Grécia antiga (2)


Pedro Correia,

«Após tantos anos de crise, a Grécia impôs-se e apesar da crise que ainda atravessa o povo grego resolveu relançar-se, ignorando a enorme dívida que ainda tem. A senhora Merkel, que tanto mal fez a toda a Europa, mas que desde as últimas eleições perdeu a maioria que tinha e agora depende dos social-democratas, quis intervir na Grécia mas isso não lhe foi permitido. A Grécia diz pretender pagar as suas dívidas quando puder, mas o importante é desenvolver-se agora, com gente nova.»

Mário Soares, na Visão (22 de Janeiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (2)”

  1. Está muito mais desenvolvida e Frau Merkel, agora que, coitadinha, depende dos sociais-democratas amigos de Herr Marocas e de Herr Hollande, foi vergada pela vontade dos seus aliados no governo e tudo mudou. Até houve peixes que, não se sabe como, foram vistos a descer a Avenida da Liberdade.

  2. “A única coisa que falta ao programa do Syriza é uma máquina de fabricar moeda falsa”.

    1. “No meu tempo eu dava instruções à Imprensa Nacional/Casa da Moeda para darem à manivela e imprimirem papel. Resolvia-se tudo assim.”
      Hum… onde já terei eu ouvido isto?

  3. Depois de andar a pedir um perdão de dívida, o Varoufakis agora pede a extensão das maturidades, como Portugal e a Irlanda tiveram direito. Só que a Irlanda e Portugal não andaram a gozar com as instituições europeias e com os outros Estados da zona euro. Estes países podem ter desvios, podem cometer erros, podem falhar projecções, mas tentaram solucionar os seus problemas e nunca faltaram com o respeito aos outros. Por isso Portugal e a Irlanda conseguiram a confiança dos outros, já a Grécia, especialmente desde que os aldrabões dos extremos ganharam as eleições, não consegue. E não conseguem porque soa tudo a falso, a oportunismo porque o governo grego está a perder o pé na Grécia e isso está a desesperá-lo. Temos pena.

  4. A Grécia, tal como todos os outros países, deve desenvolver-se com gente nova, menos nova e velha. Os vivos que se mobilizem.

    Sim, Soares tinha razão quando escreveu o artigo, e hoje já se compreendem algumas frustrações:

    http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/grecia2015/2015-05-14-Ministro-grego-das-Financas-quer-adiar-reembolsos-ao-BCE

    http://economico.sapo.pt/noticias/banco-central-alemao-critica-ajuda-de-emergencia-do-bce-a-grecia_218433.html

    http://economico.sapo.pt/noticias/grecia-varoufakis-volta-a-defender-troca-de-divida_218412.html

    Andam a tentar preparar a opinião pública para um desfecho que já é conhecido.

      1. Eu respondo só por minhas afirmações. Mas que nesta Soares tinha razão, lá isso tinha.
        Na realidade os gregos têm vindo a ignorar a enorme dívida para que possam relançar-se. Pagando quando houver condições. Até agora tem sido o BCE a pagar. Afinal os bancos servem para alguma coisita. O Passos, Portas, e a Maria Luís lançam-se em dívidas para fazer parecer que somos melhores que os gregos.
        Eu sei, é para fingir que estão a pagar dívidas. Depois, já sem saída, lá vão dizendo que é para substituir dívida à conta de juros mais favoráveis. E dizem que tudo isto se deveu a um bom comportamento e que os pirolitos são merecidos. Isto é, os juros baixaram nas praças internacionais porque a troika que referi acima portou-se lindamente. Só aumenta para os mauzões, os gregos. Acontece que os mauzões não estão a comprar dinheiro nos mercados. E esta!?

        1. Não estão a comprar dinheiro nos mercados porque não têm acesso aos mercados, ó “génio”. Então agora virámos calvinistas e já não gostamos de contrair dívida alguma?

          Mas o “Varafukis” já disse que há resmas de investidores à espera de meter dinheiro na Grécia mal haja um acordo com a Europa. Vai ser assim uma “cheia” de carcanhol a invadir aquele país. Uma coisa parva!

          E hoje, como estava numa conferência da revista Economist, e se podia dirigir a uma audiência anglo-saxónica, resolveu dissertar sobre a arquitectura do euro, e dizer que a Grécia nunca devia ter aderido ao euro (dá sempre jeito dar graxa aos camones, para ver se se consegue melhor imprensa na língua inglesa) e que a arquitectura da moeda única é defeituosa (e logo a Grécia para dar lições de governação…). Parece-me que no aspecto de que a Grécia nunca devia ter entrado para o euro há imensa gente na Europa que concorda.

          A classe política portuguesa é geralmente má, mas assim com pinta de vigarista chapado como este Varoufakis, só há mesmo o tipo que está guardado em Évora.

          1. Ó iluminado, nem as folhas de laranjeira te acalmam e abrem o espírito. Não compra porque o BCE injecta na banca grega.
            Ninguém vai aos mercados tendo fonte de financiamento.

            Interessados em investir na Grécia, ó iluminado, não faltam.
            http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=827966&tm=7&layout=121&visual=49

            Ó iluminado, se é através de epítetos de vigaristas que escreves sobre outros, então, não passas de um papagaio a armar em sabichão. Aliás, não me admira que a nomenclatura cretina e imbecil que faz campanha contra a Grécia seja capaz de arrastar outros tantos.

