Grécia antiga (32)


Pedro Correia,

«Estamos perante uma ruptura na política europeia. O Governo grego já disse: “O nosso interlocutor não é a tróica, são os estados-membros e as instituições europeias.” É uma transformação importante: deixou de haver uma hegemonia na forma como estava a ser governada a União Europeia.»

Pedro Adão e Silva, na TSF (31 de Janeiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (32)”

  1. E deixou mesmo, Pedro.

    Disse-lhe que a procissão não tinha acabado. E também disse ali no post de Luís Naves que havia uma coisita a dizer na próxima semana. E também referi ali no post de Helena que havia vários cavalos de tróia a digladiarem-se no circo do FMI.
    Pois,
    http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11697782/Greece-debt-crisis-EU-Summit-live.html

    Quero que compreenda que a notícia que anexo é em directo.

    Leve a sério aquela palavra: Intertwined.

  2. Como já escrevi aqui várias vezes, Tsipras é um moderado dentro do Syriza e um político muito habilidoso, senão não conseguiría nunca ter segurado aquele autêntico “saco de gatos” que é a “Coligação da Esquerda Radical” (relembro o nome oficial, há muitos que se fazem esquecidos por aí) associada a um 14º partido vindo da extrema direita e que eu continuo a considerar uma aliança contra-natura (apesar do “luck-lucky” me vir habitualmente “emendar”…).

    Já Varoufakis é apenas um erro de casting, alguém que quis aplicar à política as ideias que vende nos livros, nas universidades e nas empresas americanas de que foi consultor.
    Mas nos jogos temos sempre muitas vidas e ainda mais oportunidades para recomeçar tudo de onde estávamos.

    Portanto admito que tudo isto passe por uma cisão no Syriza e novas eleições onde, liberto de alguns erros que cometeu mas tendo como trunfos as lutas que enfrentou, Tsipras volte a ganhar.
    Já sem os votos de alguma da sua actual esquerda que está contra a vontade maioritária do povo (permanecer no euro) mas com votos vindos de quem se revê hoje nele e não o fazia há 6 meses (e quer ficar no euro).

    Parece-me a única e a mais credível solução política para o país nesta altura.
    Mera opinião, claro, deixo as certezas e os “é inquestionável” para os outros.

  3. Pena o 44 não ter tido em devido tempo essa brilhantíssima ideia. Só falava com os estados-membros e as instituições europeias e estava o assunto resolvido.

  4. Se foi o Pedro Adão e Silva que o afirmou :

    Amanhã 26/6 – temos acordo, para humilhação das “Instituições” e gaudio do Syricusas!

    Palavra de Adão é sagrada… nunca falhou / nem a contar as costelas da Eva!

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