Há limites para tudo.


Luís Menezes Leitão,

Não li o livro e não gosto de fazer juízos antecipados sobre algo que não conheço. Se de facto se confirmar que é o quem tem vindo a público, trata-se de um objecto absolutamente inqualificável, a merecer o mais vivo repúdio.

Quanto à atitude de Passos Coelho em o ir apresentar, também a ser verdade que isso vai acontecer, parece-me que o qualificativo de amadorismo é muito suave. Nem que se tratasse de uma obra-prima a merecer o prémio Nobel — e acho que o autor tinha pretensões a tal — um ex-Primeiro-Ministro não se pode prestar a essa figura, uma vez que é muito mais do que um apresentador de livros. As pessoas têm que ter respeito pelo seu próprio passado e não devem deslustrar o que já foram.

Agora, se o livro é de facto o que dizem e se, apesar disso, Passos Coelho insiste em o apresentar, acho que é preciso pensar seriamente se ele está de facto em condições de voltar a ser candidato a Primeiro-Ministro. É que nem a um candidato a membro de junta de freguesia deve um partido político permitir semelhante disparate, quanto mais a um candidato a Primeiro-Ministro. Há limites para tudo e sinceramente acho que este espectáculo os vai ultrapassar a todos.

0 comentários em “Há limites para tudo.”

  1. “nada te turbe
    nada te espante,
    todo pasa”.

    Passará o passarão?

    Como boato: fenomenal.

    Como realidade: fenomenal.

    Tanto faz: “the show must go on”.

  2. Mas que coisa, até me assusta! Eu nem me atrevo a abrir o link da notícia que anexa.
    Não me diga que temos um livro nas bancas contra a troika a ser apresentado por Passos!?

  3. Com efeito, se o conteúdo do dito livro for aquele que tem sido anunciado na imprensa, só poderá ser considerado um verdadeiro lixo ” literário”. Partindo deste pressuposto, o facto de Passos Coelho se prestar ao triste papel de apresentador da referida ” pérola” literária, só poderá significar que está disposto voluntária ou involuntáriamente a encurtar a sua estadia como Presidente do PPD/PSD. Enfim, mais um tiro no pé, a juntar a muitos outros que o ex primeiro ministro tem dado ultimamente.

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