Há mais


Rui Rocha,

A agência de notação Fitch acaba de cortar o rating de Portugal de AA- para A+. Ou seja, há mais. Dificuldades de acesso ao crédito, custos de financiamento, desemprego e pobreza. E também há menos: credibilidade do país junto dos investidores internacionais e crescimento. O Natal é tempo de presentes. Mas, este é mais um futuro. Envenenado. Os presentes e os futuros agradáveis são para quem se porta bem ao longo dos anos. Para quem faz o trabalho de casa. De acordo com a Fitch, alguém por aí continua a passear a sua incompetência. À nossa custa. Nos próximos tempos, temos que pôr o sapatinho. No fundilhos das calças dessa gente.

10 comentários em “Há mais”

  1. Então o Governo e o Presidente não nos garantiam, em uníssono, que com a aprovação do OE 2011 estas agências passariam a dar boa nota a Portugal? Que chatice tão eminentes vultos não serem ouvidos pelas referidas agências.

  2. O que eu percebo de economia e finanças é: 0
    Mas lembro-me que aqui há poucos anos anos, os capitalistas eram todos conhecidos pelo seu nome, e sabia-se de onde provinha o seu poder.
    Pelo que me é dado ver, neste momento quem comanda o capital são as agências de ratting.
    Quem são? O seu poder económico tem origem no quê?
    Indústria, comércio, serviços, tráfico de droga, tráfico de armas, tráfico de humanos, etc, etc.??????????
    A minha douta ignorância não consegue chegar a conclusões……

    1. A única conclusão a tirar é independente da identidade das agências de rating, Singularis: é a de que a credibilidade de certos políticos está esgotada internamente. E no exterior também.

    2. Eu explico…O Estado Português paga ás agências de rating para estas darem um rating ao Estado para o Estado ter credibilidade para vender dívida, ou seja pedir dinheiro emprestado, aos mercados.
      Mercado quer dizer a todos nós e a todo o mundo: Bancos, Fundos, Empresas todos compram dívida de países. Provavelmente o seu Banco usou uns cêntimos seus lá deposítados para comprar dívida de um País qualquer…
      Eles olham para um prospecto do Estado Português que diz que o País tem X de rating. Se não houver rating algum o mais provável é não olharem sequer para o papel ou então pedirem uma garantia…

      As agências de rating como são pagas pelos Estados tal como foram pagas pelos fundos e bancos andam “atrasadas”, são 99% das vezes optimistas…
      O Chavez e o Sócrates não se importarão nada que você ignore as agências de rating e lhes compre a dívida. Será paga?

      1. Explicação técnica adequada lucky. Incluindo a parte do optimismo. Sublinho que as agências de rating usam o retrovisor. As notações que dão são, em geral, o reflexo do desempenho passado. Uma espécie de certidão de comportamento. O próprio outlook reporta uma linha de tendência com base nesse desempenho.

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