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Lembram-se de um tempo em que a Grécia inundava o caudal noticioso português? Recordam-se de personalidades dos mais diversos quadrantes terem saudado a ascensão ao poder da esquerda radical em Atenas como uma luz de esperança para a Europa em geral e os portugueses em particular?
Foi há três anos, em Janeiro de 2015.
Manuela Ferreira Leite e José Manuel Pureza irmanavam-se no louvor à “devolução da dignidade” do povo grego. “Pela Grécia passa a salvação da Europa”, garantia Ana Gomes, insuflada de júbilo. “O Governo grego conseguiu dobrar a Alemanha”, entusiasmou-se Freitas do Amaral. “A Alemanha teve de ceder”, sorria Nicolau Santos. “A Grécia teve a coragem de resistir às pressões das potências europeias”, celebrou André Freire.
“Viva a Grécia”, gritou a escritora Hélia Correia ao receber o Prémio Camões. Enquanto o pintor Leonel Moura constatava que “uma parte do sucesso do Syriza deve-se à boa imagem de Tsipras” e do seu ministro das Finanças, por quem “muitas mulheres da Europa” andariam “perdidas de amores”. Isabel Moreira, bem ao seu jeito, corroborava.
Boaventura de Sousa Santos, confirmando que de Coimbra também se observa o mundo, vislumbrou ali rasgos de odisseia homérica: “A vitória do Syriza teve o sabor de uma segunda libertação da Europa.”
A Grécia há muito desapareceu dos nossos noticiários: as opções editoriais cada vez mais estreita dos responsáveis máximos dos media nacionais estimulam cada português a espreitar pelo buraco da fechadura de uma casa onde mora não sei quem no bairro das vizinhanças enquanto ignoram o que de mais relevante vai ocorrendo no mundo.
As gargantas lusas que em 2015 enrouqueceram de júbilo pela vitória do Syriza e pelo desengravatado Tsipras que, qual Roncinante, galoparia contra os mercados, a “ditadura austeritária” e a hegemonia alemã, há muito se calaram. Hoje não se vislumbra ninguém por cá que saia em defesa da esquerda radical grega: Freitas e Ferreira Leite, entre outros, meteram a viola no saco.
Felizmente temos acesso à imprensa europeia que, em rigoroso contraste com o silêncio português, nos vai informando sobre o que se passa em Atenas. E é garantido, como alguns de nós ousámos antecipar faz agora três anos: não se vislumbra por lá nenhuma revolução em marcha. A menos que considerem “revolucionário” o caos nos transportes, o declínio da assistência hospitalar, as greves e manifestações em série e a feroz repressão da polícia de choque contra quem protesta nas ruas.
Já vimos este filme em várias latitudes. Os “amanhãs que cantam” emudecem perante o choque com a realidade nua e crua.

Nada de novo, portanto.
Aconteceu na Grécia o que esperava que acontecesse. A histeria colectiva que monopolizou parte da Europa que ansiava pelo utópico ” não pagaa-mos, não pagaa-mos, não pagamos, não pa-gaaa-mos” e que Tsipras fosse o messias da rapture dos endividados , esmoreceu e apagou-se de vez. O sonho pode ser uma constante na vida, mas a realidade é que é concreta e definida…
E tirando uma notícia ou outra, pontuais felizmente, sobre catástrofes naturais ou tragédias , os noticiários, à falta de melhor, abrem com apontamentos desportivos nomeadamente sobre futebol , futebolistas, videoarbitro, etc. , que é ainda o que faz o povo parar, escutar e olhar, benza-nos Deus…
Noticiário internacional, por cá, só catástrofes, acidentes e as anedotas do Trump.
No resto, só agenda política, bola e o tal buraco da fechadura.
Depois queixam-se de que as pessoas não compram jornais. Não admira.
Não diga isso. Haja esperança com a TrustNews…o Delgado anda cheio de guito….ainda gostava de saber de onde lhe veio o financiamento – do Banco Africano de Investimento?
