6 comentários em “Heróis da BD (78)”

  1. Mais do que um herói, Pedro.
    Não guardei nenhum das centenas que eu e os meus irmãos comprámos, quando adolescentes
    Um dia destes começo a comprá-los na feira de Estremoz, onde às vezes aparecem.
    Bom dia

    1. Muita da nossa iniciação à leitura – iniciação ao mundo – passou por aqui, António. Este pequeno universo dos quadradinhos tinha, para muitos de nós, uma magia que jamais se apagará. Sempre que encontro, em feiras ou alfarrabistas, exemplares do ‘Tintin’, do ‘Cavaleiro Andante’ ou do ‘Mundo de Aventuras’, venho abastecido. É uma das colecções que mais gosto de fazer.

  2. Havia um quiosque em Leiria onde trocávamos os livros usados:deixávamos os lidos e levávamos outros, por uma fracção do preço. Major Alvega, Tarzan, Mandrake, Zorro, Davy Crockett (David Croquete), Seis Balas… Toda uma literatura de cordel, que completava a oficial, a das bibliotecas públicas e da escola. Uma e outra, devorava durante as aulas chatas. Ambas preenchiam a solidão de um miúdo de 13 anos, afastado aos quinze dias da família, num tempo em que os telefones serviam para anunciar as desgraças, e eram postais e cartas que levavam até mim a minha mãe, os meus irmãos, o meu pai, a minha avó.
    Se fosse hoje, e o dono do quiosque seria perseguido pela ASAE, pela Sociedade de Autores. Se fosse hoje, essas histórias politicamente incorrectas seriam substituídas por outras em que pessoas e animais são todos amigos. Se fosse hoje…

    1. Agradeço-lhe este apontamento memorialístico que aqui deixa, caro José. Muitos de nós experimentaram as mesmas sensações, nessa idade, ao lerem quadradinhos ou a chamada ‘literatura de cordel’, afinal também fonte de inspiração para muitos escritores consagrados e até cineastas (de Borges a Almodóvar).

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