0 comentários em “Frases de 2017 (14)”

  1. Esse tipo tem cá uma lata!

    Na Revolução francesa, para apanharem os traidores faziam estas 3 perguntas:

    – O que fazias antes de 1789?
    – O que tens agora em 1795?
    – Como explicas a diferença?

    E conforma a resposta assim iam ou não para a lâmina nacional

    Porque foi a EDP privatizada?

  2. Ele dirá e fará o necessário para agradar ao accionista. Accionista que, não será exagero acreditar, tem o estado português (tem-nos a nós) tranquilamente nas mãos. De modo que é decerto muito natural que o despudor e a arrogância imperem paulatinamente. Desde os crimes ecológicos e paisagísticos que se conhecem, perpetrados em nome dessa diabólica divindade chamada construção civil e obras públicas, e demonstradamente sem outra utilidade efectiva que não a de servi-la, até à extraordinária desfaçatez revelada nessa frase.

    Uma coisa, todavia, parece ser verdade: a habitação por cá tende a ser gelada de Inverno e um forno no Verão. Num país com um clima tão repetidamente gabado pela sua geral doçura (resta saber se merecidamente), cabe perguntar se as técnicas e materiais de construção não têm peso nisso.

    Depois vem a carga fiscal e para-fiscal. Impostos, taxas e taxinhas (e a tal “promiscuidade”, claro). Que não dará grande autoridade ao estado português (o poder de turno, entenda-se, seja ele qual for sempre insaciável) para, perante esta declaração, apontar com um mínimo de firmeza o dedo ao sr. Mexia. Admitindo – pensamento extravagante, evidentemente – que tal lhe passasse, ao estado português, pela cabeça.

    o sr. Mexia diz e dirá, impante e triunfador, achando-se detentor da Verdade, o que lhe der na real gana. Porque pode fazê-lo.

    A tempestade perfeita (e perene), portanto, para quem paga muito para passar frio.

    Costa

    1. “Uma coisa, todavia, parece ser verdade: a habitação por cá tende a ser gelada de Inverno e um forno no Verão. Num país com um clima tão repetidamente gabado pela sua geral doçura (resta saber se merecidamente), cabe perguntar se as técnicas e materiais de construção não têm peso nisso.”

      Esta sua afirmação é tão verdadeira. E a pergunta pertinente. Lembro-me de há perto de uma década ter ficado semana e meia em casa de amigos na Dinamarca por altura da passagem de ano – um frio de rachar na rua, mas em casa andávamos de t-shirt (bom aquecimento e, acima de tudo, uma construção com bom isolamento). Se no Inverno passado tivesse andado de t-shirt aqui na casa de Lisboa, estes calores recentes de Abril ainda não teriam sido suficientes para que descongelasse.

      Enfim, o clima até pode ser temperado e ameno, mas o interior da maioria das casas só conhece duas temperaturas: Antárctida no Inverno ou Amareleja no Verão.

  3. Diz-se que existe uma sobrecarga num circuito elétrico quando a intensidade de corrente ultrapassa o valor da intensidade nominal do disjuntor desse circuito. Quando isso acontece, o “disjuntor” dispara… e saem frases dessas… visto que a sua função é a de proteger a “instalação elétrica”

  4. Uma casa mal desenhada e mal construída (o que implica uma rede eléctrica mal desenhada e desperdícios de energia) não justifica o preço actual da electricidade, pelo que apesar de ter alguma razão não tem razão nenhuma sendo ele o chefe daquele bando de extorsionários só comparável à Galp — essa coisa imunda.

  5. Existem muitas casas mal construídas, ou não protegidas suficientemente do sol ou mal isoladas. E existem por exemplo muitas marquises não licenciadas que transformam as casas num forno de verão. Onde depois colocam aparelhos de ar condicionado que consomem muita electricidade para arrefecer a casa. Neste jardim as pessoas não se perdem em detalhes e concluem rapidamente que a culpa é do outro que os anda a enganar.

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