Um belo artigo sobre a influência das superfícies no domínio dos “4 grandes” no ténis actual. Ou como a comparação entre desportistas de eras diferentes é uma discussão sem fim e (provavelmente) sem sentido. Parte preferida: «the question of who’s the greatest player ever, in any sport, belongs more to folklore than to science»
Mas o Federer é o mais elegante de sempre…

Julguei que fosse a Kournikova.
Muito interessante, sim senhor – embora eu pertença ao grupo que já estava a par da questão. Independentemente de saber quem é o GOAT, penso que o Federer teria ganho mais três ou quatro torneios do Grande Slam se as superfícies não tivessem vindo ficado mais lentas – e não apenas mais lentas mas levando a bola a ressaltar mais alto, como se vê no vídeo incluído no artigo, o que beneficiou os utilizadores de muito top spin (como o Nadal) e prejudicou quem usa esquerda a uma mão (como o Federer). Claro que comparar com jogadores de outras eras é ainda mais complicado. Mas, se olharmos para o número e distribuição de vitórias em Grande Slams (Sampras, o segundo em número de vitórias, com 14, nunca venceu Roland Garros; das 12 vitórias de Nadal, 8 são precisamente em Paris, apenas 4 nos outros três torneios), se considerarmos que nunca houve tantos praticantes de tantos países diferentes e que o nível atlético é hoje superior, se considerarmos que Federer foi durante muitos anos o melhor em três das quatro superfícies e segundo melhor na quarta (para além de ter vencido Roland Garros uma vez, se não me engano esteve na final mais 4 vezes, perdendo-as para Nadal, o melhor jogador de sempre em terra batida), acho que podemos dizer que o GOAT é o Federer. Ou então, vá, o Rod Laver.
Nota-se um bocadinho que sou fã do Federer, não é? Pois – a ponto de já lhe ter escrito cartas abertas: 894.html
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