A ideia vinha tarde, não inovava, mas era boa: incentivo no IRS para quem apresentasse despesas de restauração, mecânica e serviços afins. Diminuir a economia paralela pondo a malta toda a pedir facturas para, no final do ano, pagar menos de IRS. No fundo era fazer de todos e de todas uma espécie de Inspectores das Finanças, com remuneração em sede de IRS. (Desliguei o rádio e fui trabalhar.)
Não me agrada muito que o tipo do restaurante, o Sr. Alfredo, que não conheço de lado nenhum, sem pedir, se abarbate aos 23% de IVA que eu pago. Mas o que não me agrada, mesmo, é que os tipos que o Povo elegeu, na conjuntura que vivemos e com os cortes que impõem, gozem assim com as pessoas. É que, de repente, o Sr. Alfredo parece-me a Madre Teresa e, intruja por intruja, prefiro que o dinheiro fique com ele que sempre paga aos empregados e compra coisas para a “patroa” no comércio local.

Não passa um dia que este governo não insulte a inteligência dos portugueses. Se o ordenado médio neste país é de 800 euros quantas décadas precisariam para acumular 26 mil euros de despesas? Devem estar a brincar. A vontade que isto me dá de largar impropérios.
Leonor, impropérios durinhos, daqueles que até nos ficariam mal dizer sem ser durante um jogo de futebol…
É inenarrável, um insulto constante.
Esses mesmos, André.
Ando aqui a fazer contas para ver onde arranjo 26 mil euros de salários anuais para os poder gastar em cabeleireiro que, como se vê pela minha trunfa, é um local que frequento amiúde.
Aí está a razão porque não incluem as depesas de Electricidade no pacote:
“Aquilo que a EDP me paga, nãos e repercute nas facturas de electricidade”, confessa Exmo Ali Babá Mexia, profissão ex-ministro.
Logo, sem IVA no processo.
Monti, esse é menino para conseguir os €250 de incentivo… LoL!
Uma vergonha!
Uma palhaçada! Uma…(os adjectivos serão ordinários e assim me contenho).
Como referiu RR num outro post, também à ausência de oposição se deve este estado de sítio.
Bem postado.
Fique bem.
Sim, uma oposição atenta e consciente levaria a que o Governo tivesse pejo em agir assim. O problema é que aos que falam não se lhes atribui credibilidade, e os que poderiam ter credibilidade falam pouco.
(Quando digo que “não se lhes atribui credibilidade” refiro-me à população, em geral, que confiou pouco nos Partidos anti-troika .)
Nem mais André, também prefiro que o sr. Alfredo compre coisas para a ” patroa “, do que encher os ” bolsos ” destes abutres ladrões.
cr, não tenho coragem a apelar que não se peça factura mas também fico na dúvida, o que é sintomático da degradação das linhas de condução política. Um abraço!
Não percebo o anúncio do Sr. Núncio.
Pelas minhas contas, 250€ em 26000€ dá menos de 1% de retorno.
Como se fala então em 5% do IVA… quando se trata de menos de 1% ????
Se fosse 5% em 25000€ falávamos de 1250€.
Acho que este anúncio do sr. Núncio, mereceria bem a classificação de pura vigarice e falta de vergonha, por qualquer núncio apostólico…
Se mobilizar a vigilância popular à fuga ao fisco, já é algo moralmente questionável, com estes “incentivos” revela apenas uma falta de vergonha do Sr. Núncio.
É bom que as pessoas comecem a perceber que o dinheiro nas mãos do Estado é um incentivo à Economia Política.
Eu não li a lei; mas espero que acabe com aquela treta da ‘consulta de mesa’, que essa sim, insulta a minha inteligência: peço um café e o empregado vem «consultar-me» se ‘ 1 café 0,60’ está certo? Logo se vê que vai tirar a factura lá muito pela madrugada!
Quanto ao resto, é para o SNS, ou o André C. quer acabar com tão indispensável serviço a troco de mais uns pós para o seu bolso?
A lei, assim feita tem a vantagem de nos chamar a atenção para o facto de que ” o que o Estado dá sai-nos do bolso” ou “acabou o maná, é tudo fruto cá da terrinha e de quem a habita”.