial, e isso foi-lhe muito proveitoso.

    Israel é neutro no atual conflito na Ucrânia. Não apoia nem um lado nem o outro, não vende armas nem a um lado nem ao outro.

  3. ‘Saúde e Fraternidade’ fórmula que uso no final dos escritos.
    para quando BEM-ESTAR, QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE FÍSICA E
    MENTAL? aqui já transformou-se em ‘aqui jaz’

    só conheço o neutrão e aí é que está o busilis
    « O neutrão é uma partícula constituinte do átomo, sem carga eléctrica e com uma massa de 1,675×10-27kg (aproximadamente igual à massa do protão), que está presente no núcleo atómico de todos os elementos, com excepção do H . O neutrão foi descoberto em 1932 pelo Físico britânico James Chadwic

    ouço dizer desde que me conheço e esse foi o tema do carro da Queima das Fitas em que participei em 55 « o tempo não está para flores »

  4. Não sabia que há o dia da Poinsettia (Euphorbia Pulcherrima) o que indesculpável, para alguém que durante mais de 25 anos as produziu
    Provavelmente a Dulce comprou alguma das minhas no Pingo Doce.
    Ora aqui está um bom exemplo que a ignorância é prejudicial. Se soubesse a existência de tal dia, de certeza que em conjunto com o P.D. teríamos feito uma correspondente celebração..

    1. A efeméride é uma realidade, António . Creio que é importada, como tantas outras, mas consta na agenda portuguesa em suporte de papel que me ofereceram para realizar estas publicações diárias. E seguramente que lhe comprei uma muito pequena parte da produção, no mínimo uns 5 ou 6 pequenos vasos por ano, no Pingo Doce aqui já ao lado.

  5. Maias uma curiosidade relacionada com as Poinsettias.
    Na Madeira chamam-lhe “Manhãs de Páscoa” e não faço a mínima ideia porquê.
    Em Espanha também são “Flores de Pascua”

  6. Quatro milhões de portugueses têm seguro de saúde, como incluí pais e filhos é 40% da população portuguesa.
    Basta ter que ir a um hospital privado, o que a partir de certa idade é mais provável, para ver que as pessoas fugiram todas para lá.
    Há dias estive numa urgência de um privado e, das 6 pessoas na sala de espera havia 2 que não tinham seguro, foram avisadas do custo e disseram logo que ficavam, para o público é que não iam.
    É assim natural que o privado esteja a começar a padecer (acho mesmo que já padece) dos mesmos problemas do público, especialmente na parte pediátrica, os filhos pequenos (ou no meu caso, os netos) adoentados fazem logo soar os nossos alarmes todos, alarmes que com os adultos já nem funcionam.
    Mas duas passagens muito recentes pelas urgências de adultos de um dos mais conhecidos por aí, a meio do dia, não me deram essa impressão, o atendimento foi bom e pouco demorado.
    Claro que não tem nada a ver com o que era há 10 ( muito menos ainda há 20 anos), mas era de esperar que, a partir do momento que quase metade do país recorre a eles, o ambiente digamos que familiar se tenha perdido.

    1. Em relação ao tempo de espera na urgência de adultos nos hospitais públicos, baseio-me apenas nas notícias e no que me contam os amigos e conhecidos, porque felizmente desconheço essa realidade. Quanto à urgência pediátrica no privado, as 6 horas de espera passaram-se com o meu neto, a quem, assim que lhe surgem complicações auditivas, é imperioso ser avaliado por um médico, e estes problemas parecem programados para acontecer aos fins de semana…
      Há cerca de 30 anos, cheguei a estar 22 horas com uma criança de 9 meses no Hospital Fernando Fonseca, sem dormir, sem comer e sem resultados concretos a todos os tratamentos que o médico prescrevia. Os seguros de saúde não são baratos, mas ajudam em situações difíceis e muito complicadas e eu sei muito bem do que falo.

      1. “Há cerca de 30 anos, cheguei a estar 22 horas com uma criança de 9 meses no Hospital Fernando Fonseca, sem dormir, sem comer e sem resultados concretos a todos os tratamentos que o médico prescrevia. …”
        Maria Dulce Fernandes, há cerca de 30 anos estaríamos em que ano?
        O Hospital Fernando Fonseca foi inaugurado em 1995.
        Desde 2010 que por lá tenho passado pela Pneumologia, e desde o primeiro dia que cheguei em coma tenho sido sempre muito bem tratado a DPOC, quer em internamentos ou consultas.
        A questão dos tempos de espera são observados em relação urgencia/tratamento. O tempo de espera pode incluir aquilo que é considerado ‘podia ter ido ao Centro de Saúde, depois aos laboratórios de análises e outros, e voltar ao Centro de Saúde’, no Hospital é tudo feito lá e demora tempo.
        Passei lá uma noite, tive o tratamento devido durante 36 horas, deram-me sopa e pequeno almoço. Depois ‘vai ter alta, vá pra casa que aqui pode ficar doente’, estávamos no pico da covid e podia ser infectado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *