Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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A 1 de Novembro celebra-se O Dia de Todos os Santos

«O Dia de Todos os Santos é comemorado anualmente a 1 de Novembro em honra aos santos conhecidos e desconhecidos, mártires e cristãos heróicos. A origem da festa remonta ao século II, quando os cristãos começaram a honrar os que tinham sido perseguidos e martirizados por causa da sua fé.

Foi o Papa Gregório III que no século VIII dedicou uma capela em Roma a todos quantos tinham vivido uma existência de acordo com o Evangelho e, por isso, eram consideradas santos. Foi ele a determinar que a solenidade fosse celebrada a 1 de Novembro.

Por norma, as famílias portuguesas enfeitam as campas dos seus familiares nos cemitérios ao longo deste dia, visitando os cemitérios para deixar ramos e velas nas lápides. É também um dia em que se celebram missas evocativas.

O Dia de Todos os Santos é feriado nacional.»

 

O Dia de Todos os Santos era um dia horrível  principalmente para os miúdos, que tinham de acompanhar os graúdos ao cemitério com grandes braçadas de flores e velas, limpar as campas e rezar. Quando eu era miúda acompanhei as tias-avó no dia 2 de Novembro, o Dia de Finados, e não tive uma experiência agradável. Acredito que ainda hoje me causa arrepios.

 

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1 de Novembro é O Dia do Pão por Deus

«É no Dia de Todos os Santos que as crianças saem de manhã bem cedo às ruas em pequenos grupos e pedem “Pão por Deus” de porta em porta. É uma tradição antiga com raízes semelhante às do dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras.

As oferendas aos mortos são comuns em diversas culturas. O peditório do Pão por Deus no nosso país está também associado a essa tradição de oferenda aos defuntos e ocorre ainda hoje. O Dia de Todos os Santos era já chamado o Dia do Pão por Deus no século XV. Este hábito reforçou-se após o terramoto de 1755 que destruiu grande parte de Lisboa justamente no Dia de Todos os Santos.

Esta tradição de partilha manteve-se ao logo dos tempos, estendendo-se a todo o país. Em alguns zonas são feitas broas dos santos ou bolinhos para oferecer a quem pede – por isso, este dia também é conhecido como o “Dia do Bolinho“.»

 

Não era costume lá em casa ir pedir o Pão por Deus. Fui apenas com as meninas da catequese porque fazia parte, e entregávamos os saquinhos na Igreja para o seu conteúdo ser dividido pelos pobres da paróquia. Depois de fazer a Primeira Comunhão e mudar de escola, pedi ao meu pai e à minha mãe para seguir os ensinamentos apenas nas aulas de Religião e Moral. A maior parte das pessoas a quem se pedia o Pão por Deus dava pãezinhos embrulhados, fatias de bolo, bolachas e peças de fruta.

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Hoje assinala-se O Dia Mundial do Veganismo 

«O Dia Mundial do Veganismo, ou Dia Mundial Vegano, é comemorado neste 1.º de Novembro.

O veganismo não aconselha a ingestão de alimentos de origem animal e derivados, como leite e ovos, por exemplo. Os veganos são ainda mais extremistas que os vegetarianos. Não utilizam absolutamente nada que tenha relação com os animais. Isso inclui roupas, cosméticos e até medicamentos.

A data surgiu em 1994, por intermédio de Louise Wallis, presidente da Vegan Society, em comemoração aos 50 anos da fundação da Sociedade Vegana do Reino Unido, fundada em 1944.»

 

Pondo toda a minha experiência gastronómica em retrospectiva, concluo, com grande pesar, que nunca seria vegan. Provavelmente viveria uma vida mais saudável, quiçá mais feliz, mas não é a minha praia, de todo. 

Com a perspectiva de vir a ter uma vegan na família, pesquisei uns pratos e tive agradáveis surpresas. Deixo aqui um que até se come bastante bem. Só tem um problema, aquela sensação do conforto da barriga cheia, não nos faz companhia para o café.

https://www.tastelife.tv/recipe/healthy-root-veggie-burgers_47384.html

 

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Começa hoje O Movimento Do Movember (dura todo o mês)

«Ao longo do mês que hoje começa, pelo mundo fora, decorre o Movember. É um movimento que alerta para os cancros exclusivamente masculinos, como o da próstata ou o do testículo, mas também alerta contra a doença mental e prevenção do suicídio. Pretende-se movimentar esforços para ajudar os homens a viverem mais tempo, a serem mais saudáveis e mais felizes.

