De acordo com as contas de 2010 da televisão pública, as últimas disponíveis, [um antigo vice-presidente da RTP] gastou oito mil euros em chamadas telefónicas. Uma média de 667 euros mensais, mais 180 euros do que o salário mínimo nacional.
Notícia do semanário Sol

Isso não é difícil de gastar, em chamadas para telemóveis.
No meu instituto tivemos em tempos uma secretária que passava boa parte do seu tempo em chamadas para telemóveis de familiares, gastando-nos somas da ordem dos 100 euros por mês.
(É claro que tivemos que lhe dizer que se moderasse.)
Há certamente montes de sítios no Estado onde pessoal, inclusivé pessoal de baixo nível hierárquico, gasta assim quantias imensas em telefonemas.
Eu quando trabalhei na Alemanha tinha um telefone próprio no qual podia fazer chamadas particulares ou profissionais. Nas primeiras tinha que discar primeiro um 0 para aceder à rede, nas segundas tinha que discar um 9. As chamadas particulares era eu quem tinha que as pagar. As profissionais eram pagas pelo empregador, que se outorgava o direito de verificar se os números dessas chamadas eram de facto empresariais. Quando tentei implementar um sistema desses aqui, disseram-me, pura e simplesmente, que o software da central telefónica não dava para isso.
Só espero que o tal vice saiba recuperar a sua autoridade, decidindo que dívidas paga, quando as paga e em que condições.
Só assim será um verdadeiro homem da Esquerda!
E as viagens dele?…