Hei-de escrever sobre isso.
Querida , Dulce!
Parece-lhe injusto que os que não tiveram culpa da crise se indignem quanto a terem de ser eles a pagá-la?
Só um parvo é comido oferecendo ainda a vaselina. Há muitos por cá
Henrique Gomes: “Teve-se medo de perturbar a privatização da EDP
Teve-se medo de perturbar a privatização [da EDP]. Não se fez uma medida estrutural, importantíssima, que resolveria o equilíbrio do sistema eléctrico por, quase, um prato de lentilhas”, posiciona.
Recusando-se a comentar as investigações à EDP, Henrique Gomes não deixa de apontar o dedo ao modo como a sua privatização foi feita. “No caso da energia, a preocupação era fazer dinheiro de qualquer maneira, por pouco que fosse”, diz.
O antigo secretário de Estado da Energia recorda o caso de um relatório encomendado à Universidade de Cambridge e que, poucas horas depois de chegar ao gabinete do primeiro-ministro, já era do conhecimento da EDP.
“À hora de almoço, estava a almoçar com a minha equipa, começámos a receber chamadas da EDP a perguntar que relatório era aquele. Passados uns dias, o relatório era desvalorizado porque tinha erros e porque não era porque não era por ser em inglês que seria bom”, conta ao Diário de Notícias.
Em termos de política/sociedade somos nós que criamos a realidade. A única realidade imutável nas suas leis é a do Cosmos.
Quer o Vald dizer, nas leis que os homens, falíveis criaturas, criaram sobre o Cosmos… peraí ! Falamos do Cosmos-mesmo-Cosmos, e não do New York Cosmos, certo ?
Traduza por favor!
https://translate.google.pt/?hl=pt-PT
Yebo, nkosikazi, hamba uhlaya.
Uyazi ukuthi ubuhlakani nobuhlakani …
Hlala kahle nge-idissicrasias yakho yefilosofi. Iveke elihle
Bom fim de semana!
Bom domingo a ambos.
Bom fim de semana, Pedro .
Há quem veja propaganda até num par de cuecas.
Quanto à indignidade com que foram tratados os gregos “nós não somos a Grécia ” experimentámos há pouco tempo o mesmo destratamento – ” não se pode gastar tudo em vinho e mulheres “. Aí caiu o Carmo e a Trindade ( Pimenta no cu dos outros é refresco ).
Alguém tem ouvido falar nos refugiados /emigrantes do magrebe? Será por causa da Geringonça?
Mas qual realidade nua e crua? A da crise ter tido origem na ganância do sistema financeiro….e nas aldrabices/ corrupção entre Banca- Estado/políticos-Fundos/Promotores imobiliários? Ou de ter tido origem no estilo de vida dos portugueses/gregos acima das suas possibilidades? .. Não me façam rir (70 dívida portugesa relaciona-se com os construtores – fundos imobiliários/banca. O crédito ao consumo anda na ordem dos 20%. A restante da dívida relaciona-se com investimentos agrícolas e de indústria.)
Ainda se lembram quando o canal da propaganda enviou o Dan Brown português fazer aquela investigação sobre a corrupção do Estado falhado grego? Tantas semelhanças com o nosso…mas ninguém disse nada, excepto indignação parola e hipócrita pois todos sabemos que no nosso país é igual (para não falar na Alemanha ) – juízes que com quarenta e picos anos estão reformados.
Agora é o Santana a querer reformular o Estado Social e os professores – na senda do Passos ( vamos ver para que empresa irá depois de deixar o parlamento ).
Parece que finalmente vão acabar com a pouca vergonha das ligações promíscuas entre advogados /deputados, causa apontada há anos como principal factor de corrupção (ler Paulo Morais ou Gustavo Sampaio )
Engulam!
Abaixo os fascistas
Se você vivesse em Atenas andava na rua a manifestar-se contra o engenheiro sem gravata. E a levar chanfalhada da polícia “socialista”.
