Hilda Hilst


Patrícia Reis,

Hoje

Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.

Antes, o cotidiano era um pensar alturas

Buscando Aquele Outro decantado

Surdo à minha humana ladradura.

Visgo e suor, pois nunca se faziam.

Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo

Tomas-me o corpo.

E que descanso me dás

Depois das lidas.

Sonhei penhascos

Quando havia o jardim aqui ao lado.

Pensei subidas onde não havia rastros.

Extasiada, fodo contigo

Ao invés de ganir diante do Nada.

3 comentários em “Hilda Hilst”

  1. Cara Hilda, recomenda portanto que se faça da foda, a oração e do Peep Show, o Templo. Que consolação! Como os cãezinhos, uivemos. E se nostálgicos das profundidades, escavemos buracos. E se essa profundidade não nos bastar, procure-mo-la na poça insalubre e façamos de girinos….ssmmseerttttyyyy(fala de girino)

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