Frases de 2018 (36)


Pedro Correia,

«A hipótese da recondução nunca me foi colocada.»

Joana Marques Vidal, procuradora-geral da República, ao ser confrontada esta manhã com a escolha da sua sucessora, Lucília Gago, por consenso entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa

31 comentários em “Frases de 2018 (36)”

  1. Nem tinha que ser.
    Se se partiu do princípio de que o mandato dela deveria ser único, era óbvio que ela não seria reconduzida, logo, nem sequer valia a pena perguntar-lhe se estaria disponível para o ser.

    1. Este argumento de Luis lavoura é irrespondível. É claro e correcto. E quanto mais pessoas associadas à direita reclamarem por Joana Vidal mais se denunciam. A independência exige mandato não renovável. A decisão já não vai ser revogada e agora o pessoal da direita ao falar só dá tiros nos pés. Não vai conseguir mais nada além de ferimentos nos pés.

        1. Não desconverse só por ter perdido o pé. É melhor desistir da Joana e defender que o mandato não deve ser renovado. Ou ficar calado. Para tiros no pé basta o nosso amigo Rio.

        2. “Salgado, um rapaz de “esquerda” perseguido pela Joana “reaccionária”.
          Não percebo o que quer dizer. Para mim Salgado é um banqueiro (suponho que de direita mas isso não interessa para o caso) que foi investigado pelo Ministério Público cujo comando está nas mão de Joana Vidal.
          Reaccionária??? Não tenho a menor ideia das inclinações políticas dela mas concordo que, para melhor garantir a independência, o mandato não deve ser renovável. Isto deveria estar explicito na lei para evitar futuras tentações. Nem percebo a vantagem de a direita se querer colar a Joana.

      1. Não basta dizer que um cagalhão é bom para deixar de ser um cagalhão. Porque motivo é que a não-renovação (um truque inventado à última da hora pelo batoteiro dos Açores que põe toda a família a trabalhar nos melhores cargos lá na aldeia dele) é a única garantia de independência?

        Qual é o fundamento técnico ou processual de uma ideia tão estúpida como esta? Note-se bem que não pergunto qual é o seu fundamento ético porque ética é coisa que vocês não têm. Qualquer resposta seria sempre um exercício absurdo.

        1. “Note-se bem que não pergunto qual é o seu fundamento ético porque ética é coisa que vocês não têm.” Claro, ética só o Senhor V. como se vê pela sua teoria dos cagalhões.

          1. É ao contrário: você pensa que respondeu alguma coisa, mas não respondeu nada. Daí a minha teoria. Na verdade, não é teoria nenhuma. É um relato na primeira pessoa — que vem da observação directa dos factos.

      1. “Não estava com os copos”, como você grosseiramente refere.
        Limitou-se a enunciar o que vem na lei. O mandato do PGR é de seis anos. Nada obsta – também na lei, incluindo a lei suprema do País – que possa fazer um segundo mandato.

        1. ” como você grosseiramente refere.” Dou a mão à palmatória, estou a ser influenciada pela Teoria dos Cagalhões do Senhor V.

        2. “Nada obsta – também na lei, incluindo a lei suprema do País – que possa fazer um segundo mandato.” Obsta, obsta. A lei não diz que o Primeiro Ministro propõe e o Presidente da República nomeia? Eis dois obstáculos.

    1. Sim. O mandato tem duração única de seis anos. Sendo o adjectivo “única” óbvia redundância.
      Tal como o mandato do Presidente da República tem duração de cinco anos. Sendo reconduzido, pelos eleitores portugueses, inicia novo mandato. Igualmente de cinco anos.

      1. Afinal quem reconduz a procuradora?

        É nomeada pelo Presidente sob proposta do Governo após a auscultação do berreiro nos mídia?

        Em que posição ficava a independência de uma procuradora que teve partidos políticos a fazerem campanha por ela, quando a nomeação não é por eleição?

      2. Consegue dar a volta a tudo para concluir que tem razão. Mas aqui exagerou com a interpretação que dá à frase de Joana Vidal. Nota-se muito.

      3. 5 anos de Marcelo são uma eternidade. 6 de Vidal souberam a pouco. E agora já soltaram os cães. Talvez seja cedo…

  2. Mas vai haver ou não continuidade? Se era para haver continuidade, porquê mudar de treinador?
    Se não é para haver continuidade, faz sentido.

  3. Estranho foi a Ministra da Justiça ter dito em janeiro passado que o mandato da PGR não era renovável segundo a Constituição. Qual?
    Isto ja estava decidido, andaram a dar milho aos pombos.

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