«Isto é uma guerra entre a democracia liberal e o totalitarismo.»
Margaret Atwood, no Porto, sobre a situação na Ucrânia (22 de Abril)
«Isto é uma guerra entre a democracia liberal e o totalitarismo.»
Margaret Atwood, no Porto, sobre a situação na Ucrânia (22 de Abril)
« il y a mer et mére
il y a aller y Voltaire»
gugu em passei turístico
Disparate. As guerras são conflitos de interesses entre Estados. Não são conflitos entre teorias políticas.
Margaret Atwood é autora dum excelente romance intitulado ‘O Assassino Cego’.
Recomendo-lhe esta leitura.
É uma guerra em prossecução iniciada por um regime político totalitário, sim. Um regime aonde não exitem “checks e balances”.
O Estado, da Federação Russa, decidiu a guerra.
Os militares (quadros superiores) preferem a guerra.
A população, com o avolumar de soldados mortos, prefere a paz.
Os interesses económicos/financeiros preferem a paz.
…
O formato do sistema económico/financeiro de um País, “a democracia liberal”, a presença de mais ou menos Estado, de mais ou menos privados, de mais ou menos liberalismo, é outro assunto.
Eu tive uma cadeira de Introdução à Política quando andava no sétimo ano do liceu (atual 11º ano). Nessa cadeira aprendi que há uma distinção entre regimes políticos “autoritários” e “totalitários”. Um regime político totalitário é do tipo que atualmente existe na Coreia do Norte, mas não em muitos mais sítios. O regime político russo é autoritário, não é totalitário.
Mas enfim, acredito que Margaret Atwood não tenha tido a mesma cadeira que eu e tenha dificuldade em fazer a distinção entre “autoritário” e “totalitário”.
O regime russo está a resvalar muito rapidamente do autoritarismo para o totalitarismo.
As recentes alterações legislativas que condenam a pesadas penas de prisão quem mencionar a guerra na Ucrânia, designação interdita no país, colocam-no já nesse patamar.
No regime de Salazar seria impensável haver algo semelhante para quem aludisse à guerra em África, só para citar um exemplo. Ninguém dizia “operação militar especial”.
Não se deve confundir a natureza de um regime político, em geral, com as coisas que ele faz em tempo de guerra.
Em tempo de guerra são usadas restrições que são sempre bastante duras. Em particular, restrições à liberdade de informação e de expressão.
Também na Europa, que nominalmente não está em guerra, se está a fazer coisas próprias de regimes autoritários (como por exemplo, silenciar órgãos de informação) ou mesmo totalitários (como por exemplo, cancelar artistas ou desportistas apenas por eles serem de uma determinada nacionalidade).
A União Europeia atualmente está a fazer coisas nada bonitas, e muito impróprias de uma democracia liberal.
«Em tempo de guerra»??
Mas isso serve de atenuante ao ditador russo?
Não foi ele a provocar a guerra?
Essa faz lembrar o tipo que matou o pai e a mãe e depois, no julgamento, pediu redução de pena por ser órfão…
Ó diabo!, a Atwood não fez o liceu com o mui ilustre balio – a sua carreira irá, com toda a certeza, fenecer.
isso serve de atenuante ao ditador russo?
Claro que não serve, nem eu disse que servia.
Vá ler O Assassino Cego e deixe-se de putinices.
Distinções que não servem para nada, a não ser para desculpar os filhos da puta.
Nas democracias liberais os cidadãos não podem ser roubados pelo Estado. Os seus bens não podem ser nacionalizados sem indemnização. Nacionalizações são coisas próprias do gonçalvismo, no Verão Quente de 1975.
No entanto, no Reino Unido cidadãos foram, sob o simples pretexto de serem russos e muito ricos, expoliados pelo Estado. Roubaram-lhes os seus bens. Um clube de futebol, por exemplo, foi nacionalizado. Nacionalizado!
Isto são coisas que se faziam no gonçalvismo. Não são coisas que se façam numa democracia liberal.
Boris Gonçalves pronto a instaurar a Comuna de Londres.
Você já avisou os seus companheiros da Iniciativa Liberal?
Eu percebo, nesta guerra, onde está o totalitarismo ou autoritarismo ou coisa parecida. Mas onde está a Democracia Liberal? Não me parece uma luta entre essas duas coisas. Sou ignorante, confesso. Poderá ser d luta entre o autoritarismo e…. não sei o quê. Se é que há guerras entre teorias como diz o Balio.
Pode sempre voar até Moscovo. Ao fim de dois ou três dias lá, começa a perceber a diferença.
Cuidado, não se atreva a exibir folhas de papel em branco na rua.
