«O habitual cinzentismo europeu deu lugar a um corrupio de sorrisos. Por estes dias, homens bastante tristes, como Jean-Claude Juncker, Martin Shulz, François Hollande e tantos outros, derretem-se perante o informalismo de Tsipras e Varoufakis que não se fica pela ausência da gravata. Há, nestes dois homens, uma genuína vontade de mudar as coisas. Para melhor.»
Leonel Moura, no Jornal de Negócios (6 de Fevereiro de 2015)

Já tendo isto sido escrito bastante depois de se saber das viagens de Vespa para ír visitar a Julie Gayet, é preciso ser um triste mesmo muito triste para chamar bastante triste ao Hollande…
Então e o Gandhi do Intendente não falta nessa lista de grandes rojoneadores de Frau Merkel? E o grande Sigmar Gabriel, que lhe tem posto a cabeçorra a andar à roda? Isto para não falar do que, volta e meia, vai de Mercedes topo de gama a Évora, do Galamba mais o que punha as pernas dos banqueiros alemães a tremer (e sem ser de frio), da grande actriz Catarina, e de outros personagens caricatos.
E, ao menos, o derretimento de Jean-Claude Juncker, Martin Schulz, François Hollande, já originou que mandassem as gravatas todas para o lixo ou persistem teimosamente em usá-las? Ou o derretimento de Hollande tem apenas por objecto Mademoiselle Gayet?
Uma ideia curiosa vinda do IFO, de onde sai uma grande percentagem dos artigos publicados no mundo inteiro por investigadores alemães:
“Isn’t it better to have a more flexible euro where someone can leave temporarily and return later with a devalued currency, rather than trying to impose the devaluation internally?”
O problema da Grécia não é a moeda. A moeda nunca resolveu problema algum.
Muito obrigado pela parte que me toca mas poderá enviar essa sua opinião ao IFO através do endereço de Email: ifo@ifo.de.
O problema é a taxa de desemprego que tantos afecta e a incerteza geral que muitos mais preocupa, mas isso já é capaz de ser outra conversa para si.
Os aspectos práticos ligados às pessoas que têm que comer amanhã e depois não são fáceis de equacionar pelos que vivem de grandes teorias, por mais correctas que pudessem ser.
Melhor para quem?
O entusiasmo absolutamente pueril de certa gentinha pela ausência de gravata de uns patuscos mostra bem de que massa cinzenta a sua cabecinha é feita.
Como um dos autores deste blog já referiu (salvo erro, Luís Menezes leitão), é óbvio que nas reuniões com as instituições “formerly known as troika” (ou outras reuniões similares) existe, como se impõe, um chamado “dress code”, e que vestimentas tipo “casual” só são usadas POR TODOS OS PARTICIPANTES em ocasiões especiais e informais.
Se eu fosse contactar com o meu gestor de conta, o meu mediador de seguros, o meu solicitador (advogado nunca tive), etc, e me aparecesse um sujeito vestido como se fosse para a praia, acabava-se logo ali o contacto…
Sorriso entusiasmado foi o de Christine Lagarde, mas o enlevo pouco durou.
Passados dias, já declarava, em alto e bom som: “Nunca tivemos nenhuma economia desenvolvida a pedir para adiar pagamentos”, rejeitando a sugestão de que o governo helénico poderia obter um atraso para conseguir o pagamento de Maio, face aos problemas de liquidez que o país enfrenta. “É manifestamente uma via que não seria adequada na situação actual”, acrescentou.
Vê-se a olho nu que há, mas não os deixam!… Querem derrotá-los para continuarmos na cepa torta…….
Também acho. Motas Yamaha de 1300 cc ou cachecóis Burberry ou reportagens no Paris-Match com vistas para o Parthénon mostram apenas homens que têm genuina vontade de mudarem as suas coisas para melhor.
Esperem por uma ligação do Sempre/ BE / Ana Amaral Dias… E verão a europa a borra-se toda!
Percebe-se que perante má governação alguns teoricos vejam outra coisa?
Se usarmos o criterio que nos permite entender as enchentes em Fatima de certezea que não é má governação é as maldades da Merkl a tentar vergar os valorosos gregos; que vejam lã até votaram e não são respeitados tadinhos.