Há alguém muito baralhado no Reino de Lisboa


Diogo Novo,

FMedinaAlSissi.jpg

 

Durante a Web Summit, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu criticar Donald Trump. Fê-lo usando fundos e recursos públicos, de forma presunçosa e com erros ortográficos, mas enfim, a crítica é legítima e a Trump não lhe faltam características merecedoras de censura.
O que já é difícil compreender é que se critique Trump e, acto contínuo, se atribuam as chaves da cidade a Abdel Fattah al-Sissi, o presidente do Egipto. Critica-se o presidente eleito de um Estado de Direito Democrático, um Chefe de Estado e de Governo cujo poder está limitado por um sistema de freios e contrapesos. Mas dão-se as chaves da cidade a um ditador que chegou ao poder por via da força, interrompendo um processo de transição democrática que, apesar das vicissitudes normais, avançava.
Temo que no município de Lisboa alguém ande a limpar os pés às cortinas e a tapar as janelas com os tapetes de entrada.

21 comentários em “Há alguém muito baralhado no Reino de Lisboa”

    1. “A Esquerda é assim.”
      Quer dizer o PS e Mário Soares, a título de exemplo, nada fizeram pela democracia. Ou então não são de esquerda.
      Admite-se um certo sectarismo (é inevitável) mas o que me diz é cegueira completa e absoluta por razões ideológicas.
      Pinochet era de esquerda? Será que ele morria de amores pela democracia? Nestas coisas alguma inteligência fica bem.

      1. Inteligência é perceber que já não estamos em 1975 e que vocês entretanto se tornaram fascistas e obesos e acham que isto é tudo vosso. Estúpidos sempre foram.

  1. Acho curioso este blogue preocupar-se com os erros em inglês, quando é useiro e vezeiro em dar erros em português.
    Quanto ao cartaz da CML, alguém me explica qual a crítica ao presidente eleito dos EUA?
    Será que apresenta mal a cidade de Lisboa? Teremos de mudar a nossa posição para satisfazer as ideias daquele senhor?

    1. “Lisboa” não é um partido que possa ser usado contra Trump ou a favor de ditadores muçulmanos. Nas mãos do PS que se acham donos de Lisboa, do Porto e do País, a esquerdalhada está sempre a fazer os Portugueses passar por vergonhas. Há 100 anos que passamos por vergonhas por causa dos Maçons. Está na hora de acabar com as vergonhas neste pagode.

      1. «Há 100 anos que passamos por vergonhas por causa dos Maçons.»
        Desta gostei.
        Portanto, todos os maçons foram, e são, de Esquerda.
        Pim! Pam! Pum!

    2. Este blog tem os posts espalhados em cartazes pela cidade?
      Os cartazes em inglês não são feitos para informação dos que não sabem português?
      Está V.Exa. a afirmar que tanto faz pois os visitantes eram semi-analfabetos?
      Considera ainda que um mínimo de exigência “na coisa pública” só é exigível aos suiços e outros povos atrasados ?

      Mas olhe que escreveu “Teremos de mudar a nossa posição para satisfazer as ideias daquele senhor?” depois de ter escrito “…alguém me explica qual a crítica ao presidente eleito dos EUA?”…

    1. A esquerda simplesmente não tolera os que não pensam como eles e/ou não seguem a mesma cartilha.
      Sejamos claros, é só prestar atenção às suas inúmeras intervenções ou, melhor ainda, darmos uma espreitadela aos autores que sustentam as suas ideologias.

          1. Mas isso é mais que óbvio. Não diga banalidades. Nós somos espertos e basta.

  2. Este post tem, evidentemente, razão. Mas isto é política e, como tal, é uma questão de ocasião, de oportunidade. Se Trump um dia viesse a Lisboa, provavelmente receberia as chaves da cidade. Se não fosse por ocasião da WebSummit, provavelmente os cartazes a gozar com Trump não teriam sido colocados.

    1. Concordo consigo Luís. Há muita gente que não sabe o que é política ou faz de conta que não sabe de acordo com as suas conveniências. Isto é, procede como Marcelo (e finge que não).

    2. Mas as chaves da cidada porquê? O Sr. General al-Sissi é conhecido por desenvolver actividade em prol da cidade de Lisboa? Sinceramente não percebo (da mesma forma que percebo e concordo que seja recebido pelo PR com todas as honrarias devidas à sua condição de Chefe de Estado).

  3. Nada distingue al-Sissi de Augusto Pinochet. É um General. Derrubou, pela violência, um presidente democraticamente eleito que não agradava aos Estados Unidos da América. O seu regime mantém aprisionados e causou a morte de milhares de oposicionistas. Limitou as liberdades cívicas. Controla os tribunais. Pode-se dizer, como Roosevelt disse de Anastácio Somoza “he may be a son of a bitch, but he’s our son of a bitch”, mas qual é a geoestratégia que explica que, em 2016, o pascácio que foi nomeado para a Câmara de Lisboa tire uma fotografia a sorrir ao lado deste tipo de ditador enquanto lhe oferece as chaves da cidade?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *