34 comentários em “Frases de 2018 (40)”

  1. É precisamente a tolerância com a violência, nas suas mais diversas formas , que legitima os Bolsonaros. A violência feita espectáculo é uma incivilidade. Um retrocesso no percurso histórico.

    A tourada consiste numa besta a cavalo a espetar agulhões de ferro na carne de um ser dotado da percepção da dor.

    1. Por acaso é um bocado mais do que isso: tourear nem sequer é a cavalo. É a pé, enfrentando o touro. E ainda há as pegas, a capeia arraiana, a vaca das cordas, etc…Isto de haver pessoas que se estão a marimbar para o “percurso histórico” é uma chatice, mas ao que parece não vivemos num mundo determinista.

      1. Meu caro, de touradas, confesso, percebo pouco. Mas sendo licenciado e tendo duas pós graduações em ciências veterinárias talvez perceba um pouco mais dos mecanismos da dor do que vossa excelência.

        E fazer da dor, um espetáculo, um motivo de diversão popular é uma bestialidade.

          1. Essa tal “festa” e “brava” (tão brava que os touros são prévia e corajosamente amputados de suas defesas naturais), será mais do que isso do cavaleiro com bandarilhas.. Tem aí razão.

            Mas inclui isso. Como inclui um animal sensível à dor que é à força metido numa arena, sem qualquer hipótese de fuga e onde é, por garbosos e valentes exemplares da espécie humana, metodicamente provocado e torturado até à exaustão. Exaustão a que se segue a morte, pouco interesss se na arena ou fora dela (fora dela, parece que após prolongado sofrimento adicional). Esse animal está lá, na arena, por ser a tanto forçado. Os outros animais, os humanos que em requintado sadismo o violentam, estão lá porque querem. Do tal cavaleiro das bandarilhas ao forcado (que tem para onde fugir, não o esqueçamos, e em último caso – mesmo ocorrendo o pior para ele – está lá porque quer).

            E no caso desse cavaleiro das bandariljas inclui ainda, necessariamente, um cavalo, não poucas vezes atingido pelo touro na sua aflição de defesa.

            Tudo isto para gáudio de uma multidão imbecil de sádicos cobardes que invocam inflamados c

          2. (…) “cultura” e “tradição”.

            Mas parece que está muito bem assim, que é uma manifestação civilizacional. Coisa de apenas natural humanidade. Que do cavaleiro das bandarilhas ao forcado que enfrenta o touro, estando este já previamente mutilado, enfraquecido, sangrando e suportando as bandarilhas que o tal cavaleiro antes lhe espetou, tudo isso é um legado a proteger.

            Mas decerto dá, vai dando – num povo para quem ainda é largamente insuportável que alguém se preocupe com o bem-estar animal, e para quem manter um cão toda uma vida preso a poucos metros de corrente, e com meio bidon como abrigo, é prática pelo menos indiferente – abundantes votos.

            Costa

      2. Meu caro, as leis biológicas são deterministas….quer que lhe explique como se determina a dor num animal?….medindo-lhes os níveis de cortisol e catecolaminas durante um processo doloroso físico e/ou psicológico….sim, os animais também se assustam e ao assustarem-se activam as mesmas áreas cerebrais da dor que nos humanos – amígdala, locus cœruleus, substância cinzenta periaquedutal….mas isto é muito à frente….

  2. Pois entendo o que Manuel Alegre quis dizer e assumo o risco de o permitirmos, mas me parece a mim que colocou no mesmo saco substâncias de diferente natureza.

  3. [(Y)
    A seguir não vou votar em ninguém, é aproveitar enquanto não me obrigam.
    Não merecem os contribuintes (como nos consideram), e não cidadãos, que pagam religiosamente os seus impostos, apoiam incondicionalmente os filhos e os netos, fomentam a concórdia, respeitam o vizinho, cumprem o código … and so on.
    Deplorável o autoritarismo desta malta. Não há pachorra.
    Maria

