“A registar também um défice de agressividade em termos defensivos.”
Paulo Bento, comentando a actuação da sua equipa no jogo Portugal-Israel.
(Uma defesa agressiva não é… um ataque?)
“A registar também um défice de agressividade em termos defensivos.”
Paulo Bento, comentando a actuação da sua equipa no jogo Portugal-Israel.
(Uma defesa agressiva não é… um ataque?)
Não percebendo nada de futebol parece-me que agressividade na defesa quereria aqui dizer uma atitude activa, tentando prever os ataques e destruí-los no início ou nem dando mesmo oportunidade a que se realizem, em vez de reagir tarde e más-horas quando a situação já é quase desesperada.
Não… A agressividade defensiva consiste em pressionar o adversário, não o deixando trocar a bola nem progredir. Trata-se de preencher os espaços para dificultar a tarefa do adversário e procurar a conquista da bola para depois, então, iniciar a transição ofensiva. Agressividade em termos físicos, também.
Não foi aí que o Paulo Bento falhou, foi naquilo em que já tinha falhado no Sporting: não tem ideias, ou as poucas que tem esgota-as na fase inicial do seu trabalho com uma nova equipa, fase em que até parece trazer consigo uma lufada de ar fresco. Como sucede com o azeite, a sua incapacidade acaba, no entanto, por vir ao de cima. Não tem imaginação, as pessoas adormecem a ver os jogos das suas equipas e, pior, nem consegue convencer os seus atletas a correr. Parece a brigada do reumático. E no final, após um vergonhoso empate arrancado a ferros com a equipazita israelita, ainda vem dizer que merecíamos mais. Parece um político, a tentar convencer-nos de uma realidade que só existe na sua cabeça. Este Paulo Bento tem mais sorte que juízo…
Tudo bons rapazes.
Só são é um bocadinho mal educados porque das resmas de amarelos com que foram brindados, nenhum foi por agressividade.
JJ e Mário, obrigada pelas explicações futebolísticas. O conceito de defesa agressiva pareceu-me disparatado, só isso.