8 comentários em “Atenção aos sinais”

  1. Caro Pedro:
    O montante da nossa dívida é, porventura, o indicador económico-financeiro com projecção para o exterior mais preocupante.
    Agora e desde há muito tempo.
    É pena que os sucessivos governos – e as sucessivas oposições – nunca tenham posto este tópico nas suas preocupações e no debate público com suficiente destaque: a não ser pontualmente por razões da, normalmente estéril, refrega político-partidária.
    Ultimamente, as altas taxas no mercado secundário devem-se, essencialmente, a dois factores:
    – à debilidade da nosso sistema bancário, nem o período da Troica serviu para consolidar a banca, apesar dos 12 mil milhões a isso destinados (foi usado apenas cerca de metade do montante para resgatar os bancos em última instância);
    – aos dois inoportunos (e vou ser meigo nas palavras) avisos do nosso «amigo» Schäuble. De imediato, a seguir a esses avisos as taxas subiram.
    Agora, bastou a entrada da FOsun no BCP para baixarem. Que faria se não houvesse a vozearia e a tontice na nomeação da Administração da CGD?
    Espanha recusou o resgate geral, como o nosso, apesar de pressionada, na altura, pela UE, mas aceitou-o para os bancos.
    Tem o sistema consolidado e as mais baixas taxas de juros dos países com problemas na Europa.
    Portugal e a Itália não o fizeram e vê-se os resultados.
    Tudo o resto que se diga ignorando estes dois aspectos que refiro, e independentemente de quem o fizer, não passa de conversa para entreter o pagode ou de instrumento de arremesso da luta político-partidária.
    Inútil, a não ser para os limitados de inteligência e de espírito que encontram nessa estratégia utilidade.

  2. Costa & Companhia tem solução na manga:

    Com a dinheirama das multas de estacionamento ;uso telemóvel no carro, excesso de álcool na condução e assucar na Coca-Cola, pagamos a divida!

    ….

    Então, se o nosso Maior der uma ajudinha, cobrando uma taxa por cada self! ainda sobra muita guita.

  3. https://en.wikipedia.org/wiki/Net_international_investment_position (2014)

    Continua muito perigosa a nossa situação. Enquanto continuar a haver deficit (maior que o crescimento) nunca mais nos safamos.

    Tem de vir outro “Salazar” para abater a dívida. Claro que também existe a hipótese de não pagar :D. Ou sair do euro e só aceitar a dívida que se decida converter na nova moeda. Bem existe uma série de soluções umas mais drásticas que outras, outras melhores para nós e outras piores para quem nos emprestou dinheiro.

    Deste modo (últimos 42 anos, sim desde o 25 de Abril), não me parece que vá resultar. (Viver à custa dos outros foi sempre o lema da “democracia” Portuguesa, quer nesta república quer na primeira.)

    https://oinsurgente.files.wordpress.com/2012/07/publicdebtgdp.png

    1. A solução de nova moeda não é viável, pois 2 dos bens de primeira necessidade são importações (comida e energia) e não exportações (água, por enquanto ainda temos).

  4. FACTO #1:
    dívida bruta = dívida líquida + depósitos (almofada financeira)

    FACTO #2:
    dívida bruta desceu dos 130.6% em 2014 para os 129% em 2015 e prevê-se que aumente para 129.7% em 2016, apesar de estar nos 133.1% em Outubro de 2015

    FACTO #3:
    dívida líquida subiu dos 120.4% em 2014 para os 121.6% em 2015 e até Outubro de 2016 estava a descer para 121.5%

    FACTO #4:
    depósitos desceram dos 10.2% em 2014 para os 7.4% em 2015 e na variação intra-anual até Outubro de 2016 tinham subido para 11.6%

    FACTO #5:
    variação da dívida = juros – crescimento nominal – saldo primário +/- outros

    FACTO #6:
    variação da dívida em 2015 = 4.6 – 3.7 – 1 + 1.3 (Banif) = MAIS 1.2 p.p. de dívida

    FACTO #7:
    variação da dívida em 2016 = 4.6 – 3.1 – 1.9 = MENOS 0.4 p.p. de dívida

    CONCLUSÃO #1: dívida aumentou em 2015 em 1.2% por causa do Banif, caso contrário teria descido 0.1%. A grande diminuição dos depósitos (usados no Banif e no reembolso ao FMI) são a razão pela qual a dívida bruta passou de 130.6 para 129%.

    CONCLUSÃO #2: dívida diminui mais em 2016 em condições normais (a não ser que hajam custos com a banca por contabilizar, Caixa e outras operações). O grande aumento dos depósitos (para compensar quebra em 2015) é a razão pela qual a dívida bruta pode passar de 129 para 129.7%.

    Deixem de ser ignorantes e deixem-se de partidarites agudas. INFORMEM-SE!!!

    1. E a “ajuda de Estado” à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos fica fora do perímetro da dívida pública, senão lá se tornaria esta ainda mais estratosférica.
      Temos hoje apenas a quinta dívida pública mais elevada do planeta. Mas com um pouco mais de esforço havemos de chegar ao pódio.
      Estamos no bom caminho.

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