  4. Pela boca morre o peixe…
    Quando o pensamento se extrema, a língua nos atraiçoa.
    Alegre, talvez porque seja alegre, baseia a sua tese no gosto – é um hedonista.
    André, talvez porque seja um asceta, argumenta: esquecem-se de que há terceiros(!) envolvidos – os toiros.
    O primeiro afasta o toiro do Homem; o segundo puxa o Toiro para o homem.
    Para já, o asceta beneficia da onda do politicamente correto e do mundo cor de rosa.
    S. Francisco teve menos sorte, quando, naquele mundo selvagem, tentou salvar os irmãos lobos.
    Por este andar, talvez, um dia destes, os toiros sejam as nossas vacas sagradas.
    Será que eles querem?!…
    João de Brito

  5. Comentário vindo de um idiota, só podia ser idiota.
    Não entender o sofrimento de um animal é arrepiante.
    anonima

      1. Concordo consigo, Pedro, é uma crueldade maltratar assim os animais.
        Até o confronto mais honesto da pega de caras me parece tão primitivo, tão selvagem, tão sem sentido…
        E ainda por cima transmitem aquilo na televisão pública, paga por todos nós.
        A tradição não pode ser desculpa para tudo – a ser assim, qualquer dia voltamos às fogueiras da inquisição ou às torturas da pide (a letra minúscula é intencional).
        Maria

  6. Há muito que M Alegre está de relações cortadas com Jorge Sampaio….

    Foi ele que autorizou a matança do touro em Barrancos!

    Foi cá uma pega de bocas!

    Amendes

  7. Em vez de andarem a perseguir a cultura portuguesa deviam era se preocuparem é em dar um ” abrigo” decente as criancas no Sao João !!! Que atrasados mentais…a Lisboa turistica so produz parvoices atras de parvoices…

    1. Como se uma coisa precludisse outra. Como se respeitar o bem-estar animal significasse necessariamente desprezar o bem-estar humano. Por tal “raciocínio”, simplista, egoísta, cruel, desumano, enquanto houver um humano em sofrimento, o mais pequeno gesto em favor dos outros animais é pior que fútil, é criminoso. É esse “pensamento” que faz de nós entes superiores, “racionais”, perante os ditos “irracionais”?

      E não se invoque isso de quase todos nós comermos carne. Somos omnívoros por natureza (sendo certo que, parece, bem melhor seria, em qualquer caso, que se reduzisse consideravelmente a sua ingestão). Ou melhor: invoque-se. Mas para denunciar a barbárie impune e largamente praticada sobre os animais destinados ao abate para consumo!

      Costa

      1. é uma tradição portuguesa e é para continuar por longos seculos…barbarie é destruirem as comunidades cristãs no centro de lisboa para por causa do Turismo e promoverem as islamicas e judaicas…isso é que barbarie!!!!

        1. Ah, já percebi.
          Para manter a tradição, temos todos de gostar de touradas e também temos todos de ser cristãos.
          Já agora, será que também temos todos de ser do Benfica?
          É só para saber…
          Maria

          1. Sempre pode fazer como o bloco esquerda e companhia…atacar as tradições e os cristãos ultilizando o Estado !!! Quando Portugal pertence aos cristãos !!! Por hereditariedade…

  8. Esta gente que come vaca, porco, coelho, galinha com peninha dos animais! Só vai e vê quem quer!
    Um único tipo do PAN diz representar o ZÉ Povinho, que idiota. Ainda conseguiu um desconto para cães em vez de pagarem pela merda que deixam nos passeios e que cagam prédios, sapatos etc.

      1. ” anónimo já entraste num matadouro?” Sim, já. Comecei logo a salivar imaginando um belo bife no prato!

    1. Este fulano que só fala em cães devia reflectir na sigla – PAN – que diz representar e dar voz. Imensamente dramático foi não abordar com mágoa e desespero os fogos na FLORESTA que devastaram o habitat de milhares de espécies animais e vegetais também eles e, para que conste, SERES VIVOS.

      O seu pesar pelas vidas humanas ceifadas pelos ditos fogos e, por de uma enorme dor e sofrimento se tratar não transpareceu tão afã.

  9. “E fazer da dor, um espetáculo, um motivo de diversão popular é uma bestialidade.” É isso. Impressiona-me mais que haja homens a gozar com o sangue e a carne esfacelada do que propriamente o sofrimento do animal.

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