«A comunicação feita pelo ministro das Finanças [na sexta-feira] foi a mais desastrada e desastrosa comunicação política que já foi feita em Portugal, senão mesmo em todo o hemisfério norte. (…) É incompreensível o amadorismo que revela aquela comunicação.»
António Costa, ontem, na Quadratura do Círculo (SIC N)

A palhaçada socrática tem o total apoio dos socialistas ditos ‘sérios’. Desde que lhes garanta o poder tudo lhe é consentido.
E executam o seu papel na orquestra da encenação de preservação do grande líder.
Excepcionalmente vi ontem o programa.
Esse Costa representa o paradigma do PS – aceita toda a canalhice a título de que é Política; desde que o retorno seja poder.
O mais triste disto tudo é que o PSD é exactamente o mesmo, e fez exactamente o mesmo no tempo do Cavaco, do Durão e do Santana.
É a corja da nossa classe dominante, que é essencialmente, hoje em dia, dominada por uns novos-ricos que se fizeram famosos no pós-25 de Abril e de repente acharam que era só meter para o bolso, verdadeiros yuppies que só viam o ‘progresso a todo o custo’ como sendo simplesmente gastar mais e ter mais luxos. Não há ninguém de estatura moral, de princípios ou valores. Esses, são todos velhos e formados no antigamente. A cultura que têm os nossos, e que têm infelizmente os portugueses no dia, pelo que vejo à minha volta, é que o que é bom é ter sempres as últimas novidades, fugir sempre para a frente, arriscar, seguir apenas a máxima ‘o que é novo é que é bom’, etc.
Conclusão: vivem sem pensar, gastam sem pensar, não planeiam, desenrascam (haverá lá coisa mais portuguesa do que este desenrascanço, de que tanto nos orgulhamos sem razão?) e atiram as culpas para o próximo. É triste o meu país, é triste que os políticos sejam todos desta massa…. é mais triste que sejam um reflexo tão fiel dos valores actuais da nossa sociedade.
Noutro dia lia uma crónica num jornal sobre o facto de dicionário Oxford ter incluído nas suas listas as palavras ‘lol’ e ‘omg’. O cronista regozijava-se por serem as primeiras palavras dicionarizadas com uma semântica imposta pelo povo, e não por um bando de intelectuais.
Oh país meu onde vais, tu se qualquer um se arroga o direito de achar que é o povo que sabe as coisas melhor do que quem as estuda. Os intelectuais não forjam semânticas, reconhecem-nas, e isso fizeram sempre. E quem mais, senão o povo, deu às palavras o significado que elas têm nos dicionários? Este estado de pensar brevemente, apenas enquanto não se cansa a cabeça, mas de se julgar que se tem uma opinião tão avalizada como a de quem leva o pensamento a sério, tem destruído o país. Porque mais uma vez, quem tem ido para o governo parecem ter sido estes pensadores-breves, que tem duas ideias que parecem iluminadas, não analisam consequências e mandam fazer. E depois dá nisto… ninguém tem um plano B, vai tudo ao fundo. É triste um país assim, é triste já não se acreditar no pensamento e no planeamento.
Desculpem o desabafo, saiu neste blog, podia ter sido noutro qualquer…
Estamos de acordo no essencial. O que fazer de tanto lixo?
Peneirar… desalojar os parasitas em todas as oportunidades, incomodá-los, falar sempre, ainda que suspeitemos que outros os substituirão.
Uma e outra vez, até que se estabeleça a noção de que se premeia a seriedade e o respeito.
Quando lá chegaremos não sei, mas só caminhando se faz o caminho.
…mais AMADOR foi logo quem respondeu: Passos Coelho.
…Houve um telefonema pelas 23h., (os nossos politicos gostam das 11 da noite), e o PM disse ao menino vamos “ter que tomar mais MEDIDAS” (nao disse quais…) e ele excitou-se…
…agora, preso ao que disse, refém dele próprio.
Coitado do ministro: há tantos anos no governo e ainda não consegue mentir com todos os dentes que tem na boca…
Sou da opinião – que já expressei no meu blogue (aqui: http://quintaemenda.blogs.sapo.pt/5 0335.html ) – que este “sacrifício” do Teixeira dos Santos é a peça essencial da estratégia de vitimização de Sócrates.
Pela minha parte, e atendendo ao que o ministro das finanças se tem prestado, até acho justo que seja ele o cordeiro pascal.
Com franqueza: será possível que haja alguém que não perceba que o melhor serviço a prestar a Sócrates é demonstrar que a passada sexta-feira nem sequer existiu? Como isso não é possível só resta a melhor alternativa: Teixeira dos Santos “espalhou-se “por completo… Isto do PEC IV não passa de um equívoco, era para brincar com Bruxelas. E para testar a atenção da malta de cá. O “coitado” do Teixeira dos Santos é que levou isto demasiado a sério! Voilá!
Desculpem-me ser tão “naif”, mas quando ouvi isso da boca desse senhor, pensei: “este está a preparar-se para ocupar o lugar do Sr. Engenheiro”….
Foi realmente o que pensei, nada mais…. mas com as várias reflexões que fui lendo na net e nos jornais é que percebi, foi o primeiro dos ultimos actos da peça de teatro socrático =)