Frases de 2011 (67)


Pedro Correia,

«As medidas são minhas, mas o défice não é meu”.

Pedro Passos Coelho, no Parlamento

4 comentários em “Frases de 2011 (67)”

  1. O Primeiro Ministro esteve hoje bem no debate quinzenal que se realizou no sítio do costume.

    As interpelações das bancadas do PSD e CDS foram, como sempre são as do/s Partido/s que apoia/m o Governo, as menos interessantes. São o habitual surpreende-me-lá-com-a-pergunta-que-estou-à-espera-para-te-dar-a-resposta-que-combinámos. Sem interesse algum excepto manter o necessário formalismo de a todos dar a palavra.

    António José Seguro tentou fazer baixar alguma névoa sobre os números do Orçamento para 2012 mas não convenceu. Extremamente inseguro para o nome que tem, pareceu-me talvez demasiado impreparado, demasiado verde. Caso a preparação tenha sido bem feita e competentemente assessorada implica que a verdura seja, na realidade, inaptidão. Foi demasiado mole. Facilmente rebatido por Passos Coelhos e até pela Presidente Assunção Esteves defronte de quem amuou porque lhe quis desligar o microfone por excesso de palração.

    Jerónimo de Sousa empregou o dogmático gasto e esperado discurso com os “ptanto” do costume. Penso que Jerónimo é dos raros comunistas politicamente simpáticos. Infelizmente, para estes, tornou-se presa fácil na argumentação Passista. Nada de assinalável.

    Sobre Heloísa Apolónia nada sou capaz de comentar. Não consigo ouvir a senhora.
    É físico e visceral. É a verdade.

    Francisco Louçã, o único que deu luta. Com as suas usuais armadilhas de linguagem sustentadas com questões baseadas em números e factos. O melhor preparado de todos os líderes dos Partidos da Oposição perguntou a Passos onde meteu 1000 milhões de euros.
    Teve azar.
    Pedro, o Primeiro, sabia e respondeu.

    O Primeiro-Ministro foi sempre capaz de argumentar de forma precisa e clara.
    Não se escondeu atrás de nenhuma cassete.
    Falou sobre o seu Orçamento, feito com base nas suas ideias e defendeu-o.
    Só falhou num aspecto.

    Se formos ao fundo do argumentário da frase com que brilhou e com que começamos este artigo está uma pragmática falácia.
    O défice também é dele. Queira ou não.
    É de todos, dizem. Pois bem.
    Do Pedro também.

    Porque se assim não for recuso-me a pagar. É que meu não é, de certeza.

  2. As medidas são dele, e pelos vistos, a tesoura também!! E está bem afiadinha… porque ele corta, corta corta…. Merda, fazem-me falta boas notícias!
    :((

  3. O défice, embora apenas em parte, também é dele. Não fuja às responsabilidades. Lembram-se da entrevista do Ministro das Finanças a dizer que não era necessário apresentar já medidas de redução de despesa, porque o que estava no Orçamento de 2011 servia? Quatro meses depois o resultado está à vista.

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