E infelizmente também se está a ver que Portugal vai pelo mesmo caminho. Apesar de a comunicação social ontem ter propagandeado que a troika estaria muito satisfeita com Portugal, qualquer observador minimamente atento repararia nos sinais que foram transmitidos. Hoje, como eu já esperava, veio o comissário europeu para os assuntos económicos, Oli Rehn, exigir a Portugal que redobre os esforços que está a fazer, o que obviamente significa que não estão a ser considerados suficientes.
Quanto a Passos Coelho, limita-se a justificar a situação com a herança do anterior Governo. É evidente que o anterior Governo tem muitas culpas no cartório, mas já era mais que altura de abandonar este discurso. Há uma velha anedota referindo que um Primeiro-Ministro, antes de tomar posse, pediu ao seu antecessor que lhe explicasse como deveria agir nos períodos de maior crise. Ele responde-lhe: “Não se preocupe. Deixei na sua secretária duas cartas em envelopes fechados que só deve abrir nas alturas de maior aflição”. Num desses períodos ele abre a primeira carta que diz apenas: “Culpe o governo anterior”. Ele assim faz e consegue elidir a contestação que estava a sofrer. Passado algum tempo volta a passar por um período de aflição e abre a segunda carta. Esta diz apenas: “Escreva duas cartas iguais a estas”.
Começo a recear que em breve a União Europeia esteja a propor também um comissário europeu para Portugal.


Grande Análise. Li essa história há muitos anos na Selecções do Reader´s Digest, supostamente seria Krutchev ao seu sucessor.
Uma pessoa olha para o quadro e pensa: parece os números da greve. Já vi tantos quadros semelhantes, mas são todos diferentes.
Se o meu dinheiro fosse emprestado à Grécia (e se calhar já foi para lá algum) também queria alguém a ver onde o gastam.
É humilhante? Sim.
Resulta de má fé de quem empresta ou de comportamento irresponsável de quem recebe?
Há pouco tempo o PR grego veio doar o seu ordenado (vive de quê afinal?) ao ‘povo grego’ para dar exemplo disto e daquilo. Indignou-se patrioticamente contra a Alemanha.
Faltou-lhe a indignação durante o regabofe (tal como cá) e a falsificação das contas.
Auto-estradas, jogos olímpicos, Europeus de futebol, estádios, Expos, centenas de fundações, PPRs, pensões vitalícias, RMG, empresas municipais, EPs, e milhares de outros benefícios/mordomias que nunca ninguém se preocupou em contabilizar realisticamente.
Comportamento infantil e irresponsável de gregos e portugueses resultando em credibilidade zero.
A credibilidade, como a confiança, perde-se num segundo e demora anos a restaurar.
Que venha…, que venha !
É que o pessoal não se governa nem se deixa governar…
since 300 A.C.
O que o comissário disse foi para se diminuirem os custos com por exemplo a electricidade…Não para se redobrar a austeridade!!!!