Enquanto o mais novo, de headphones, se deleitava a ver no computador o episódio dos Happy Tree Friends em que um alce sofre um acidente rodoviário, fica com o cérebro à vista e depois é atacado por passarinhos que o começam a comer, o do meio, especialista em sexting, despia-se para a câmara do telemóvel. Não fosse a mais velha estar viciada naquele concurso tolo da MTV em que mães competem para levar as filhas teenagers a programas de engate, não se ouviria uma mosca naquela casa. Mas mesmo com o barulho da televisão e apesar dos ansiolíticos já não lhe fazerem efeito, ela lá acabou por adormecer, vencida pelo cansaço. Era a primeira folga que gozava em dois meses.
Happy Tree Family
Teresa Ribeiro,


Desgraçada… tem que haver alguma coisa que ela possa fazer, coitada.
Terei descoberto aqui em baixo um passado maoista comum, Mike?
Pode falar alto, Teresa. (risos)
Encontrou e não me escondo dele. Só estranho os que fazem desse passado presente, com a minha idade. Estranho, não julgo. 🙂
Em sintonia. (Pelos vistos) no passado e no presente. Também me custa a entender essa “acne” tardia 🙂
Parabéns pela ironia. Sobretudo por estar (infelizmente) tão ancorada na realidade.
Sabes que, por exemplo, o Happy Tree Friends é uma série de culto? E premiada? Para mim há aqui qualquer coisa de insano, mas se calhar o defeito é meu.
Os Happy Tree Friends já têm uns bons aninhos… e a única coisa de errada com a série é que, apesar de ser de animação (e animação aparentemente infantil, pelas cores e pelo traço), não é para crianças.
De resto, é muito divertida.
John, eu sei que esta é uma série de culto, logo de sucesso reconhecido. Mas… o defeito deve ser meu, não consigo achar a menor graça a cenas como a que descrevi no post e que são uma constante nestes filmes. Este humor negro é demasiado vermelho (leia-se sangrento) para o meu gosto.
Está lá tudo, Teresa. Gostei.
Mundo louco, este em que vivemos…
Às vezes assusta, Ana. Mas convém criticar estas coisas com alguma parcimónia, se não ainda levamos o rótulo de moralistas…
Não me importo nada com isso, sei que não sou moralista. E acho um sinal de grave insanidade estar-se sintonizado e adaptado a este universo de alienação mental galopante…