Engana-se. Andava a ajudar quem precisa como faço por cá e a informar-me , contrastando informação e não engolindo nenhum catecismo primitivo.
Ex: José Gomes Ferreira, Viriato Soromenho, Paulo Morais, Gustavo Sampaio, Henrique Gomes, Manuel Monteiro. …..
Quanto à politica:
Mudam-se as moscas mas a merda é sempre a mesma.
Isto não vai lá com partidos. Mas sim com participação cívica e uma sociedade mais exigente.
Ontem no comício da Santana, cá pela minha terra , era ver velhinhos e jotinhas à espera da comidinha. ….esse Bragança Fernandes promotor do comício de ontem do Santanete, em 2012, salvo erro, foi apanhado com 60000 euros numa mesa de cabeceira após rusga da PJ….cambada
Três anos de governo Syriza na Grécia é um tema incómodo, bem sei.
“Quanto à indignidade com que foram tratados os gregos”
Os Gregos é trataram os credores com indignidade.
Que eu saiba foram os Gregos num regime Democrático que decidiram endividar-se e depois não pagar.
Com a ajuda dos Exmos. Goldman Sachs, Comissão Europeia o Bundesregierung/Ferrostaal/ Deutche Bank
Ajudas? Os Gregos não são adultos?
Não foram educados na sua grande maioria pelo Estado Social que é um superior estado de civilização dizem-me?
Ou será que foram educados para serem dependentes, reagirem ao populismo do dinheiro fácil.
O Endividamento é Populismo, estranho como nenhum jornal ou jornalista o diz.
Meu caro quem roubou os gregos foram os deputados/ministros, eleitos, que, mentindo ao povo, se fizeram passar por ele.
Conhece o termo “Divida Odiosa”?
Sabe quem inventou este termo jurídico?
“Endividamento é Populismo”
Deixa-me rir…até a EDP está endividada!!! E a Jerónimo Martins…e a Apple….
E também os sociais fascistas, a esquerda caviar e quejandos…….
Ui…
Por cá o povo é sereno… Alguém o disse…
Por cá apenas vemos o que queremos ver… Mostrar “tragédia” na Grécia seria assumir que as reformas aos 40 não chegam para sustentar um país, que pagar militares a peso de ouro também não, que perpetuar máquinas partidárias e outros que só vivem do que é público não tem viabilidade no longo-prazo – Acha que em Portugal alguém quer ouvir falar disso? Falemos da IURD, todos sabiam… Mas agora que dá jeito falar vamos por aí, sempre se ganham umas semanas a colocar os portugueses com umas talas nos olhos… Embora, Pedro… Por vezes também não sei se são mesmo os portugueses que fazem questão de assim ser…
Na Grécia:
– 44.8% dos pensionistas gregos – quase 1.2 milhões de pessoas – recebem hoje pensões abaixo do limiar de pobreza, fixado nos 665 euros
– Cerca de 90% dos reformados têm mais de 61 anos
Em Portugal:
– Assunção Esteves optou por reforma de 7 mil euros. Pôde reformar-se muito cedo, aos 42 anos, porque a lei de então contemplava um regime muito favorável para todos os juízes do tribunal constitucional. Estes podiam aposentar-se com 12 anos de serviço, independentemente da idade, ou com 40 anos de idade e dez anos de serviço.
Lindo
Até parece que Tsipras não subiu ao poder através de eleições.
Acho que quem andou a propalar que, com o Syriza, a Grécia sairia do euro, da Europa (e se calhar até do planeta terra) não foram os entoadores dos “amanhãs que cantam”, foram mais os da ladaínha do ‘não há alternativa’. Se é para lembrar excitações e entusiasmos da altura, que se recorde tudo.
Aguardemos pelas próximas eleições para ver se o “caos nos transportes, o declínio da assistência hospitalar, as greves e manifestações em série e a feroz repressão da polícia de choque contra quem protesta nas ruas” (isto, segundo a imprensa europeia, o que quer que isso seja) têm expressão na mudança política.
