Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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No dia 15 de Outubro comemora-se O Dia Mundial da Saúde da Mama

«Hoje celebra-se o Dia Mundial da Saúde da Mama. A chave para a cura começa no rastreio. Em Portugal, no último ano, atingiu-se a cobertura geográfica de 100% no rastreio do cancro da mama.»

[Mais informação em “Hoje é dia de” de 13 de Outubro de 2022].

 

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No calendário anual, este é O Dia Mundial da Lavagem das Mãos

«Esta data surgiu como meio de combater a mortalidade infantil: o pequeno gesto de lavar as mãos com sabão reduz doenças eventualmente mortais, incluindo diarreias e infecções respiratórias.

Todos os anos, o Dia Mundial da Lavagem das Mãos serve como uma oportunidade para destacar o sabão ou o sabonete como meios eficazes de prevenir doenças e salvar vidas. Actualmente 40% da população mundial não tem acesso a equipamentos básicos para lavagem das mãos. 

Após lavar as mãos, algo que é muitas vezes esquecido é a importância de secá-las – trata-se de um gesto fundamental para que a limpeza seja realmente eficaz. Secar as mãos remove a humidade e envolve o atrito, o que reduz ainda mais a carga microbiana e a transferência de microrganismos. Tendo em atenção que a propagação de micróbios é mais provável de ocorrer na pele húmida do que na pele seca.»

 

Em 2020 e 2021 lavar as mãos passou a ser um fundamentalismo nas vidas de todos nós. E de tal modo que ficámos a crer que antes do período covídico éramos uns selvagens, feios, porcos e maus que viviam em furdas. Mas fora os exageros normais em situações de desconhecimento, lavar as mãos é uma prática saudável e ensiná-la no berço é importante, senão vejamos, quem aqui tem filhos ou netos, ou mesmo sobrinhos que começaram as aulas há umas semanas e já ficaram em casa doentes? Lavar as mãos ajuda a evitar mãos sujas na boca, nos olhos  no nariz… É de valor.

 

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Neste dia é assinalado O Dia Mundial da Bengala Branca 

«Este é o dia consagrado à orientação e mobilidade das pessoas com graves deficiências visuais. A bengala branca a começou a ser usada entre as duas Guerras Mundiais, em 1921, por James Biggs, um fotógrafo britânico que pintou a dele de branco para chamar a atenção dos automobilistas. Dez anos depois, começou em França o movimento da Bengala Branca.

Este não é um simples instrumento: simboliza a independência dos cegos. Tornou-se familiar nas paisagens urbanas dos nossos dias. O uso da bengala tem essencialmente duas técnicas: a dos dois toques e a técnica em cruz. Permitem criar pontos de referência que ajudam o deficiente visual a identificar sinais de trânsito, declives, mudanças de piso, saliências nas paredes…»

 

A integração é o maior problema de quem nasce ou adquire uma deficiência. A Céu tem cerca de 50 anos. É casada, tem filhos e netos, gere a sua casa e o seu trabalho com toda a normalidade. A Céu é invisual. Há muito tempo ainda discernia vultos, mas agora perdeu a visão por completo. Executa o seu trabalho manual como qualquer das suas colegas com visão. Talvez até melhor do que as outras, pois funciona com a visão que os outros quatro sentidos lhe proporcionam, vê pelo toque na pele, pela sensibilidade do cheiro, pelo sabor do ar, pelo som da mão. É um exemplo de sucesso na integração no mercado de trabalho.

 

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Este 15 Outubro é O Dia Internacional das Mulheres Rurais

«Este dia está inscrito no calendário anual por iniciativa das Nações Unidas. Pretende sublinhar a importância que a mulher tem na comunidade em que se encontra inserida e o seu papel essencial na actividade agrícola, no sustento familiar e/ou na gestão dos recursos naturais. As mulheres representam uma proporção substancial da força de trabalho agrícola, sendo nelas que recai igualmente a responsabilidade do trabalho doméstico no seio das famílias e dos agregados familiares nas zonas rurais. Enfrentando barreiras estruturais ou de discriminação social e de pobreza, no acesso à educação e aos cuidados de saúde, a mulher rural representa um exemplo de resistência na adversidade.

O Dia Internacional da Mulher Rural foi proclamado pela ONU em 2007.»

 

Nos países civilizados, mulheres rurais já as não há. Ninguém nasce para trabalhar no campo. A escolaridade é obrigatória e o insucesso não é o bastante para que as raparigas de hoje, mulheres de amanhã, se deixem seduzir pela lavoura.

 

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Hoje assinala-se O Dia Internacional da Preguiça 

«Esta data ocorre no terceiro sábado de Outubro, para fazer uma pausa neste comprido mês. Não é uma data oficial, mas tem dois objectivos: aprender a viver mais lentamente, e melhor, com o exemplo da preguiça e chamar a atenção, em simultâneo, para os problemas que este animal enfrenta.

