«Se não for nada feito, o Serviço Nacional de Saúde estará moribundo daqui a quatro anos.»
Catarina Martins, ontem, no debate com António Costa (RTP)
«Se não for nada feito, o Serviço Nacional de Saúde estará moribundo daqui a quatro anos.»
Catarina Martins, ontem, no debate com António Costa (RTP)
Eu logo vi que isto trazia água no bico. E como o SNS não quer morrer sozinho toca de injectar a malta toda.
Ainda bem que há uma líder de oposição a este governo de direita.
O que deve ser feito?
Porquê o que deve ser feito não foi feito durante a anterior (4 anos de “crescimento”) governação?
Porquê daqui a 4 e não daqui a 3 ou 5 anos?
Por que é que sendo a Saúde tão sensível, o Bloco não pediu na anterior legislatura um cargo de ministro da saúde?
posso saber onde fica?
Haha! Percebam o porquê da Catarina Martins não dizer para acabar com a ADSE e assim forçar os Funcionários Publicos a ir ao SNS…
Catarina ou a inutilidade de uma previsão distante sobre o que está a acontecer agora.
Daqui a 4 anos? Já está moribundo e nos CI. Daqui a 4 anos está morto e enterrado. Infelizmente para os que utilizam o SNS, como eu.
Ouvi mal, ou o Jerónimo de Sousa vai ser tratado no hospital da Luz? Oxalá corra bem.
Catarina Silva
Catarina, Costa e Associados que vão pentear macacos com a sua demagogia do Serviço Nacional de Saúde.
Um familiar meu está, agora, num corrupio para agendar uma cirurgia urgente depois de dezoito meses (não um, dois ou três – dezoito) de idas repetidas à urgência hospitalar e ao centro de saúde com sintomas recorrentes e durante os quais ninguém descobriu nada, ninguém viu nada, ninguém percebeu nada (e nem se chama Sócrates), tendo ele sido despachado com um cocktail de antibióticos e analgésicos (“antibióticos e analgésicos” começam a parecer-me o equivalente ao “desligar e voltar a ligar” dos informáticos). Um outro familiar meu, que entrou há dois anos na fila de espera para uma cirurgia, descobriu recentemente que o seu pedido desapareceu algures nos servidores do SNS (desconfio que o pedido para a minha própria cirurgia ao ombro que a médica de família meteu no sistema há três anos também está, algures, varrido para debaixo de um tapete informático). E médicos de família? Catarina, Costa e Associados que não me venham falar de médicos de família. Na última vez que fui marcar uma consulta com a minha médica de família, era então Junho de 2019 (ou seja, bastante tempo antes de uma pandemia vinda da China deixar de ser apenas um mau argumento de Hollywood e após muitas páginas de austeridade terem sido viradas por Costa e aliados), só tinha vaga para daí a três meses (não dias ou semanas – meses). E uma quinzena antes do dia da consulta, recebi uma cartinha a anunciar o adiamento por mais um mês. No total, quatro meses para uma simples consulta de rotina. E isto num Centro de Saúde onde as marcações tinham de ser presenciais, pois a central telefónica estava avariada (como já o estava no ano anterior); onde o dispensador automático de senhas estava avariado (como já o estava no ano anterior); e onde o ecrã de informações estava avariado (tendo as recepcionistas de berrar o número das senhas). E isto, repito, após quatro anos de Costa a virar páginas de austeridade. Durante a “negra noite da troika”, no mesmíssimo centro de saúde, os telefones atendiam telefonemas, o dispensador de senhas estava sempre capaz de dispensar senhas, o ecrã informativo informava, e nunca eu teria de esperar mais do que uma semana e picos para uma rotineira consulta com a minha médica.
O Serviço Nacional de Saúde estará moribundo daqui a quatro anos? Catarina, Costa e companhia que vão pró rai’qu’os parta: o SNS já está, e já o está há anos, emaciado, moribundo, lobotomizado e esclerosado.