DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Filipa Rilhas Reis: «O desprendimento de mesquinhices faz-me falta. Se sou ingénua? É possível. Aliás é muito provável. Mas ainda vou podendo dar-me ao luxo de pensar por mim, e achar completamente desprezível aqueles que desrespeitam a sua própria consciência em prol de uma obediência acéfala à disciplina partidária. Mas depois dizem-me que é precisamente essa obediência acéfala (agora ia dizer bovina, mas contive-me) a característica mais desejada pelos partidos. Todos eles.»

 

José António Abreu: «João Galamba debate com António Pires de Lima na TVI24. A certa altura corto o som ao televisor e fico a apreciar os sorrisos de satisfação – e até ligeiro espanto – do deputado socialista perante o seu próprio brilhantismo.»

 

Luís Menezes Leitão: «Só pergunto qual é neste momento o papel da Comissão Europeia e o que anda lá a fazer Durão Barroso? E já agora para que serve o actual Governo português e as suas habituais larachas sobre a data de regresso aos mercados ou a reforma do Estado? O Estado já está reformado e é neste momento um protectorado germânico. Jawöhl!»

 

Eu: «Há vitórias que soam a derrotas para quem se apega ao poder, usando armas desleais na tentativa de desqualificar os adversários, e não sabe retirar-se a tempo do palco político. Pela primeira vez, Alberto João Jardim enfrentou um adversário interno. E tremeu. De algum modo, o pós-jardinismo começou há umas horas na Madeira. Enfim, uma boa notícia.»

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