Não vale a pena perder tempo a discutir se Get Lucky dos Daft Punk é a música do ano. É. E pronto. Vais ouvi-la tantas, tantas vezes como ouviste Paradise dos Coldplay. Até não poderes mais. Mais cedo ou mais tarde vais chegar a odiá-la. Depois, passados um ou dois anos, quando a ouvires ocasionalmente, vais voltar a tomar-lhe o gosto. A questão do momento é, então, a de saber se o novo disco dos Daft Punk, Random Access Memories, é, no seu conjunto, um disco brilhante. Digo que não. Tem, é verdade, momentos excepcionais, bem para lá de Get Lucky. Lose Yourself To Dance e Give Life Black to Music são alguns deles. Todavia há algumas faixas que sobram. Instant Crash é soporífero e corta a onda do disco. Doin´t it Right e Fragments of Mine também nada acrescentam e parecem ter sido metidos a martelo, para perfazer o número de faixas e de colaborações desejado. Nada a fazer. Os homens, como bons franceses que são, desconhecem os benefícios da contenção. Temos assim momentos brilhantes num disco irregular. Já não é pouco dizer. Uma nota adicional: alguns dos nomes dos temas foram deliberadamente trocados. Foi só para ver se estavas atento e se és tão conhecedor do assunto como os comentários que te preparavas para fazer pretendiam dar a entender. Agora, admitindo que ainda não estás tão fartinho como vais chegar a estar, aproveita que não vai durar para sempre.

O Guy-Manuel de Homem-Christo dos Daftpunk é filho de emigrantes portugueses em França.
É a música do ano mas o ano ainda vai a meio.
O pimba internacional este ano deu melhores frutos do que esse,
http://vimeo.com/63173106
Muito bem. Não conhecia esta versão angelical, só conhecia a versão censurada pelas prostitutas.
Get Lucky é indubitavelmente uma música de outro planeta. Para mim acompanhada neste álbum por “contact” e talvez (ainda não decidi) por Giorgio by Moroder (por tudo o que implica).
O resto são maioritariamente boas músicas mas nada de excepcional (embora por vezes o tempo engane) e duas ou três em que deixaram os dois artistas à solta no estúdio sem ninguém a controlar e eles fizeram aquelas cenas chatas de artista, assim tipo jazz.
Depois do Interstellar 5555, podiam até não fazer mais nada.
Foram dos poucos capazes de fazer um filme-musical pop, não estava ao nível do The Wall, mas colou muito bem com as visões do Matsumoto.
Regressaram bem, é bom ouvi-los de novo… já não é bem tempo de álbuns, os CDs já eram… com o iTunes é mais tempo de “one hit shit”.
Já agora coloco aqui o link para um vídeo alternativo: vo
http://www.youtube.com/watch?v=5NMPUcMey
que me parece bem conseguido, por alguém anónimo, baseado em partes doutro filme que eles tinham feito.