Francisco quê?


Pedro Correia,

Consulto a Wikipédia na esperança de saber algo mais sobre o candidato do PCP à Presidência da República. É um excelente teste para aferirmos da relevância da figura em causa. Clico “Francisco Lopes”. Surgem-me quatro Franciscos López espanhóis – um pintor renascentista, um andebolista, um canoísta e um músico vanguardista.

Aparecem ainda um Francisco Solano López, que foi presidente do Paraguai entre 1862 1870; outro Francisco Solano López, desenhador argentino; um advogado cubano, Francisco Diaz-Silveira López (1908-96); um jurista de Porto Rico, nascido em 1938, chamado Francisco Rebollo López; e um desbravador do Mato Grosso do século XIX, Joaquim Francisco Lopes.

Além, claro, de um antigo presidente português: Francisco Higino Craveiro Lopes. Escolhido por Salazar para o Palácio de Belém em 1951 e removido sete anos mais tarde, igualmente por vontade do ditador.

O “camarada Chico Lopes” não consta. O que diz muito sobre esta opção do PCP.

17 comentários em “Francisco quê?”

      1. Não acho duro o Jerónimo de Sousa, Pedro. Pelo contrário. E parece-me que esse é o maior trunfo pessoal dele, o que não significa necessariamente mais votos para o partido.

  1. Em se tratando do PCP, penso ser um erro utilizar a Wikipedia. Haverá maior garantia de sucesso buscando no Wikileaks…

    Entretanto, aguardemos o que Pacheco Pereira publicará no seu blog sobre o dito cujo. Como toda a gente sabe, ele é o médium mais poderoso para contactar o espírito do defunto Álvaro Cunhal. E só mesmo a “assombração” nos pode esclarecer cabalmente sobre o camaradismo do Chico.

  2. O Pedro Correia que desculpe mas este «post» é de uma indigência de bradar aos céus.

    Adiante. O que só gostava de saber é como é que os «desconhecidos» se tornam «conhecidos» se forem sempre escolhidos os «conhecidos» e se os jornalistas
    estiverem preconceituosa mas gostosamente aprisionados na lista de «conhecidos».

    Como o Pedro Correia bem sabe porque bem o praticou, no que toca aos comunistas, só há um caminho expedito que entretanto parece repugnar a muitos: é entrar em conflito com o seu partido, altura em que alguns que durante décadas foram ilustres «desconhecidos» ou foram tratados como «cinzentos» e «apparatchiks» logo passam a muito conhecidos e a fulgurantes personalidades.

    1. Caro Vítor Dias:
      Pensava eu, veja lá, que uma candidatura à Presidência da República seria o culminar de uma trajectória política ou cívica de notório reconhecimento público. Diz-me você que afinal esse requisito é irrelevante, pelo menos para a direcção do PCP.
      Penso de maneira diferente, mas não faz o menor sentido tentar contrariá-lo neste domínio. A fé pode mover montanhas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *