«Estamos perante uma ruptura na política europeia. O Governo grego já disse: “O nosso interlocutor não é a tróica, são os estados-membros e as instituições europeias.” É uma transformação importante: deixou de haver uma hegemonia na forma como estava a ser governada a União Europeia.»
Pedro Adão e Silva, na TSF (31 de Janeiro de 2015)

E deixou mesmo, Pedro.
Disse-lhe que a procissão não tinha acabado. E também disse ali no post de Luís Naves que havia uma coisita a dizer na próxima semana. E também referi ali no post de Helena que havia vários cavalos de tróia a digladiarem-se no circo do FMI. mics/11697782/Greece-debt-crisis-EU-Summ it-live.html
Pois,
http://www.telegraph.co.uk/finance/econo
Quero que compreenda que a notícia que anexo é em directo.
Leve a sério aquela palavra: Intertwined.
Como já escrevi aqui várias vezes, Tsipras é um moderado dentro do Syriza e um político muito habilidoso, senão não conseguiría nunca ter segurado aquele autêntico “saco de gatos” que é a “Coligação da Esquerda Radical” (relembro o nome oficial, há muitos que se fazem esquecidos por aí) associada a um 14º partido vindo da extrema direita e que eu continuo a considerar uma aliança contra-natura (apesar do “luck-lucky” me vir habitualmente “emendar”…).
Já Varoufakis é apenas um erro de casting, alguém que quis aplicar à política as ideias que vende nos livros, nas universidades e nas empresas americanas de que foi consultor.
Mas nos jogos temos sempre muitas vidas e ainda mais oportunidades para recomeçar tudo de onde estávamos.
Portanto admito que tudo isto passe por uma cisão no Syriza e novas eleições onde, liberto de alguns erros que cometeu mas tendo como trunfos as lutas que enfrentou, Tsipras volte a ganhar.
Já sem os votos de alguma da sua actual esquerda que está contra a vontade maioritária do povo (permanecer no euro) mas com votos vindos de quem se revê hoje nele e não o fazia há 6 meses (e quer ficar no euro).
Parece-me a única e a mais credível solução política para o país nesta altura.
Mera opinião, claro, deixo as certezas e os “é inquestionável” para os outros.
É como quem diz o meu fiat 600 passa a chamar-se jaguar.
Pena o 44 não ter tido em devido tempo essa brilhantíssima ideia. Só falava com os estados-membros e as instituições europeias e estava o assunto resolvido.
Se foi o Pedro Adão e Silva que o afirmou :
Amanhã 26/6 – temos acordo, para humilhação das “Instituições” e gaudio do Syricusas!
Palavra de Adão é sagrada… nunca falhou / nem a contar as costelas da Eva!
O interlocutor dos gregos deixa de ser a tróica, coisa horrorosa, e passa a ser o sr. KGB.