«Após tantos anos de crise, a Grécia impôs-se e apesar da crise que ainda atravessa o povo grego resolveu relançar-se, ignorando a enorme dívida que ainda tem. A senhora Merkel, que tanto mal fez a toda a Europa, mas que desde as últimas eleições perdeu a maioria que tinha e agora depende dos social-democratas, quis intervir na Grécia mas isso não lhe foi permitido. A Grécia diz pretender pagar as suas dívidas quando puder, mas o importante é desenvolver-se agora, com gente nova.»
Mário Soares, na Visão (22 de Janeiro de 2015)

Está muito mais desenvolvida e Frau Merkel, agora que, coitadinha, depende dos sociais-democratas amigos de Herr Marocas e de Herr Hollande, foi vergada pela vontade dos seus aliados no governo e tudo mudou. Até houve peixes que, não se sabe como, foram vistos a descer a Avenida da Liberdade.
“A única coisa que falta ao programa do Syriza é uma máquina de fabricar moeda falsa”.
“No meu tempo eu dava instruções à Imprensa Nacional/Casa da Moeda para darem à manivela e imprimirem papel. Resolvia-se tudo assim.”
Hum… onde já terei eu ouvido isto?
Depois de andar a pedir um perdão de dívida, o Varoufakis agora pede a extensão das maturidades, como Portugal e a Irlanda tiveram direito. Só que a Irlanda e Portugal não andaram a gozar com as instituições europeias e com os outros Estados da zona euro. Estes países podem ter desvios, podem cometer erros, podem falhar projecções, mas tentaram solucionar os seus problemas e nunca faltaram com o respeito aos outros. Por isso Portugal e a Irlanda conseguiram a confiança dos outros, já a Grécia, especialmente desde que os aldrabões dos extremos ganharam as eleições, não consegue. E não conseguem porque soa tudo a falso, a oportunismo porque o governo grego está a perder o pé na Grécia e isso está a desesperá-lo. Temos pena.
A Grécia, tal como todos os outros países, deve desenvolver-se com gente nova, menos nova e velha. Os vivos que se mobilizem.
Sim, Soares tinha razão quando escreveu o artigo, e hoje já se compreendem algumas frustrações:
http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/gre cia2015/2015-05-14-Ministro-grego-das-Fi nancas-quer-adiar-reembolsos-ao-BCE
http://economico.sapo.pt/noticias/banco-c entral-alemao-critica-ajuda-de-emergenci a-do-bce-a-grecia_218433.html
http://economico.sapo.pt/noticias/grecia-v aroufakis-volta-a-defender-troca-de-divi da_218412.html
Andam a tentar preparar a opinião pública para um desfecho que já é conhecido.
Quando escreveu um monte de previsões de que nem uma só se verificou, estava cheio de razão.
Eu respondo só por minhas afirmações. Mas que nesta Soares tinha razão, lá isso tinha.
Na realidade os gregos têm vindo a ignorar a enorme dívida para que possam relançar-se. Pagando quando houver condições. Até agora tem sido o BCE a pagar. Afinal os bancos servem para alguma coisita. O Passos, Portas, e a Maria Luís lançam-se em dívidas para fazer parecer que somos melhores que os gregos.
Eu sei, é para fingir que estão a pagar dívidas. Depois, já sem saída, lá vão dizendo que é para substituir dívida à conta de juros mais favoráveis. E dizem que tudo isto se deveu a um bom comportamento e que os pirolitos são merecidos. Isto é, os juros baixaram nas praças internacionais porque a troika que referi acima portou-se lindamente. Só aumenta para os mauzões, os gregos. Acontece que os mauzões não estão a comprar dinheiro nos mercados. E esta!?
Não estão a comprar dinheiro nos mercados porque não têm acesso aos mercados, ó “génio”. Então agora virámos calvinistas e já não gostamos de contrair dívida alguma?
Mas o “Varafukis” já disse que há resmas de investidores à espera de meter dinheiro na Grécia mal haja um acordo com a Europa. Vai ser assim uma “cheia” de carcanhol a invadir aquele país. Uma coisa parva!
E hoje, como estava numa conferência da revista Economist, e se podia dirigir a uma audiência anglo-saxónica, resolveu dissertar sobre a arquitectura do euro, e dizer que a Grécia nunca devia ter aderido ao euro (dá sempre jeito dar graxa aos camones, para ver se se consegue melhor imprensa na língua inglesa) e que a arquitectura da moeda única é defeituosa (e logo a Grécia para dar lições de governação…). Parece-me que no aspecto de que a Grécia nunca devia ter entrado para o euro há imensa gente na Europa que concorda.
A classe política portuguesa é geralmente má, mas assim com pinta de vigarista chapado como este Varoufakis, só há mesmo o tipo que está guardado em Évora.
Ó iluminado, nem as folhas de laranjeira te acalmam e abrem o espírito. Não compra porque o BCE injecta na banca grega.
Ninguém vai aos mercados tendo fonte de financiamento.
Interessados em investir na Grécia, ó iluminado, não faltam. icle=827966&tm=7&layout=121&visual=49
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?art
Ó iluminado, se é através de epítetos de vigaristas que escreves sobre outros, então, não passas de um papagaio a armar em sabichão. Aliás, não me admira que a nomenclatura cretina e imbecil que faz campanha contra a Grécia seja capaz de arrastar outros tantos.