Agradeço o esclarecimento. Já percebi. A Ucrânia é uma Democracia Liberal quando comparada com a Rússia. Quando comparada com a França ou Portugal estes é que são Democracias Liberais e e a Ucrânia fica do lado do autoritarismo.
Claro que não me atrevo a exibir folhas em branco em Moscovo mas vou tentar uma demonstração a favor de um dos partidos proibidos em Kiev. Em Lisboa não é fácil porque não há partidos proibidos.
O Pedro Correia não respondeu à Ana.
O que a Ana disse é que percebe onde está o totalitarismo ou autoritarismo. Está em Moscovo. Isso ninguém discute.
O que a Ana perguntou foi onde está a democracia liberal? Ela não sabe, eu também não sei, e o Pedro Correia não nos esclarece.
Não são democracias liberais regimes que impedem o acesso a meios de informação (como a União Europeia fez à RT), que nacionalizam discricionariamente e sem indemnização propriedades privadas (como diversos países europeus fizeram a indivíduos que supostamente são “oligarcas”, seja lá o que isso fôr).
Você agora chama-se Ana, Luís?
É truque seu para que lhe respondam mais depressa?
“Você agora chama-se Ana, Luís?” Esta agora é que não percebi de todo. Concluo que o que o senhor P. Correia diz não é para perceber. Parece querer impor a sua opinião e prontes (como agora se diz). Mas assim conseguirá?
Surreal. Vem uma Ana fazer-me perguntas e depois aparece um “balio” que se chama Luís a perguntar-me porque é que eu não respondo à tal Ana antes de eu ter próprio ter possibilidade de responder à dita cuja.
Agora chega outra vez a tal Ana, que não sei se será novamente o Luís com diferente pseudónimo, com outras perguntas.
Areia de mais para a minha camioneta.
Hoje fecho a loja.
Volto a aturar putinescos só amanhã.
Já se percebeu que as pessoas de esquerda que continuam, estupidamente, de forma presunçosa como sempre, a perorar sobre uma invasão injusta e desproporcional, estão encurraladas entre continuarem a comportar-se como idiotas ou a desaparecer em silêncio
Eu sugiro: desapareçam e fiquem em silêncio. Deixem de ser canalhas. Não há regresso dessas atitudes. É que nem um castigo tipo apanhar com baldes de merda pela cabeça abaixo vos reabilitariam para um contacto social apropriado. Parem de tentar justificar o injustificável com teorias da treta e ignorância arrogante.
Uma cambada de funcionarizecos com regalias que nem merecem, a perorar de cátedra sobre tudo o que desconhecem em absoluto, a não ser pelas cartilhas nojentas do PCP e dos conúbios ranhosos dos socialistas… Vocês sabem lá do que é que estão a falar. Era bom que a guerra cá chegasse para terem de escolher um lado, era o que era.
Tenham vergonha nesse focinho nojento, foda-se.
Peço desculpa aos autores do blogue pelos palavrões — mas estou cada vez mais irritado com estas criaturas, com estes argumentos… A sério, não dá para aturar a desfaçatez desta gente.
Por mim, está desculpado.
Sim… E querem entregar a energia da Europa aos Mecas as democracias liberais!! As democracias liberais não gostam da Rússia, da China.. Mas têm um amor inexplicável pelos Mecas!!!
Quem ama os «mecas», como tu dizes, é o teu adorado Putin. Que anda aos beijinhos e aos abracinhos aos talibãs no Afeganistão e é aliado dos aiatolás em Teerão.
Tudo boa gente.
Guerra é guerra. A seu tempo a Ucrania assinou um acordo com a Federação Russa e (aparentemente) entregou o armamento nuclear que desenvolvera. Ingénuos…ou não?.
Entretanto passaram dois meses de invasão e de ameaças, da Fed. Russa, com “ultra-rápidos” ataques, via sofisticadas armas nucleares, a torto e a direito, o que congelou as estratégias do “ocidente”.
Passarm dois meses. Óbviamente que a Ucrania, agora, já voltou a ter armamento nuclear. Tem já forma de o usar, em retaliação. Óbviamente que Putin sabe-o.
Daí ambos agora estão a jogar a partida de xadrês sem Raínhas.
David “with a help from my friends” contra Golias?.
Sim, rainhas não há aqui.
Mas existe uma Miss Mundo. Candidata a Miss Universo.
A Democracia Liberal está a acabar.
Nos EUA a verdade(Pravda) será definida pelo governo.
https://www.hstoday.us/federal-pages/dhs/d hs-standing-up-disinformation-governance-b oard-led-by-information-warfare-expert/