Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 3 de Novembro comemora-se O Dia Mundial da Sanduíche

«Esta data é celebrada todos os anos mundialmente. De tão saborosa e popular que é, a iguaria mereceu um dia no calendário para celebração e degustação.

Pela sua facilidade e rapidez de preparação, a sanduíche é muito utilizada nas refeições. Portugal conta com uma das melhores sanduíches do mundo: a francesinha, pelo que se pode aproveitar o Dia da Sanduíche para se degustar esta iguaria tradicional portuguesa.»

 

É de louvar a lembrança de quem resolve criar um dia para celebrar a refeição mais ingerida a nível mundial, porque, vendo bem, tudo o que se come à mão entre duas fatias de seja o que for, é uma sandes. Um cachorro é uma sandes, um hamburguer é uma sandes, um croque monsieur é uma sandes torrada, um wrap é uma sandes, uma pita shoarma é uma sandes, um bánh mi é uma sandes, tudo o que que se trinca entre duas fatias de pão é uma sandes. Há sandes de gelado, de bolo, de crepe… 

Pessoalmente, quando chego tarde, um pãozinho escuro de centeio com queijo de cabra e uma saladinha fazem o dia. Dizem que o pão engorda, mas se não se comer pão branco todos os dias, contrabalança e há sempre uma sandocha à espera de quem a queira comer.

 

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3 de Novembro é O Dia Internacional da Gestão de Projectos

“A data destaca o trabalho dos gestores de projectos de todo o mundo e dos profissionais envolvidos diariamente na sua gestão.

O objetivo desta comemoração é incentivar as empresas e as organizações que utilizam metodologias de gestão de projectos a promoverem boas práticas e a congratularem os seus gestores e as suas equipas pelo trabalho realizado.

Em Portugal também se realizam eventos comemorativos nas empresas, como palestras e encontros sobre a eficaz gestão de projectos.»

 

Parece que existem mesmo empresas que congratulam os seus gestores e outros funcionários pelo seu desempenho. É de louvar. O reconhecimento pode não ser pecuniário, mas existe e estimula, incentiva e anima as pessoas, dando-lhes vontade de continuar e superar-se cada vez mais.

 

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Hoje assinala-se O Dia Europeu da Luta Contra o Cancro do Cólon 

«O cancro do cólon e recto ou cancro do intestino tem grande prevalência e pode ser fatal. Em Portugal é o segundo mais frequente nas mulheres depois do cancro da mama e o segundo mais frequente nos homens depois do cancro da próstata, ocupando o primeiro lugar em termos de mortalidade.

Pode afectar o cólon ou o recto (conhecidos como intestino grosso). Apesar da semelhança biológica entre estes tumores, a diferente localização anatómica pode ditar diferenças no tipo de tratamento necessário. O seu diagnóstico precoce pode salvar vidas.

Três factores aumentam o risco de cancro do cólon: excesso de peso, consumo excessivo de álcool e fumar. Existem dois outros que reduzem esse risco: actividade física regular e dieta rica em fibras.»

 

Desde o meu segundo parto, tenho vindo a sofrer de hemorroidal, doença sem tratamento definitivo, porque não obstante as cirurgias e outros tratamento supostamente definitivos, elas voltam. Muitas vezes existe sangrando abundante, que já faz parte do quadro clínico, e como prevenção para evoluções funestas, todos os anos faço uma colonoscopia. Tenho de confessar que este ano me baldei. É muito desconfortável e nunca fiz com anestesia. Tenho que me informar quem é que faz por cá exames com a tal cápsula endoscópica. Isso é que era, se bem que antes de a tomar havia de parar para pensar por onde raio é que ela andou.

 

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3 de Novembro passou a ser também O Dia da Dona de Casa 

«Esta data é celebrada globalmente, tendo subido de popularidade em anos recentes. Tem como objectivo honrar a mulher por todo o seu esforço em tornar uma casa num lar, num espaço em que uma família possa viver confortavelmente e com amor.

A origem do Dia da Dona de Casa não é certa. Acredita-se que foi uma dona de casa anónima que criou esta data, não ficando com o crédito, como é apanágio de uma dona de casa. A verdade é que ganhou contornos mundiais com o passar dos anos e serve de lembrança importante também para todos os homens, sejam pais ou filhos.»

 

Anedota. Este dia é uma anedota. O que é isso de “Dona de Casa”? Faz seguramente parte da mitologia urbana. Alguém é dona de casa? Primeiro muito pouca gente tem efectivamente casa própria. Estão a pagá-la ao banco até andarem de bengala.

The Stepford Wives é ficção científica e não se pode confundir com a realidade de quem tem emprego (ou dois, ou três), filhos, casa e roupa para tratar, refeições, compras, etc. Quanto tempo por dia passa uma mulher em casa durante a semana de trabalho? Fica tudo para a folga, tem de ser? E quanto ao descanso Descanso? Já ouvi falar, mas verdadeiramente nem sei o que é.

(Imagens Google)

14 comentários em “Hoje é dia de”

  1. Acho que é o dia no qual as donas de casa comecem a gerir os projectos de fazer sanduiches!

      1. Donas de Casa e/ou Donas da Casa, eram a minha Avó Rosa e a minha Nai Carminda.
        Dona de Casa e/ou Dona da Casa é a Maria Augusta.
        Nasci e cresci no seio de um ambiente social matriarcal. Lá em casa os homens pouco ou nada mandavam. Eu na minha ainda mando em alguma coisa:
        Mas nem é isso do que se trata no meu texto. Apenas ironia com o facto do dia ser ao mesmo tempo dia das donas de casa, dos projectos e das sandes.
        – Seja lá o que for cada uma dessas coisas!