Cheira a azia requentada…
P.S.: parece que saiu uma notícia, com muito menos espalhafato que a inicialmente dada sobre o assunto, dando conta de um parecer favorável ao donativo à Raríssimas por parte de uma responsável da Segurança Social, curiosamente destacada militante do CDS. A lama lançada sobre Vieira da Silva ficou lá, com a participação activa da actual direitralha, assessorada na imprensa pelos suspeitos do costume.
Três anos de governo Syriza na Grécia é um tema incómodo, bem sei. Até a Raríssimas serve para chutar para canto.
Ehehehe. Não o sabia tão interessado num governo grego.
Parece que as notícias sobre a saída da Grécia do euro e entrada em default se revelaram manifestamente exageradas. Peça ao Rodrigues dos Santos para dar uma daquelas notíciazecas que ele tanto gostava de dar quando ia lá fazer directos, assim estilo “os gregos fogem todos ao fisco e vivem todos à conta do estado”. Lembra-se?
Desta vez esqueceu-se de falar da raríssimas. Nem parece seu.
Já foi feito, procuro não me repetir.
Já abordou o tema? Ou o governo da Grécia é que está a dar?
Raríssimo é ver um governo da “esquerda radical” praticar a política austeritária e vergastar a classe trabalhadora.
Sem um sussurro de protesto do clube de fãs cá do sítio, claro.
Não o sabia poeta neo-realista. “Vergastar a classe trabalhadora”, um mimo.
Incomoda-o? Está no Chiado?
I’m a poor lonesome suburbanian and a long way from Chiado.
Vergastar a classe trabalhadora é um mimo.
Cumprimentos ao Jolly Jumper.
moreiras, gomes, marisas, tavares, oliveiras, “et tutti quanti”, desaparecidas/os em combate…
Leites e Amarais e Pereiras também.
PT (Brasil) na oposição: Esquerda Radical. PT no governo: Centro-esquerda.
Syriza na oposição: Esquerda Radical. Syriza no governo: Centro-esquerda.
Ao que parece estar no governo não é o mesmo que estar na oposição.
Vira-casacas.
( a net esta fraquinha, a arrastar-se… vejo-me grego, a ver vamos )
Parabens.
pelo humor. o sorriso do nicolau, a fechadura da porta.
fora isso, e a menos que esteja a interpretar mal, a azia é que o tal caos desejado e a brutalidade desejada da policia como nao provocou mortos , nao há noticia.
Nao, o que o Pedro esta a sugerir é que apesar de todas as centenas de mortos diarios no caos da grecia, só a outra ( aquela que o Pedro segue ) imprensa os relata, mas o sangue nao chega a portugal.
Afinal, a tragedia É GREGA ou Pedro correia ?
As melhoras. Suas e da sua net, tão “fraquinha”.
Já aqui cantou loas à determinação da UE que não permitiu que o governo grego seguisse o caminho suicida que se proponha.
Agora rejubila porque o caminho que o governo grego seguiu levou está a levar o país à ruína.
Tem que se decidir:
Ou a UE não conseguiu controlar o governo grego, ou a política que este foi obrigado a seguir era ruinosa.
A direita austeritária a gabar o mal e a fazer a caramunha.
“A direita austeritária a fazer o mal.”
Tsipras, o bloquista grego, agora já é de direita?
o caos nos transportes, o declínio da assistência hospitalar
Isso assemelha-se curiosamente à descrição que o PSD (ou pessoas dele próximas) fazem de Portugal…
Mas, costumam ser mais as vozes do que as nozes. A Grécia é, tal como Portugal, um país que, não sendo modelar, não é de forma nenhuma um pavor.
Pavor?
Aqui na Pátria de Camões, até os ” esquerdalhas” querem o Olimpo.
É sempre possível encontrar pior. A Venezuela, por exemplo, é muito pior do que a Grécia. A Coreia do Norte, por exemplo, é pior do que a Venezuela.