«A hipótese da recondução nunca me foi colocada.»
Joana Marques Vidal, procuradora-geral da República, ao ser confrontada esta manhã com a escolha da sua sucessora, Lucília Gago, por consenso entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa
«A hipótese da recondução nunca me foi colocada.»
Joana Marques Vidal, procuradora-geral da República, ao ser confrontada esta manhã com a escolha da sua sucessora, Lucília Gago, por consenso entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa
Nem tinha que ser.
Se se partiu do princípio de que o mandato dela deveria ser único, era óbvio que ela não seria reconduzida, logo, nem sequer valia a pena perguntar-lhe se estaria disponível para o ser.
Este argumento de Luis lavoura é irrespondível. É claro e correcto. E quanto mais pessoas associadas à direita reclamarem por Joana Vidal mais se denunciam. A independência exige mandato não renovável. A decisão já não vai ser revogada e agora o pessoal da direita ao falar só dá tiros nos pés. Não vai conseguir mais nada além de ferimentos nos pés.
OK, Sócrates.
Não te esforces mais, já te compreendi.
Um abraço ao teu compincha Salgado, um rapaz de “esquerda” perseguido pela Joana “reaccionária”.
Não desconverse só por ter perdido o pé. É melhor desistir da Joana e defender que o mandato não deve ser renovado. Ou ficar calado. Para tiros no pé basta o nosso amigo Rio.
“É melhor desistir da Joana.”
Eis uma frase digna de um Bruno de Carvalho. Que também desistiu da Joana.
“Salgado, um rapaz de “esquerda” perseguido pela Joana “reaccionária”.
Não percebo o que quer dizer. Para mim Salgado é um banqueiro (suponho que de direita mas isso não interessa para o caso) que foi investigado pelo Ministério Público cujo comando está nas mão de Joana Vidal.
Reaccionária??? Não tenho a menor ideia das inclinações políticas dela mas concordo que, para melhor garantir a independência, o mandato não deve ser renovável. Isto deveria estar explicito na lei para evitar futuras tentações. Nem percebo a vantagem de a direita se querer colar a Joana.
Já experimentou as Novas Oportunidades?
Não basta dizer que um cagalhão é bom para deixar de ser um cagalhão. Porque motivo é que a não-renovação (um truque inventado à última da hora pelo batoteiro dos Açores que põe toda a família a trabalhar nos melhores cargos lá na aldeia dele) é a única garantia de independência?
Qual é o fundamento técnico ou processual de uma ideia tão estúpida como esta? Note-se bem que não pergunto qual é o seu fundamento ético porque ética é coisa que vocês não têm. Qualquer resposta seria sempre um exercício absurdo.
“Note-se bem que não pergunto qual é o seu fundamento ético porque ética é coisa que vocês não têm.” Claro, ética só o Senhor V. como se vê pela sua teoria dos cagalhões.
É ao contrário: você pensa que respondeu alguma coisa, mas não respondeu nada. Daí a minha teoria. Na verdade, não é teoria nenhuma. É um relato na primeira pessoa — que vem da observação directa dos factos.
“O mandato tem uma duração única de seis anos”
2016, Joana Marques Vidal.
Obviamente Joana quando disse isso estava com os copos.
“Não estava com os copos”, como você grosseiramente refere.
Limitou-se a enunciar o que vem na lei. O mandato do PGR é de seis anos. Nada obsta – também na lei, incluindo a lei suprema do País – que possa fazer um segundo mandato.
” como você grosseiramente refere.” Dou a mão à palmatória, estou a ser influenciada pela Teoria dos Cagalhões do Senhor V.
Cada qual sofre as influências às quais é mais sensível. Mas tome cuidado com o mau cheiro.
Ah, afinal está a ver, não está? É uma teoria que explica quase tudo.
“Nada obsta – também na lei, incluindo a lei suprema do País – que possa fazer um segundo mandato.” Obsta, obsta. A lei não diz que o Primeiro Ministro propõe e o Presidente da República nomeia? Eis dois obstáculos.
Claro que obsta. Joana Marques Vidal é afastada por ter incomodado os poderosos.
E os amigos deles.
Sim. O mandato tem duração única de seis anos. Sendo o adjectivo “única” óbvia redundância.
Tal como o mandato do Presidente da República tem duração de cinco anos. Sendo reconduzido, pelos eleitores portugueses, inicia novo mandato. Igualmente de cinco anos.
Afinal quem reconduz a procuradora?
É nomeada pelo Presidente sob proposta do Governo após a auscultação do berreiro nos mídia?
Em que posição ficava a independência de uma procuradora que teve partidos políticos a fazerem campanha por ela, quando a nomeação não é por eleição?
Já abriu a garrafita de champanhe?
Consegue dar a volta a tudo para concluir que tem razão. Mas aqui exagerou com a interpretação que dá à frase de Joana Vidal. Nota-se muito.
A própria Joana MV alude a “recondução”. Deixando claro, para quem ainda tivesse dúvidas, que seria sempre um cenário admissível.
5 anos de Marcelo são uma eternidade. 6 de Vidal souberam a pouco. E agora já soltaram os cães. Talvez seja cedo…
Voto nela para Presidente da República.
Mais que tempo de haver uma mulher em Belém.
Concordo.
Mas vai haver ou não continuidade? Se era para haver continuidade, porquê mudar de treinador?
Se não é para haver continuidade, faz sentido.
Evolução na continuidade.
Sempre foi lema de Marcelo.
Pois também a mim não apetece reconduzi-lo.
Sempre vichiçuaze enjoa.
Faltam dois anos.
Estranho foi a Ministra da Justiça ter dito em janeiro passado que o mandato da PGR não era renovável segundo a Constituição. Qual?
Isto ja estava decidido, andaram a dar milho aos pombos.