A Fundação Movember, existente desde 2003 na Austrália, é a organização de beneficência que activou este projecto propondo aos homens que deixem crescer o bigode, de forma simbólica. Mais informações na seguinte ligação: https://ex.movember.com/pt.»

 

Queremos homens saudáveis, carago! O toque rectal continua a ser tabu para muitos homens. Torna-se uma afronta, um procedimento complicado, apenas pela sua simplicidade. É absolutamente necessário cortar as amarras dos preconceitos primordiais e pensar em si.

Quanto à doença mental, afecta todos, humanos e bestas. É preciso estar atento, nunca entrar em negação e aceitar que se tem um problema. Em todas as doenças a aceitação é a chave para iniciar a recuperação.

 

(Imagens Google)

24 comentários em “Hoje é dia de”

  1. há mais que um Santo com o meu nome. escolho um todos os anos.

    «bolinhos! bolinhos! para todos os Santinhos». no longínquo tempo em que havia crianças nas aldeias.

    vegetarianismo ou escassez de ácidos aminados essenciais e aumento de metano saído pelo local que Aristófanes dizia que servia para observar a Lua.

    esta era dos extremos deve ser levada na ‘desportível’

  2. Segundo já li algures, boa parte dos cancros da próstata são de desenvolvimento muito lento, tão lento que o homem acaba por morrer de outra coisa qualquer antes de o cancro ter tempo para o matar, de tal forma que é uma má opção tratar o cancro – pois o tratamento provavelmente causará mais dano ao homem do que o cancro.
    Os cancros do testículo são coisa que, que eu saiba, surgem quase só em homens jovens. Eu conheço dois homens que o tem (um) e teve (outro).

    1. O meu primo que está imigrado na Holanda foi operado à próstata há uns bons 15 anos. Apesar de não ter vestígios de cancro, experienciou disfunção eréctil e incontinência, e apesar de terapias sequentes terem melhorado muito esses quadros, as incapacidades afectaram-no psicologicamente e de tal modo que nunca nunca conseguiu ultrapassar a doença.

    2. Nos EUA, pioneiros nestas coisas da medicina, 95% das situações estão na denominada “vigilância activa” sem outro tipo de interferência.

  3. É muito fácil fazer refeições vegan saborosas. Eu faço bastantes em minha casa. É pouco complicado, especialmente porque as proteínas vegetais seitan e tofu não precisam de ser guardadas no congelador, pelo que estão disponíveis para cozinhar imediatamente a qualquer momento. Uns cubos de seitan salteados em azeite e (muito) alho são uma coisa deliciosa.

  4. Ontem fui confrontado com uma variante entre o Pão por Deus e o Halloween.
    Um grupo de criancinhas já crescidas devidamente étno classificadad, em vez de pedirem *doce ou travessura” pedem “moeda ou travessura”
    Abençoado país que tem destes empreendedores

    1. Moedas? Uau! Para o ano também vou, mascarada de gangbanger ! Notas ! E levo uma espécie de scarlet letter ao peito a dizer ” Não sejas cinzentão, o céu é azul” a ver se percebem!
      Bom feriado, António.

  5. 1 de Novembro de 1966, Rua Morais Soares, em Lisboa, grande movimento para o Cemitério do Alto de São João.
    Eu parado na passagem de piões e uma mulher com uma criança a meu lado, naquele tempo não se dava a passagem aos piões. Eu não esperei por um intervalo da passagem de carros e rapidamente atravessei, a criança largou-se da mão da mulher e fez o mesmo bruscamente.
    Era uma menina de oito anos e foi brutalmente atropelada, indo debaixo do carro na derrapagem prolongada da travagem. A mulher agarrada ao meu braço rasgou-me a gabardine gritando ‘ai a minha filha’.
    A menina morreu atropelada no dia que tinha ido com a mãe ao cemitério por flores na campa do pai.
    Inesquecível, e eu já não fui à matiné do Império.

    1. Que horror! Para mim é sempre um sufoco sair com os meus netos na cidade. Fico apavorada que atravessem uma estrada de repente ou que se percam e alguém os leve. À minha filha mais nova que era uma irrequieta, fiz-lhe uma fractura em ramo verde de a agarrar pelo antebraço e pelo pulso. Isto foi quase há 30 anos. Agora iria seguramente ter problemas com a CPCJ.
      Essa mãe morreu também nesse dia.

      1. Esqueci-me: a mãe da criança foi vista alguns anos vestida de preto semi-elouquecida a gritar com as pessoas na rua.

    2. Com franqueza, uma menina de oito anos de idade já deveria ter sido educada para não fazer disparates desses, atirar-se para a estrada.

