«O Presidente da República é o maior responsável pelo que corre mal em Portugal.»
Marcelo Rebelo de Sousa, anteontem, em entrevista à RTP no Palácio de Belém
«O Presidente da República é o maior responsável pelo que corre mal em Portugal.»
Marcelo Rebelo de Sousa, anteontem, em entrevista à RTP no Palácio de Belém
E que consequências retira disso?
Menos votos se for candidato a eleições.
Que sondagens anda a consultar?
Pondera cessar funções em 9 de Março.
E retomá-las nesse mesmo dia.
Nem mais… O que a política e a charlatanice têm de bom é a facilidade com que se estabelecem padrões.
Do herói nacional salvador, daquele que confiava no Governo (esse sim com poder para executar), desgastado, passa-se à vitimização e à responsabilização sobre tudo, o discurso do pobre coitado que está lá a dar o corpo às balas e que portante merece o voto. Paternalismo bacoco que já ouvi da boca de muito ditador…
Daqui a pouco mais de dois meses, os portugueses decidirão. Votando. O que não acontece nas ditaduras.
Depende da ditadura… O Pedro vive num país onde também se votava aquando da ditadura :-)))
Veremos, e esperemos que surjam candidatos à altura, porque até agora…
Sobre essa confissão do presidente não vou repetir o que já disse noutro postal de Pedro Correia, até porque faz algum sentido lembrar que as eleições para Belém são já daqui a dois meses.
Deixo contudo uma posição trabalhada entre Costa e Marcelo que ouso questionar e classificar como uma incongruência tão disparatada como aflitiva. Estado de emergência preventivo?
Essa figura existe politica, jurídica, laboral e constitucionalmente, e alguma vez teve aplicação prática em qualquer área de atividade?
Ou será que a incompetência, solene ou em bruto, até inventa descaradamente causas e pretextos quando apertada por erros, omissões, ou negligência fatídica que até os tribunais podem abocar ?
Quando muito, pelo que penso saber, perceberia aplicação de medidas preventivas em tempo útil, que são naturalmente acionada em primeiro lugar, de modo a evitar a eventualidade de situações trágicas de emergência, como ultimo recurso, que não se pode compadecer com tibiezas e adoçantes.
O pecado que deve ser imputado sem sofismas é o de que passaram meses a dormir em estado de negação, sem ao menos equacionar uma sucessiva prevenção de riscos bem calibrada no tempo.
Só agora, quando sentem os costados num braseiro é se querem mostrar acordados para a vida.
Sem perdão!
Costa já anunciou o voto: vai pôr a cruz no Marcelo.
Quem de tudo se vale, até é bem capaz de lhe renovar a cruz do calvário às costas.
Vale sempre a pena lembrar a frase de um rei que abdicou: Por qué no te callas?
Com essa coisa do “dever cívico de confinamento” será que posso ir tranquilamente ao café do costume e por lá permanecer, tranquilamente, a ler o jornal? Eu acho que sim, até porque se é permitido ir a restaurantes em pequenos grupos, o mesmo direito deve ser concedido aos donos dos cafés.
Além disso, tenho a certeza de que, se me prenderem em casa, vou amalucar, coisa que quero evitar à minha família. E, por outro lado, o homem do café está lá à minha espera e à espera de outros, para poder dignamente governar a vida.
Eu já não digo nada. Qualquer dia os donos dos cafés são proibidos de frequentar os seus próprios estabelecimentos. E os donos dos restaurantes vão comer à cantina social.
A típica admissão de culpa sem qualquer responsabilização. Só falta uma penitência. Entretanto tudo fica igual.
Enfrentar Gomes e Ventura daqui a dois meses é penitência a dobrar.
Enfrentar? 🙂
A campanha vai ser beber uma ginjinha no Rossio e tirar umas selfes. Nem que seja via zoom
Eu não sei se ele é o maior responsável pelo que corre mal em Portugal, mas que ele é um dos responsáveis pelo clima de desconfiança no sistema, não tenho dúvidas.
Se ele estava à espera de melhorar a imagem com a realização da entrevista, desengane-se, e se continuar a apoiar estas medidas desconchavadas e sem nexo de limitação de liberdades, bem pode dizer adeus à eleição à primeira volta.
Outra vez como anónimo?
Ou eu estou a ficar cegueta ou já apanhei o vírus.
A partir de agora vou assinar o nome para não haver confusões.
Carlos Sousa
É uma afirmação arrogante.
E António Costa a beber uma cervejola, de boxers em frente à televisão, a deleitar-se com estas palavras.
Se já não chegava a DGS, agora até o presidente faz de escudo humano a Costa.
Como é que o homem não há-de andar satisfeito, com tantas entidades a apanharem as balas por si.
Mais um a diminuir-se para proteger Costa.
(e a fala surge na terceira pessoa, como aquelas proferidas por qualquer jogador de futebol nas entrevistas rápidas)
Está a fazer-se de vítima.
lucklucky
Não creio que Paulo Portas tenha algum dia condições políticas para ser eleito PR mas quando ouvi Marcelo, lembrei-me de Portas. Há meses e ainda na primeira vaga, na sua edição semanal na TVI, normalmente bem apresentada e de quem fez o trabalho de casa, Portas disse que o governo deveria ter aprovado uma lei específica para pandemias pois o aproveitamento da lei da protecção civil que tinha sido pensada para outro tipo de ocorrências, apresentava insuficiências e podia ser inconveniente no futuro.
Depois lembrei-me de ouvir Marcelo a dizer que a proibição de circular entre concelhos sem estado de emergência declarado, teria de ser entendida como um recomendação agravada; e logo a seguir, no mesmo noticiário, ouvir o director da polícia dizer que era uma lei para cumprir e cujo incumprimento daria origem a coimas podendo em casos limite ser origem de crimes.
Incomodou-me ouvir o responsável pela polícia dizer que uma decisão do conselho de ministros era uma lei mas ficou claro e indubitável quem manda, e não é Marcelo. Assim a declaração de que é responsável por tudo o que acontece de mal, visa apenas e mais uma vez, a protecção política de António Costa.
Isto tem semelhança com o ocorrido há vários anos quando Portugal esteve à beira da falência e se dizia que o governo estava de pedra e cal pois não existia alternativa a Mário Soares.
Ora o que me ensinaram há imensos anos é que na falta de alternativas ao governo, perfila-se a possibilidade de alternativas ao regime.