«Este não é o nosso Orçamento.»
Jerónimo de Sousa, há pouco, no debate parlamentar do Orçamento do Estado de 2016 na generalidade
«Este não é o nosso Orçamento.»
Jerónimo de Sousa, há pouco, no debate parlamentar do Orçamento do Estado de 2016 na generalidade
Todos sabem que não é o orçamento do PCP, mas o PCP, também sabe que é o OE possível e que estará ao lado do PS para o bem dos portugueses.
O Orçamento do Centeno não tem dono.
Não é do PCP, nem do Bloco, nem do Costa porque era outro que eles queriam.
Então que o deitem para o lixo porque o PSD e o CDS também não lhe pega.
Que porra!
O OE é do PS e de Centeno e Bruxelas aceitou-o.
Bruxelas, como credor, aceitará tudo o que lhe for apresentado e desde que – fantasioso que seja o conteúdo – figure a garantia de que o que se lhe deve lhe será pago nas condições convencionadas. O credor quer receber o que lhe é devido, pouco lhe interessando o que o devedor tenha que fazer para o conseguir.
No nosso caso, a garantia de que assim será é um tal de “plano B”, cuja existência num limbo pronto a converter-se em (dura) realidade lhe foi – a Bruxelas – garantida por Centeno. As jovens do BE que esganicem sobre a matéria o que bem quiserem no parlamento.
Na altura devida ou esse plano é activado e produz os desejados frutos no definido calendário, ou a torneira é fechada e sem prejuízo de, mais tarde ou mais cedo, se reaver o que já se emprestou. Para o credor, é isto. É simples, é tudo.
Façamos a simples analogia para o foro interno e para a situação de inúmeras pessoas – famílias – há uns anos embaladas, aliás com carinho oficial (de governos PS), no crédito fácil: não era tão fácil, afinal; a meio do jogo mudaram-se-lhe as regras (isso é facto inegável e envolve o PS) e os credores persegui-las-ão até ao fim, com o diligente apoio da Justiça e da Administração Pública.
De modo que por estes dias – e até essa altura – poder-se-á anunciar, pagar e prestar o que se quiser.
Nessa altura os portugueses terão, novamente (parece que gostam…) as dores da ressaca. Se nessa altura – sobretudo se não vier muito longe (para não tornar absolutamente clara, mesmo para o mais devoto, a criminosa actuação) – se puder atirar as culpas para cima da Europa, dos mercados, de Bildenberg , do capitalismo, do neo-liberalismo e afins, óptimo: o desespero é capaz de dar uma maioria absoluta e cá teremos explicitamente o chavismo.
Costa
Não me identifiquei como Costa, acima (a não ser na assinatura).
Mero lapso.
Costa (e nada a ver com esse outro!)
Visto sem pala
A pergunta:
“Este não é o nosso Orçamento. (…)Mas que Orçamento estaríamos aqui a debater neste momento se a maioria do nosso povo não tivesse lutado durante quatro anos e com o seu voto não tivesse decidido alterar a composição da Assembleia da República ?”
A resposta:
Um novo orçamento da responsabilidade da coligação de direita “Só ia aumentar o sofrimento da maioria dos portugueses, como fizeram todos os orçamentos do Governo PSD/CDS”.