4 comentários em ““Gorduras do Estado” (47)”

  1. Extraí da notícia o que se segue.

    «Os juízes [do Tribunal de Contas] denunciam que o Estado assumiu obrigações financeiras sem as deixar explícitas nos contratos. “Estes acordos não foram referenciados nesses contratos nem sequer indicados como seus anexos”. E sem as comunicar ao tribunal nos pedidos de visto. “Também não foram juntos aos processos do segundo pedido de fiscalização prévia do Tribunal de Contas”.

    Ora, essas compensações são ilegais e, caso tivessem sido conhecidas pelos juízes, teriam conduzido ao chumbo dos projectos, como recentemente aconteceu com o TGV.

    “Este tribunal alerta para a falta de fundamentação legal destas compensações contingentes. Caso os respectivos pagamentos venham a ocorrer, podem constituir infracções financeiras puníveis”.»

    Aqui está como, ao fim e ao cabo, ainda deve haver por aí uns casos capazes de levar ex-governantes à Justiça. É esperar para ver, mas já se vê o bastante para perceber que invocar decisões políticas para cada qual se sentir a salvo não chega.

    Em suma: aquelas “compensações contingentes” e outros acordos (?) feitos na sombra são coisas que ainda podem fazer tremer certa gente. E é bom que façam, porque andamos todos cheios de pagar a boa vida de uns quantos.

  2. Entretanto cá vamos cantando e rindo com a novela do Relvas. O que os nove juizes do Tribunal de Contas nos estão a dizer é que os Portugueses foram mais uma vez assaltados, na modica quantia de 10.000.000.000 (DEZ MIL MILHÕES) de euros, dois BILIÕES de contos na moeda antiga, e os media portugueses andam preocupados porque um ministro terá, não sabemos ainda, ameaçado uma jornalista do Publico mais pespirrenta, de contar a toda a gente com quem é que ela se anda a deitar. Coisa que se o ministro sabe, provavelmente já toda a gente que a conhece saberá.
    É claro que se o ministro Relvas fez aquilo de que é acusado, é grave, e terão de haver consequencias. Mas que diabo, esta conversa já anda há quatro dias nas 1ªs paginas, e sobre a história das cinco autoestradas, nada, zero, parece que os directores e conselhos de redacção dos media portugueses, e já agora o PGR, não querem saber destas assuntos para nada. Afinal o que são 10.000.000.000 milhões de euros para essa gente?

  3. Infelizmente e para não fugir à regra, a culpa morrerá solteira.
    E os culpados estão ou em frequência universitária, bem longe da pátria e da vista, ou em alguns organismos, altamente colocados, longe de temerem a mão da justiça. Mesmo que esta os colocasse no banco dos réus, como deveria, todas as previsíveis prescrições dariam a sua impunidade.
    É este o país que temos.
    É este o país que herdamos, que este governo herdou, com todas estas contas escondidas, usados os mais reles subterfúgios para deslocarem verbas milionárias para empresas dos amigos. E que ninguém quer ver, nem falar muito.
    Curiosamente, há sempre quem aponte o dedo ao governo que tenta desesperadamente pagar as contas, aquelas que somos nós a pagar, de todas as formas.
    Entretanto, os “inteligentes” saboreiam a sua vitória e a forma como nos vigarizaram e o zé-povo em vez de ter, por uma só vez que fosse, uma palavra de apreço pelo esforço hercúleo que os super-heróis teimam em levar em frente, com brechas por todos os lados, acusam-no, como se fossem os causadores da desgraça em que nos encontramos.
    Somos um povo estranho, não somos?
    Cegos? Surdos?
    Não somos só descrentes.

  4. Muito desse alcatrão está ajudar-me a pagar a estadia e cursos vários…

    Quem tiver inveja… faça o mesmo.
    A Bem da Nação
    O vosso servo e sempre amigo,

    engenheiro J S.

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