        1. É bem visto, no sentido de compilar as celebrações. Eu nunca conheci uma dona de casa. A minha bisavó Júlia era cozinheira no Palácio das necessidades. A minha Avó Adelaide era contínua no Liceu D. João de Castro. A minha mãe estava em casa, mas trabalhava como costureira para as senhoras do Restelo. Na terra do meu marido, a minha sogra, a minha cunhada e todas as tias, estavam em casa, mas trabalhavam todos os dias no campo. É por isso que o conceito de Dona de Casa, uma pessoa que fica em casa e trata dela, dos filhos e do marido, vai às compras, ao cabeleireiro, à manicura, ao café com as amigas, têm clubes de leitura e ” arranjam-se” sempre para o jantar, me transcende bastante.

  2. quando tinha propriedades rurais levava sempre sandes
    «nunca ir para o mato sem cachorro» quente.
    há escolas que indicam que o ser humano não estava preparado para a transição alimentar sedentarizada.

    o cancro do colón tem tudo a ver com o comportamento alimentar: escolha e transformação dos alimentos ingeridos. foi minha preocupação divulgar, mas em vão. deitei fora 5Gb de trabalhos.

    nunca tive sonhos. só lugar para projectos que a infantilidade política e burrocrática liquidou sempre que pode. fiz sempre estudos de mercado. a bosta continua na governação.

    o meu maior respeito para com as donas de casa cujo trabalho nunca acaba, ao contrário do pilim

    1. A minha cunhada que é chefe do serviço de Gastrenterologia diz o mesmo acerca da alimentação .
      “Donas de Casa”… será que ainda existem? Ou são senhoras velhotas do interior, ou são dondocas que casam ” bem” e têm empregada, essa sim a sua ” Dona de casa”. Mas creio que não deve haver muitas por aí. Agora mulheres cuja multitasking, faz jus ao título do franchising ” fast and furious” , e isso sim, categoriza as mulheres em geral.

  3. Eh pá! Está um dia chato, cinzento de chuva e tremuras.
    Dizem aqui que é Dia da Dona De Casa.
    O que eles inventam!
    Assim, de repente, dei comigo nos bancos da primária, os Livros de Leitura a dizerem aos meninos, que o trabalho da mãe era zelar pela paz do lar:
    «Minha querida mãe! Como ela olha por tudo, como ela parece estar ao mesmo tempo em toda a casa»
    «- Maria Isabel, vê que na mesa nada falte ao teu pai, enquanto eu prego este botão no fato do José.»
    O homem de Santa Comba que já avisara:
    «O trabalho das mulheres fora de casa não deve ser incentivado. Uma boa dona de casa tem sempre muito que fazer.»
    Muitos anos depois, ouvirá o Jean Ferrat, o LP ainda anda por aí, cantar: «eu declaro com Aragon que a mulher é o futuro do homem.»
    Ou então:
    «Quando Baltasar entra em casa, ouve o murmúrio que vem da cozinha, é a voz da mãe, a voz de Blimunda, ora uma, ora outra, mal se conhecem e têm tanto para dizer, é a grande, interminável conversa das mulheres, parece coisa nenhuma, isto pensam os homens, nem eles imaginam que esta conversa é que segura o mundo na sua órbita, não fosse falarem as mulheres umas com as outras, já os homens teriam perdido o sentido da casa e do planeta, Deite-me a sua benção, minha mãe, Deus te abençoe, meu filho, não lhe falou Blimunda, não lhe falou Baltazar, apenas se olharam, olharem-se era a casa de ambos.»
    José Saramago em «Memorial do Convento»

    «Elas são quatro milhões, o dia nasce, elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café. Elas picam cebolas e descascam batatas. Elas migam sêmeas e restos de comida azeda. Elas chamam ainda escuro os homens e os animais e as crianças. Elas enchem lancheiras e tarros e pastas de escola com latas e buchas e fruta embrulhada num pano limpo.»
    Maria Velho da Costa em «Cravo»

    1. É isso mesmo, Orlando. A mulher era incentivada a ficar em casa. Estas situações aconteciam mais longe dos grandes centros urbanos, mas as mulheres faziam tudo em casa e iam para o campo.
      Saramago era um visionário “é a grande, interminável conversa das mulheres, parece coisa nenhuma, isto pensam os homens, nem eles imaginam que esta conversa é que segura o mundo na sua órbita, não fosse falarem as mulheres umas com as outras, já os homens teriam perdido o sentido da casa e do planeta,”
      É tudo isto é ainda mais.

  4. Dona de Casa julgo ser no sentido, por estar a casa, de toda a casa estar ao cuidado das mulheres e, assim, elas seriam as donas da casa.
    Isso no tempo que as mulheres ficavam em casa a tratar da casa e dos filhos e os homens iam trabalhar.
    Como os homens trabalhavam longe de casa e até fora do País, em muitas zonas do Minho as casas, e tudo mais, ficavam entregues às mulheres e passaram, até, a ser conhecidas pelos nomes das famílias ou alcunhas, mas no feminino, como a Casa das Ferreiras, a Casa das do Pinto, a Casa das do Bicho.

    1. É uma realidade essa aud aqui traz mas essas mulheres também iam so campo tratavam do gafo e da criação… finas casa eram as senhoras que se levantavam, punham o avental fazial o pequeno almoço preparavam os filhos, ajeitavam as gravatas aoz maridos levaval os filhos à escola com merendas preparadas, iam às compras ao cabeleireiro ao cafê, voltavam para ajeitar a casa fazer o jantar e arranjar-se para o marido. Muitas senhoras tinham empregada. Este é o conceito salazarista de Dona de Casa

          1. Jornaleira, sim.
            Pessoa que trabalha à jorna (sobretudo em actividades agrícolas), recebendo um salário diário.

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