      1. Em 1966 portanto há 56 anos, ainda reinava por aqui a lei do faroeste. Os peões não eram minimamente respeitados , e se alguém morria atropelado olha, morria. É complicado criar um filho. Sozinha, uma mulher a ter de ser mãe e pai , ensinar, educar e sustentar, não é fácil nos dias de hoje com tudo o que é apoio, quanto mais há 56 anos, balio.
        Há via até um anúncio na TV para alertar os motoristas que ” atrás de uma bola vem sempre… uma criança!” . A mortalidade era grande, porque havia poucas passadeiras e zero prioridades. Tens carro, és o dono da estrada…

        1. Não sei de quem foi a culpa desse atropelamento. Que em 1966 vigorava a lei do faroeste é sem dúvida verdade, mas isso não significa que a culpa desse atropelamento e mparticular tenha sido do automobilista (o qual, no entanto, iria com toda a probabilidade a velocidade excessiva). Se uma menina atravessa de repente a rua, um condutor, mesmo prudente, pode não conseguir parar.
          O que eu disse no meu comentário é que uma menina com oito anos já deveria estar bem educada no sentido de não pôr o pé na estrada sem toda a atenção. Ainda me lembro de que quando eu tinha 4 anos, em 1967, a minha mãe me ter dado um tabefe por eu ter atravessado, com toda a atenção, uma rua estreita que estava literalmente sem tráfego nenhum. A minha mãe proibia-me liminarmente, em 100% dos casos, de pôr um pé na rua sem ser pela mão dela.

          1. Eu não disse que a culpa foi do motorista. Todos lá em casa ouvimos a cartilha do que se podia fazer e do que não se podia fazer, nomeadamente atravessar a rua sozinho, mexer em detergentes e lixívia guardados em armários fechados, acender fósforos, brincar com facas e outros talheres, mexer nos manípulos do fogão, esconder-se no frigorífico ( parece piada, mas morreram crianças por isso), meter coisas no nariz ,etc.
            Todos cumpriam, porque o castigo era duro, um tabefes nem seria mau, mas uma semana sem doces, gelados ou TV ou sequer brincar na rua à noite, custava como tudo.
            Numa bela noite os meus pais saíram e ficámos os 3 em casa. Eu com 14 anos era a mais velha e era responsável por eles. Os meus 7 olhos valeram-me de pouco. O mais novo achou por bem encher o nariz com bolas de plasticina. Consegui tirar algumas com uma pinça e um palito, mas as outras estavam muito para cima. Fui com ele a correr ao Tininho, o Sr. Enfermeiro Celestino, que resolveu com uma mancheia de pimenta que o fez espirrar vezes sem conta e mandar tudo fora. É uma daquelas coisas que as crianças sabem que não podem nem devem fazer, mas fazem…

      2. balio, imagine.
        Várias pessoas paradas na passadeira para, ou os carros paravam ou abria uma possibilidade de os piões atravessar. Em 1966 não era obrigatório os carros parar e dar passagem aos piões nas passadeiras sem semáforos. Eu mais lesto dei três/quatro passadas e num segundo a seguir a criança, por imitação instantânea, largou a mão da mãe e foi apanhada pelo carro.

  6. Um dia o meu filho mais velho com 10 anos atravessava a Rua para a Escola entre a embaixada da Espanha e a Igreja Islâmica. Pisou um dos cordões do sapato e foi parar com a cabeça na frente da roda dum carro. Foi por um triz! Passados dias foi colocado lá um semáforo.
    Sempre que vejo alguém com cordões pendurados fico incomodado.

    1. Um susto Maria! Como diz a música Deus no Comando !
      A minha tia Adelaide costumava ir buscar a minha filha mais velha ao colégio. Vinham caminhando e chegando a uma paragem, um autocarro parou e saiu de lá uma velha amiga da minha tia. A minha tia nasceu para falar ininterruptamente , encontrou uma alma gémea e esqueceu-se da miúda. Resolveu a piquena que queria ir embora e passou pele frente do autocarro. Um carro que vinha a ultrapassar passou-lhe por cima de um pé. O condutor estava branco e aflito. Telefonaram-me, lá vim a correr, hospital, urgências Rx etc.estava tudo inteiro ia ficar negro e sem unhas, mas não era nada. Pedi desculpa ao condutor, dei sermão na miúda e ia ralhar om a tia, mas como entretanto esta tinha tido um chilique, desisti da rabecada.

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