Frases de 2011 (9)


Rui Rocha,

“Resultados errados grosseiramente, embora não pondo em causa quem é eleito e a sua legitimidade, dão origem a uma fotografia distorcida da realidade eleitoral e actuam, quando existe subcontagem, como é o caso, a prejuízo financeiro das candidaturas. A situação tem de ser corrigida”.

Jorge Miguéis, Membro da Comissão Nacional de Eleições e Director-Geral da Administração Interna.

 

“Estes números são suficientemente anómalos para não serem ignorados. […] Esta diferença de resultados entre o apuramento provisório e o apuramento geral vem não só desconsiderar o respeito que merecem os eleitores que votaram e cujos votos acabaram sem ser considerados como vem agravar a má imagem do processo eleitoral e contribuir para o distanciamento e alheamento dos cidadãos”.

José Vítor Cavaco, Membro da Comissão Nacional de Eleições.

 

* As transcrições dizem respeito aos votos dos identificados a propósito da discussão do mapa oficial de resultados das eleições Presidenciais. Informações adicionais podem ler-se aqui.

2 comentários em “Frases de 2011 (9)”

  1. Este é um caso que serve para demonstrar que os actuais governantes não assumem, nem assumirão, as responsabilidades pelo estado em que deixarão o país após quinze, ou dezasseis anos de governação. Quem se surpreender que se levante, que eu fico sentado.
    Mas para além disso serve, ou devia servir, para avaliar as consequências de afastar dos lugares de decisão da administração pública quadros de topo que permanecem mesmo quando os governos mudam, ao invés de os preencher com boys, formalmente definidos como ‘cargos de confiança política’.
    Em Itália, um país que transmite consistentemente sinais de que tem uma classe política de medíocre gabarito, consegue que os serviços prestado pelo estado não dependam directamente de tais senhores. Pode ver-se isso, no ensino, na saúde, na administração pública, na justiça, etc.
    Nesse cenário e perante um caso como o que agora debatemos, poder-se-iam exigir responsabilidades formais, cíveis até, sobre quem não cumpriu o seu papel, ao invés de apenas exigir uma demissão política sem consequências além da mudança da fauna em questão.
    Mais do pedir a cabeça do ministro, gostava de ouvir o PSD a manifestar-se sobre este assunto.

    1. Essa é uma discussão urgente, Paulo. E um passo necessário no sentido da maturidade democrática. Entretanto, no caso concreto de Rui Pereira penso que a sua demissão é uma consequência necessária a restaurar a confiança que está completamente abalada.

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