            Ó iluminado, se o teu conceito de argumentação é armar em justiceiro relativamente a outros, então, só revelas que te agrada o lixo. E quem se alimenta de lixo… (é como o filho de peixe que peixinho é).

            Tão iluminado que és. Até lês o economist!, e acabas a concordar com o Varoufakis dizendo que outros por esta Europa assim pensam.

            Se quiseres vir à fala vem com juízo e inteligência, se tiveres.

          2. Casmurros repetidores invariáveis das mesmas conversas querem é que lhes liguem, coitados.

          3. Há ou não há liberdade de pensamento? Há ou não há liberdade de expressão? Topa-se o quê? Estão connosco se não estão são comentários não gratos? Tenha paciência meu caro se não consegue ler o contraditório não leia, ignore.

          4. Caro Vento, há, aqui, uma contradição insanável:”…não estão a comprar dinheiro nos mercados” – “Não compra porque o BCE injecta na banca grega.
            Ninguém vai aos mercados tendo fonte de financiamento.”
            Fixemos, como pressuposto, que a Banca Grega é mercado financeiro, não!?

          5. A banca grega é indissociável da Grécia, e também concerta políticas com o BCE, na área em que são membros de direito.
            Estando sob a protecção comum (que é relativa) o conceito de acesso aos mercados não se aplica segundo o critério Universal, mas no foro restrito de uma comunidade que se deve constituir como um guarda-chuva.

            Portugal manteve-se sob esta protecção na medida em que os juros dispararam acima dos 7%. Depois que a Rússia invadiu a Crimeia, por culpa das políticas suicidas europeias naquela região, e da intervenção do BCE, Portugal pôde regressar aos mercados com taxas de juro bem mais favoráveis que aquelas que estava a pagar a seus parceiros e ao FMI.
            Porquê? Porque os agiotas, perdendo mercados onde emprestavam com taxas baixas, que eram compensadas pelas altas pagas por outros países, não tinham outro recurso, para se manter no negócio, que não a de baixarem as ditas taxas. A conveniência entendeu por bem afirmar que como aqueles tipos, nós, eram “bem comportados” então vamos lá “perder” milhões e dar-lhes uma boa taxa.

            Porém, como o caso da Grécia é uma situação muito delicada, onde se espelham os erros comuns e também de outras instituições (entre outros aspectos que pairam como abutres naquele país), convém olhar para a legítima e inteligente argumentação que os gregos estão a apresentar.

            Tem aqui o puzzle.

  5. É triste, muito triste, um homem do tipo MS , não ter a noção ridículo.!

    Por amor á nossa história coerente e inteligente, alguém mande calar politicamente este homem ! Cante para netos…entretenha-se a marcar num caderno as matriculas dos automóveis que passam na rua da Fundação… jogue o berlinde como meninos do colégio ! Por favor MS… não seja mais o bobo da corte!

  6. Apesar dos anos que carrega e de algumas vezes se exceder nos comentários que faz, ainda diz muitas coisas acertadas e esta é uma delas.

    1. Quando está calado (o que raramente acontece) ) é, decididamente, quando mais acerta. Que raio de acertado disse nesse monte de previsões absolutamente fora do penico?

  7. Não percebo por que é que, na falta de uma posição clara do governo português no que respeita a meter mais dinheiro na Grécia, os portugueses em geral (e os comentadores do DO em particular) que defendem essa ideia não calculam qual seria a sua parte e se dirigem espontaneamente à embaixada desse país para fazerem o seu donativo.

    Dizía-me aqui há pouco um companheiro de jantar com quem discutia o caso que deve ser malta que está isenta de IRS e taxas variadas e que é altruísta com o dinheiro dos outros.
    Mas eu não acreditei, era lá possível patentearem tanta solidariedade e nem um gesto simbólico sequer, uma presença numa manif, sei lá eu que mais…

  8. “A Grécia diz pretender pagar as suas dívidas quando puder”. É como o sr. eng. licenciado a um Domingo de Setembro ou dia de semana de Agosto, mês de férias, – caso por esclarecer – por dois professores de que não recorda o nome, também pretender pagar as suas dívidas quando puder e for colocado em liberdade, com os devidos pedidos de desculpa.

  9. O porta-voz do Governo grego e ministro-Adjunto de Alexis Tsipras disse que o seu Executivo está a fazer esforços para assegurar a privatização do porto do Pireu, o maior do país, e de 14 aeroportos regionais.

  10. O director europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), Poul Thomsen, voltou esta quinta-feira a queixar-se de que os técnicos do FMI e das outras instituições credoras continuam a ter o acesso vedado a vários documentos pedidos ao governo grego. Visivelmente exasperado, durante uma conversa com jornalistas, Poul Thomsen deixou uma garantia: “Não haverá qualquer financiamento para a Grécia até que a avaliação esteja completa“.

    (Notícia de hoje, 15/0572015)

  11. “O caminho que dos economistas do PS não é uma política alternativa à austeridade, é uma alternativa de políticas dentro da austeridade.Não é só um jogo de palavras, é uma diferença do dia para a noite”.

    O sr. que mandou que o sr. Guarda desaparecesse pode ler o resto aqui:

    http://observador.pt/opiniao/cinco-lendas-da-mitologia-economica/

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