22 comentários em “Frases de 2020 (5)”

    1. O problema é a senhora pensar em voz alta ou não arranjar frases politicas que digam a mesma coisa sem fazer ruído.
      E até tem razão, agora é só os nossos grandes agricultores acompanharem a ideia.

  1. Fosse um ministro de não-esquerda a dizer isto, o escarcéu que não iria nas redes sociais, nos esquerdas-ponto-net e nas redacções dos jornais. E o que escreveria o jornal Público se um governante de direita dissesse, a propósito do aeroporto do Montijo, que “os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem” – como escreveu, no mesmo Público, o actual secretário de Estado Adjunto e das Comunicações? E o chinfrim que não iria por essas televisões se um ministro de direita dissesse, a propósito das cheias, que “algumas aldeias têm que mudar de sítio”? Ou se um secretário de Estado de direita sugerisse, como solução para as agressões aos médicos, “melhores salas de espera, com revistas e comidas leves”?

    1. “Fosse um ministro de não-esquerda a dizer isto,…. “
      Não é bem assim. Seria o pessoal de esquerda a fazer escarcéu, concordo. Mas se fosse um ministro da não-direita, seria o pessoal da direita a fazer o escarcéu. Não pense que existe uma superioridade moral da direita. Não existe.
      Vou mais longe. É inerente à democracia que haja escarcéu. Recordo-me da Assembleia Nacional de Salazar e Marcelo: era tudo gente educada, Vossa Excelência para aqui, Vossa Excelência para ali. Recordo-me da aprovação do Orçamento: era por unanimidade e aclamação.
      Se queremos Democracia devemos amar o escarcéu. E divertirmo-nos com a má educação …. e a falta de respeitinho mesmo para suas Exce|ências os Ministros. E até para com o Presidente do Conselho!!!!!!”

    2. “os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem”
      Para ser sincero, eu acredito que os pássaros se adaptam. Basta conhecer o Darwin.
      “algumas aldeias têm que mudar de sítio”?
      Com esta também concordo. Não terão outra solução quando a água lhes chegar pela barba. Se calhar começam nas Maldivas a mudar de sítio.
      “melhores salas de espera, com revistas e comidas leves”?
      Que raio, concordo com tudo. De facto detesto salas de espera desconfortáveis. Não sei se há quem não goste de melhores salas de espera. Nem objectaria contra comida mais pesada e, no Verão, umas cervejinhas. E ninguém seria obrigado a servir-se. Quem não gostasse, não comia nem bebia.
      Isto é o que se chama fazer escarcéu só para fazer barulho. Poder proceder assim é garantido em Democracia.

      1. “melhores salas de espera, com revistas e comidas leves”?

        Com condições para morrer enquanto se espera.

      2. “Basta conhecer o Darwin.” Felicito-o; conhece então Darwin. Eu vou lendo (lentamente, confesso) The Voyage of the Beagle e ainda não me atrevo a tal intimidade. Em todo o caso, parece-me seguro dizer que os tempos de adaptação -evolução, enfim – de Darwin têm pouco ou nada a ver com os tempos de adaptação antevistos pelo pelo sr. governante causa.

        E inclino-me a seguir os tempos de Darwin.

        Costa

    3. Permita-me João Sousa que comente o seu comentário da seguinte forma:
      a estupidez e a parvoíce não se elimina no acto de alguém ser nomeado (ou eleito) para um cargo político; creio que até há casos em que aqueles atributos se acentuam.
      Por isso, caso JS, eu acredito que a cretinice não tem cor nem direcção; é comum a quaisquer dos pontos cardeais!
      Cumprimentos

  2. Ainda vamos ouvir a ministra da saúde dizer que a despenalização da eutanásia vai ser positiva para o investimento estrangeiro…

    1. “a despenalização da eutanásia vai ser positiva para o investimento estrangeiro…”
      Mas se for, acha que a Ministra deve guardar segredo? Ou pode dizer?

      1. Claro que não, Sr. Zeca.
        Aliás, ela deveria alertar o ministro dos negócios estrangeiros para emitir vistos gold a eutanasiados estrangeiros… é que com prazo de validade tão curto, era um grande negócio.
        Bastava investir acima de 500 mil euros num jazigo e já estava… visto gold!!

  3. Uma boca infeliz. Mal a ouvi logo pensei que se iria colar à senhora. Os ministros e ministras já não são o que eram. O material é outro e vem adulterado. Não sei se é defeito de nascença ou foi mal entretanto contraído. Um vírus que afecta a mente. Ou assim.

    1. “Os ministros e ministras já não são o que eram” Refere-se aos do tempo do Vossa Excelência? O mundo é feito de mudança.

      1. Zeca, você é fixe. Um verdadeiro pain in the ass, para abanar com esta merda toda.
        Bem haja 👍

    1. Ninguém agradece à industria do petróleo dos EUA e quem desenvolveu as tecnologias de fracking. Hoje os maiores produtores de petróleo mundial.

      lucklucky

    1. VPV era o maior. Em quase tudo. Também nos epígonos que foi gerando – todos com menos talento que ele.
      Era bom a pensar, a escrever, a polemizar. Nunca lhe faltou a coragem para dar forma verbal pública ao pensamento. Nem talento para escolher sempre as palavras mais adequadas à elegância formal que nunca cessou de procurar. Sem atender a conivências nem a conveniências, criticou quase tudo e quase todos. Por vezes com um desassombro que alguns confundiam com arrogância ou cinismo. Por vezes com incoerências, naturais num percurso tão vasto: era o comentador político português que exercia o ofício há mais tempo em permanência.
      Nem sempre fez os juízos certos sobre todas as figuras públicas que visavam. Mas acertou na maior parte das vezes – em quase tudo quanto era essencial às ideias que professava. A da necessidade imperiosa de aproximar Portugal dos padrões de civilidade europeia, por exemplo.
      Faltou-lhe escrever um romance. Ensaiou esse romance durante décadas, mas era tão exigente com ele próprio que acabou por nunca o publicar.
      Fez uma aproximação ao género, com ‘Glória’, mas saiu-lhe mais um ensaio histórico. Com duas características essenciais: devolveu aos leitores o prazer da escrita narrativa, reaproximando a História da Literatura, e recuperou a biografia como peça fundamental da investigação histórica numa altura em que os cânones académicos menosprezavam o género.
      No campo da historiografia, para mim, o título imbatível do seu legado foi o primeiro: ‘O Poder e o Povo’, que derrubou para sempre vários mitos sobre a I República. Pena também esta investigação ter ficado incompleta, pois só abarca um período deste ciclo histórico.
      Sentiu-se por duas vezes atraído pela política activa, nas décadas de 80 e 90, mas depressa concluiu que não era aquele o seu mundo e soube retirar-se muito a tempo. Também a comunicação radiofónica e televisiva estava longe de constituir o seu domínio, que era o da escrita.
      Tinha um dom – e soube exercê-lo. Por vezes à custa de si próprio, pois consumiu-se em excesso na contingente espuma dos dias. É esse o fardo de um comentador. Mesmo o maior de todo, como VPV era.

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