Luís Filipe Menezes, o presidente da câmara mais endividada do País, vai apresentar em Abril o projecto de duas novas pontes sobre o Douro entre o Porto e Gaia. Trata-se de um projecto aparentemente modesto, talvez porque o presidente da câmara do Porto, Rui Rio, tem mostrado «falta de receptividade» e demonstrado que não existe «entendimento possível» para partilhar megalomanias em tempos de crise.
O projecto parece modesto desde logo porque Menezes, há algum tempo, já tinha anunciado que encomendara ao engenheiro civil Adão da Fonseca mais «um túnel, três pontes e uma ponte pedonal» a ligar as duas cidades separadas pelo Douro.
Por seu turno, o actual vice-presidente de Gaia, Firmino Pereira, refere-se às propostas chamando-lhes insistentemente «atravessamentos» e «novos atravessamentos». Ou Firmino não sabe dizer “travessias”, ou é mesmo capaz de ter razão: Menezes tem provado especial tendência para deixar o município completamente “atravessado”.
Enquanto isso, Menezes continua entretidíssimo a cortar árvores, a construir passeios onde não há imóveis ou qualquer construção, a criar quilómetros e quilómetros de ciclovias para o lá-vem-um e a inventar rotundas atrás de rotundas em cada pedaço de recta rodoviária, mesmo sem desvios, cruzamentos ou entroncamentos.
Gaia paga, Menezes sonha e os empreiteiros nascem. O próximo que apague a luz.


A Meneses, o Porto está-lhe atravessado, digamos …
Acha que sim, Fernando? Eheheh…
Tem de haver leis para travar esta gente. E repor algum controlo pela administração central.
Realmente, parece que não há oputro jeito.
O povo português tem de fazer um esforço para compreender que uma “ponte” é uma obra de arte.
Sem essa noção, dificilmente o desenvolvimento civilizacional dos povos prospera.
Eheh…
Certo. Imagine-se só quanto não vale a Ponte de D. Luiz, que é uma obra de arte e antiguidade ao mesmo tempo…
Entreguem-na ao Coelho que vai ver como num ápice lhe encontra aproveitamento
Próprio…entenda-se.
Eheh…
O Jorge Coelho?
Claro!
Os outros acabam na caçarola
Os bravos são como as lebres: não se deixam apanhar. E a gente anda a precisar deles bravos.
Antes de mais uma declaração de interesses: moro na cidade do Porto e não no arrabalde de Gaia. Devo dizer que este cavalheiro Meneses, de seu nome, nunca foi senhor de minha estimação nem de meu trato. Gaia continua ao fim de três longos mandatoa a ser um subúrbio esconso da cidade do Porto, apesar dos rios de dinheiro que Meneses lá enterrou. Desafio os contraditórios a entrarem no 906 em Madalena e a rumarem ao Porto. É só vielas e ruelas infames dignas de um filme de Kusturica. Cidade de Gaia??só na mente disforme do Meneses ou do seu bem-amado filho. Mas apesar disso, a dívida está lá, para todos nós pagarmos…E caso ainda mais curioso:este cavalheiro ainda se propõe ser presidente da cidade onde moro e que me viu nascer, o Porto. A irresponsabilidade e a descaração não tem limites!
Confirmo. A (ainda) freguesia de Madalena, a Madalena de Menezes, é só a Madalena costeira, a Madalena onde ainda há muitos lotes apetecíveis para construir. Mesmo assim, com ruas estreitas que também virão a ser vielas em breve, porque o importante por agora é garantir espaço para construção em fartura.