Há três anos, quando o meu pai adoeceu, procurei saber se a Junta de Freguesia de Campolide, a sua área de residência, tinha algum programa de apoio a idosos. Fazia sentido que tivesse, pois esta zona da cidade tem uma população muito envelhecida, mas a verdade é que o que encontrei foi quase nada. Enfim, as minhas expectativas eram baixas. Em Portugal os eleitores estão tão bem educadinhos para não esperar grande coisa dos seus eleitos, que quando é pouco ou nada o que lhes oferecem não estranham, por isso passei adiante e resolvi a minha vida por outros meios.
Este ano a minha mãe foi-se abaixo e tive de fazer nova pesquisa. Nem me lembrei da junta. Esse era um assunto arrumado. Mas quando fui à net o motor de busca apresentou-ma em diversas entradas. Peguei no telefone e confirmei que o nosso André Couto, eleito há dois anos pelo PS, apesar de ter herdado um enorme buraco financeiro, só para os idosos fez mais obra que todos os seus antecessores juntos.
Agora há apoio domiciliário de combate à solidão com assistentes sociais, psicólogos e voluntários. Para os que podem deslocar-se às instalações da junta há teatro, jogos tradicionais e trabalhos manuais. E quem vive só, ao abrigo de um protocolo estabelecido com a Faculdade de Economia da Universidade Nova, pode partilhar a sua habitação com um estudante.
Tudo isto é à borla, tudo isto é fruto do esforço de gente que entende que a política é serviço público e que mesmo sem dinheiro consegue fazer-se mais e melhor. Bem hajas, André. Este país precisa de políticos como tu. És um exemplo e uma esperança. Não desistas.


Muito bem, Teresa. No dia em que estive pessoalmente com o André pela primeira vez, percebi que era um gosto conhecê-lo. Agora limito-me a sentir orgulho por conhecer o André Couto.
Que grande exemplo!
E que pena não haver mais como ele.
Esse é dos que não desiste, Teresa.
E um daqueles com que conto (contamos) para (agora sim e com toda a propriedade), se mudar (e já agora limpar) Portugal.
Desiste? Desistem!
E, finalmente, é desta que o PS vai limpar Portugal… As outras vezes, pelos vistos, não valeram.
Que orgulho e que saudades do ‘nosso’ André.
Adorei o post, Teresa.
Justo esse reconhecimento a um rapaz de ouro.
Gostava de propor a este blogue um dia para falar dessas pessoas que marcam a diferença nas v/ e n/vidas. Seria um dia positivo (sem nuvens) para reconhecer pessoas que não andam por cá a ” ver a banda passar “, que acha Teresa? podia propor aos seus colegas?
È que é tudo tão negro, tão triste, tão vazio, no dia a dia da vida das pessoas, que falando de coisas ou pessoas boas teríamos uma boa razão para sorrir …
Bom o seu texto.
Excelente sugestão, cr. Precisamos disso e as pessoas em questão merecem.
Excelente, excelente…
Óptimo post e um abraço para o nosso André 🙂
Justa e oportuna homenagem ao André Couto, que há-de fazer sempre parte da nossa tribo.
Sou do Porto. Muito cansado de todas estas “brincadeiras” hoje tão em voga, com piadas diárias na Imprensa e na Blogosfera a “Álvaros” , Cavacos e a todo e qualquer outro infeliz que se tente dedicar à actividade de serviço público. Não conheço o André Couto. Mas daqui o quero felicitar pelo que acabei de ler. Que dá gosto de ler, dá. Que é um dos bons exemplos no País, também é. Que André Couto nos ensine e ajude, de uma vez por todas, a considerar e a respeitar todos aqueles que se esforçam em prol do bem comum. Bem precisamos deles.
Bem haja, André Couto.
JLB
Grande André. Espero que também tenha conseguido que as luzes dos serviços públicos fiquem desligadas durante a noite. Ele sabe (de certeza que conseguiu).
Bem haja André Couto! Pena não haver muitos Andrés com este por esse país fora, fosse laranja, rosa ou vermelho…Por favor, não se deixe corromper!
Venho aqui juntar os meus aplausos aos teus, Teresa. E dar um abraço ao dito André, que conheço vagamente 🙂
O nosso André não é homem de desistências e tem feito um trabalho excelente (e muito elogiado, que eu sei) no seu cargo. Merecidíssimo destaque, Teresa, gostei de ler-te. E um beijo de parabéns ao André, com saudades.