DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «Agora que o Orçamento foi viabilizado, e os juros continuam a subir, os cultores do interesse nacional preparam-se para exigir aos partidos da oposição que façam como os macaquinhos, na desesperada tentativa de encobrir a incapacidade socialista de gerir o nosso dinheiro.»

 

Ana Vidal: «Repesquei esta crónica sobre o general Ramalho Eanes porque me parece importante relembrar atitudes de “seres decentes”, nos dias que correm. Habituámo-nos, em tempos, a gozar-lhe a pronúncia ou a desdenhar-lhe a postura militar. Mas, muito mais importantes do que essas minudências, são a dignidade e a verticalidade que sempre demonstrou ter. Sobretudo num país que nos dá, diariamente, sinais de afrontar ou ignorar olimpicamente virtudes tão difíceis de cumprir. É justo evocarmos as honrosas excepções, e é bom que nos fiquem na memória.»

 

João Carvalho Fernandes: «É esta a situação vivida por larguíssimos milhares de portugueses que vão “vivendo” a vida dia-a-dia sem quaisquer perspectivas de futuro. Os empresários sem saberem se no dia seguinte vão conseguir honrar os seus compromissos nas empresas que detêm, os trabalhadores sem saberem se ainda vão ter emprego, se vão ter dinheiro suficiente para pagar a prestação ou a renda da casa, restringindo cada vez mais as suas despesas; muitos sem saberem sequer se vão conseguir ter dinheiro para dar de comer à família. E milhares e milhares que já chegaram a um ponto de desespero e desânimo total.»

 

Eu: «Os socialistas não escondiam ontem a satisfação pelo discurso do PSD no encerramento do debate do Orçamento na generalidade. Nada mais natural: esse discurso esteve a cargo de Manuela Ferreira Leite. Com o talento político que a caracteriza, a antecessora de Passos Coelho conseguiu argumentar a favor do péssimo Orçamento do Estado para 2011 com mais convicção do que o próprio ministro das Finanças, suscitando comentários apreciativos dos socialistas e um expressivo sorriso do primeiro-ministro.»

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