A Igreja continua a ser, juntamente com os Estados Unidos, o algoz dos povos latino-americanos. Apoiou Pinochet, Somoza, Baptista, Guzmán Blanco, Porfírio Diaz a ditadura brasileira, foi denunciante de opositores a Rosas e à ditadura Argentina, conivente e responsável por milhares de mortes de cidadãos latino-americanos que apenas lutavam pela liberdade.
Agora tudo faz para derrubar Morales e Chavez, enquanto apoia o traficante Uribe e todos os movimentos oposicionistas na Bolívia, Venezuela e Equador.
Para a Igreja, só as ditaduras de esquerda são más. Com procedimentos assim, não é de espantar que haja cada vez mais ateus.

Mais vale acreditar que deus não existe 😉
Mas isso também dá muito trabalho, Leonor!
As ditaduras de esquerda que o digam, Carlos.
E as de direita também, Lonor. Fala-se muito de Fidel, mas não podemos esquecer que , antes, Cuba vivia sob a ditadura de Fulgencio Baptista que era igualmente execrável.
Mas nessas, nas de direita, não acreditar em deus não era hipótese.
Se a isso somarmos as posições acerca do uso de preservativo, a recente polémica em torno da posição contra a despenalização universal da homossexualidade, entre muitas outras, encontramos o resto da resposta.
Infelizmente, a Igreja é , hoje em dia, um somatório de contradições, de onde ressalta constantemente a frase atribuída a S. Tomás ( mas que não foi proerida por ele) “olha para o que eu digo, não olhes para o que faço”.
Deixe-me lembrar-lhe que essas polémicas são virtuais, André. A Igreja tem princípios e há-de sempre ir atrás e devagar, no que concerne a adaptá-los às novas realidades. Nem faria qualquer sentido que fosse na frente.
Quanto aos preservativos, homossexualidade e quejandos, a Igreja teve sempre resposta: castidade. O Homem é um ser dotado de inteligência e do direito de optar em consciência. Quem não aceita, não adere. É simples. E a Igreja, no seu verdadeiro sentido, continua sempre a cuidar de uns e de outros como ‘filhos de Deus’.
Aproveito para recordar que a Igreja em Portugal deu bons exemplos durante e depois de 1974. O que nem é espantoso: alguns dos seus membros foram afastados pelo Estado Novo, incomdado este por ouvir algumas verdades que esses membros entenderam (e bem) que constituíam matéria de natureza social que a Igreja não podia (porque não devia) ignorar.
Em suma: a Igreja não foi sempre a mesma em todo o mundo e em todas as ocasiões da História. O que é natural, porque ela é dos homens. De homens e para os homens.
(Mulheres incluídas, claro. Não corro o risco de ser crucificado por causa destas pseudo-modernices que deram lugar a discursos em que chega a ser preciso mencionar ‘os’ votantes e ‘as’ votantes…)
ERRATA
incomodado
Ejá para não falar da saudação introduzida por Guterres que criou raizes neste paízinho de opereta: “Portuguesas e portugueses”! Não há pachorra para tanta hipocrisia…
Exactamente. Bem lembrado.
A tua pergunta é irónica e retórica, Carlos, e traz obviamente implícita uma negativa. E assim é: não há ditaduras boas. Na minha perspectiva, este é um imperativo categórico em política. Claro que haverá sempre umas piores que outras. Mas todas são más.
Abraço
De acordo, Pedro. Pena é que a Igreja defenda umas e condene outras…
No Chile (os outros não conheço) a igreija católica apoiou as vítimas do Pinochet. Procure por “Vicaria de la Solidaridad” e tente informar-se melhor da próxima vez. E por acaso a igreija evangélica apoiou e bastante a ditadura.
Mata-padres pensava que quera coisa da primeira república. Parece que estava errado.
Nelson Gonçalves
Nelson:
Convido-o a ler outra vez o post, pois o que lá digo é, E REPITO, que a Igreja apoiou a ditadura de Pinochet e não faltam provas a documentá-lo. Nem é preciso recorrer ao Costa Gravas…
“Nem é preciso recorrer ao Costa Gravas…” O realizador ? Não percebi esta afirmação.
Mas o ponto é que se elementos da hierarquia da igreja católica apoiaram o Pinochet e outros defenderam as vítimas, como é que pode dizer que a igreja católica apoiou o regime do Pinochet ?
Os factos é que após o golpe, até o partido comunista chileno saudou a remoção do poder do Allende . Claro que a breve prazo o Pinochet mostraria as verdadeiras cores.
O que incomodou no seu texto é que você poderia dizer logo que não gosta da igreja católica. Tem certamente muito por onde agarrar se quiser criticar. Agora vir com exemplos de onde partes da igreja actuaram mal é má argumentação. Um outro colega de blog descreveu logo o caso (que eu desconhecia) do bispo do Porto. Em que ficamos, Cardeal Cerejeira ou D. António Ferreira Gomes ? Bartolomeu de las Casa ou Juan Ginés de Sepúlveda ? Qual destes exemplos para defender/acusar a igreja ?
Note que não me incomodam as críticas à igreja. Apenas a forma coxa como foi feita.
Mais ateus, não vejo mal ao mundo, agora seitas fanáticas, desviantes da Igreja… ai o caso já muda de figura.
Pois, Patti, de seitas fanáticas também andamos bem servidos… E não é só no muito falado Utah, ou no Brasil…
Longe, muito longe da realidade Latino-Americana…!