Balanço do segundo trimestre de 2010: Portugal registou o quarto pior desempenho económico da União Europeia, com um “crescimento” de 0,2%. Claramente inferior à média europeia de 1%. E muito atrás da Lituânia (crescimento 2,9%) e da Alemanha (2,2%). Mas podia ser pior: Letónia, Áustria e Grécia conseguiram ficar abaixo de nós.
Lembremos o prognóstico de José Sócrates em Dezembro de 2009: “A esperança num ano de 2010 com crescimento da economia e do emprego tem uma razão de ser: é a confiança nas capacidades dos portugueses. Esta é a nossa responsabilidade: estar à altura dos desafios dos tempos exigentes que atravessamos.” Não admira: este é o mesmo primeiro-ministro que em Dezembro de 2008 vaticinou que “as famílias portuguesas podem esperar ter um melhor rendimento disponível em 2009″.
É possível extrair uma moral desta história? Claro que sim: há cinco anos vivíamos melhor.

Veritatis simplex oratio…
Esses milagres financeiros
carecem de veracidade,
não é com sonhos trapaceiros
que se exibe a verdade.
Da explicação acanhada,
desses números relativos,
surge a mancha entranhada
de salpicos imprecativos.
Nesta conjuntura instável
o mexilhão é trucidado,
sendo a culpa imputável
a um regime malfadado!
Os “salpicos imprecativos” é que nos tramam, Manuel. Abraço.
ó pá, como diria o almirante, eu até há dez vivia melhor!
Também eu. Ai que saudades, ai, ai…
E há 10? E 45? e 54?E?
Há 625 anos, lutávamos pela INDEPENDÊNCIA…aolado, esa crise é uma pulga…
Ainda não estamos entendidos sobre as maiúsculas?
Uma pulga, Raio? Diz bem: uma pulga de 0,2%.
aposto que o Raio ou é MUITO novo ou é MUITO velho (e peço desculpa ao João pelas maísculas…)
Desculpadíssima. A Ana é da casa.