Ó iluminado, se o teu conceito de argumentação é armar em justiceiro relativamente a outros, então, só revelas que te agrada o lixo. E quem se alimenta de lixo… (é como o filho de peixe que peixinho é).
Tão iluminado que és. Até lês o economist!, e acabas a concordar com o Varoufakis dizendo que outros por esta Europa assim pensam.
Se quiseres vir à fala vem com juízo e inteligência, se tiveres.
Casmurros repetidores invariáveis das mesmas conversas querem é que lhes liguem, coitados.
Há ou não há liberdade de pensamento? Há ou não há liberdade de expressão? Topa-se o quê? Estão connosco se não estão são comentários não gratos? Tenha paciência meu caro se não consegue ler o contraditório não leia, ignore.
Caro Vento, há, aqui, uma contradição insanável:”…não estão a comprar dinheiro nos mercados” – “Não compra porque o BCE injecta na banca grega.
Ninguém vai aos mercados tendo fonte de financiamento.”
Fixemos, como pressuposto, que a Banca Grega é mercado financeiro, não!?
A banca grega é indissociável da Grécia, e também concerta políticas com o BCE, na área em que são membros de direito.
Estando sob a protecção comum (que é relativa) o conceito de acesso aos mercados não se aplica segundo o critério Universal, mas no foro restrito de uma comunidade que se deve constituir como um guarda-chuva.
Portugal manteve-se sob esta protecção na medida em que os juros dispararam acima dos 7%. Depois que a Rússia invadiu a Crimeia, por culpa das políticas suicidas europeias naquela região, e da intervenção do BCE, Portugal pôde regressar aos mercados com taxas de juro bem mais favoráveis que aquelas que estava a pagar a seus parceiros e ao FMI.
Porquê? Porque os agiotas, perdendo mercados onde emprestavam com taxas baixas, que eram compensadas pelas altas pagas por outros países, não tinham outro recurso, para se manter no negócio, que não a de baixarem as ditas taxas. A conveniência entendeu por bem afirmar que como aqueles tipos, nós, eram “bem comportados” então vamos lá “perder” milhões e dar-lhes uma boa taxa.
Porém, como o caso da Grécia é uma situação muito delicada, onde se espelham os erros comuns e também de outras instituições (entre outros aspectos que pairam como abutres naquele país), convém olhar para a legítima e inteligente argumentação que os gregos estão a apresentar.
Tem aqui o puzzle.
É triste, muito triste, um homem do tipo MS , não ter a noção ridículo.!
Por amor á nossa história coerente e inteligente, alguém mande calar politicamente este homem ! Cante para netos…entretenha-se a marcar num caderno as matriculas dos automóveis que passam na rua da Fundação… jogue o berlinde como meninos do colégio ! Por favor MS… não seja mais o bobo da corte!
Parece que em Portugal não se aplica o importante, com gente velha que não anda nem desanda.
Apesar dos anos que carrega e de algumas vezes se exceder nos comentários que faz, ainda diz muitas coisas acertadas e esta é uma delas.
Quando está calado (o que raramente acontece) ) é, decididamente, quando mais acerta. Que raio de acertado disse nesse monte de previsões absolutamente fora do penico?
Não percebo por que é que, na falta de uma posição clara do governo português no que respeita a meter mais dinheiro na Grécia, os portugueses em geral (e os comentadores do DO em particular) que defendem essa ideia não calculam qual seria a sua parte e se dirigem espontaneamente à embaixada desse país para fazerem o seu donativo.
Dizía-me aqui há pouco um companheiro de jantar com quem discutia o caso que deve ser malta que está isenta de IRS e taxas variadas e que é altruísta com o dinheiro dos outros.
Mas eu não acreditei, era lá possível patentearem tanta solidariedade e nem um gesto simbólico sequer, uma presença numa manif, sei lá eu que mais…
“A Grécia diz pretender pagar as suas dívidas quando puder”. É como o sr. eng. licenciado a um Domingo de Setembro ou dia de semana de Agosto, mês de férias, – caso por esclarecer – por dois professores de que não recorda o nome, também pretender pagar as suas dívidas quando puder e for colocado em liberdade, com os devidos pedidos de desculpa.
O porta-voz do Governo grego e ministro-Adjunto de Alexis Tsipras disse que o seu Executivo está a fazer esforços para assegurar a privatização do porto do Pireu, o maior do país, e de 14 aeroportos regionais.
O director europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), Poul Thomsen, voltou esta quinta-feira a queixar-se de que os técnicos do FMI e das outras instituições credoras continuam a ter o acesso vedado a vários documentos pedidos ao governo grego. Visivelmente exasperado, durante uma conversa com jornalistas, Poul Thomsen deixou uma garantia: “Não haverá qualquer financiamento para a Grécia até que a avaliação esteja completa“.
(Notícia de hoje, 15/0572015)
“O caminho que dos economistas do PS não é uma política alternativa à austeridade, é uma alternativa de políticas dentro da austeridade.Não é só um jogo de palavras, é uma diferença do dia para a noite”.
O sr. que mandou que o sr. Guarda desaparecesse pode ler o resto aqui:
http://observador.pt/opiniao/cinco-lenda s-da-mitologia-economica/