Apesar de estar sempre com uma expressão de alegria no rosto, a preguiça é vítima de caçadores, é vendida como animal de estimação, morta por carros e por cabos eléctricos, entre outros perigos. O primeiro dia internacional do bicho-preguiça celebrou-se em 2010, na Colômbia, por ação da AIUNAU, organização sem fins lucrativos de protecção animal, tendo obtido relevo mundial ao longo dos anos. A preguiça é um mamífero da América do Sul cuja fama deriva do facto de fazer tudo com lentidão. As preguiças demoram um mês a digerir as folhas de que se alimentam e podem dormir entre 15 a 18 horas seguidas.»

 

Não acredito em reencarnação, mas se me acontecesse poder escolher, queria reencarnar num bicho-preguiça, mas gostava que entendessem bem e não me fizessem entrar numa preguiçosa qualquer.

30 comentários em “Hoje é dia de”

  1. Como é que já não há mulheres rurais???!!! Ainda ontem vi duas (mãe e filha), que são agricultoras (biológicas) de hortícolas nas Gaeiras (ao pé de Óbidos). E vi outra, produtora de hortícolas e fruta em A-dos-cunhados (perto de Torres Vedras).

      1. São empresárias agrícolas mas também trabalham. Põem as mãos na enxada e apanham os legumes. Trabalham a terra, não se limitam a administrar.

      2. Trabalhadores rurais de jorna e assalariados há cada vez menos, mas não é só mulheres, é também homens. Cada vez menos portugueses querem trabalhar a terra. Os trabalhadores rurais de jorna e assalariados tendem cada vem mais a ser imigrantes.

        1. Absolutamente! Os portugueses imigração para os países europeus para fazerem os trabalhos que os nativos não queriam fazer. Agora recebemos imigrantes para a lavoura, porque cá não há quem queira trabalhar. Trabalhar a terra quero eu dizer.

  2. Lavar as mãos com sabão será quiçá muito bom para lutar contra infeções, mas é certamente muito mau para peles secas. Eu nunca lavo (e também no tempo da pandemia nunca lavei).

  3. «quem não chora, não MAMA»

    as mulheres rurais cabem todas num ascensor citadino

    na minha aldeia dizia-se ‘moleza’ em vez de preguiça

    cuidado que os Brasileiros dão outro sentido a alguns animais sul-americanos

  4. Os portugueses são a nível europeu os que mais lavam as mãos.
    Talvez por hábito ancestral muçulmano, que lavam as mãos antes das orações e por comer à mão, os portugueses lavam as mãos antes das refeições e sempre a seguir à ida à casa de banho. Um inglês visitante a Lisboa, no séc. XVII, dizia que os portugueses estavam sempre a beber água, a lavar as mãos e dizer ‘se Deus quiser’.
    Vivi nos Países Baixos e admiração minha não ver aquela gente lavar as mãos a seguir à ida à casa de banho ou antes das refeições, que ainda por cima gostam de comer à mão.
    Os neerlandeses são europaeus os que menos lavam as mãos.
    Tal como uma preguiça cria bichos por ter preguiça de se coçar, também o Gomes do Arquivo, por não fazer nada, criava teias de aranha debaixo dos braços.

    1. Absolutamente. Já tive oportunidade de mencionar aqui que os holandeses e os belgas são muito pouco higiénicos a todos os níveis. As casas de banho não tinham banheira ou poliban, apenas um lavatório grande que me fazia lembrar uma selha. Cabelos oleosos, unhas nojentas…

      1. Calhando é por isso que eles são considerados os mais altos do planeta. O que não mata engorda com eles faz crescer.

      1. entulho vê-se que anda por cá há anos, e por isso já viu aquelas manchas de queimado por pontas de cigarro que aparecem nos wcs públicos ou privados dos cafés.
        Nunca consegui perceber se o cigarro é lá colocado antes, durante ou depois das mãos serem conspurcadas. É que normalmente o lavatório está fora do gabinete wc, e, nesse caso, o cigarro descansa em que circunstância? Quando se baixa as calças ou quando se vai utilizar o papel higiénico? Quando se baixa as calças qual a necessidade de poisar o cigarro e no intervalo da utilização do papel higiénico as mãos ficam sujas.
        Ajude-nos com o seu ponto de vista sobre as manchas de queimado pelos cigarros nos wcs.

          1. Não é graffiti, Maria Dulce Fernandes são mesmo marcas de cigarros.
            Só não se sabe se foram feitas antes, durante ou depois de utilizar o wc.

          2. Os lavabo e os WC são obrigatórios em qualquer estabelecimento com porta aberta e, como é da lei, é proibido fumar lá dentro. Isto não quer dizer que as pessoas cumpram, mas não podem entrar a fumar, pelo que se depreende que acendem os cigarros dentro das cabines, neste, durante ou depois de iniciarem o ritual da necessidade a que se ropuseram. Daí podem surgir um sem número de peripécias, que poderão eventualmente accionar os detectores de fumo e a atrapalhação do prevaricador. O que as pessoas fazem atrás de portas fechadas não lembra ao diabo, e se eu contasse o número de vezes que me chamam para perguntar o que fazer com certos objectos que se deixam ” esquecidos” nas cabines do WC, creio que deixava muita gente de queixo caído. Presume que lavem as mãos quando saem mas eu não apostava.

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