Fotografias tiradas por aí (94)


escafandro,

Montalegre, 2005.

(Só ao olhar para a fotografia me apercebi do nome do talho. Como ainda não voltei lá para perguntar, haverá por aí quem possa explicar-me o que levou o proprietário a chamar-lhe “Falta D’Ar”?)

14 comentários em “Fotografias tiradas por aí (94)”

  1. A justificação mais plausível para o nome do talho, é com a máxima certeza, “filha” da crise que se vive em Portugal.
    Certamente que o dono do talho, confrontado com a diminuição das vendas , após vários descontos no preço da carne, terá desabafado com a mulher; óh Maria, já não sei o que posso fazer mais, já vendo a carne ao preço do custo, agora só me “falta dar”!

    1. E o apóstrofo surgiu para o nome parecer mais moderno, mais internacional… 🙂

      (Em 2005 ainda não estávamos em crise assim tão profunda. Apesar do défice estar ‘constancialmente’ em 6,83%.)

      1. O apóstrofo, caro jaa, é uma reminiscência dos tempos medievais, da monarquia. O mesmo, encontra-se em casos idênticos de norte a sul do país, na maioria dos casos, antecedido pelo título monárquico, ex: O Rei d’Alheira, o Rei d’o Torresmo, o rei d’os Bifes, o Rei d’o Bacalhau, o Rei d’a Xoirixa, aquele típico enchido que tanto entusiasmou a menina Dorothea e que a levou a declarar, no final da sua recente visita ao nosso país, que mal se reformasse, viria viver para cá.

    2. Caro Bartolomue,
      O talho já lá está há pelo menos há 23 anos daí não ser plausível a crise como justificação do nome.
      Estando Montalegre nas alturas o ar é mais rarefeito.
      Mas o que interessa é que a carne é boa e a bom preço.
      Cumprimentos

      1. Pelo contrário, caro António P, a crise no nosso país é conhecida desde 1143, e começou com um pintas de Guimarães (capetale da queltura) a malhar na mãe. Talvez tenha sido o primeiro caso de violência contra a mulhere, de que ha notícia.
        Hmmm?
        Os praticados pelos cromagnon? Que as arrastavam pelos cabelos e lhes davam com a moca?
        Mito, meu caro, mito!
        Conhece alguma pintura rupestre (a midia da época) que relate esses acontecimentos?
        Népia!
        Ah, pois… ainda não tinha sido abolida a censura… ok, ficamos assim.
        ;)))))

  2. Realmente o talho do Falta d?Ar já lá está há muito tempo. Conheço-o e posso dizer que o talhante é um homem simpático, parecendo sério.
    Quanto à carne, já lá comprei várias vezes, sem razão de queixa, pelo contrário: por várias vezes de lá trouxe costeletões de novilho deliciosos.
    Estou a escrever isto também para ver se, numa primeira oportunidade, o Falta d’Ar me faz um descontozito. É a vida…
    Convém é que ele tome conhecimento deste meu comentário. Portanto, se lá forem, dêem-lhe o recado, pf.
    Desde já, os meus agradecimentos.

    1. Montalegre fica-me um bocadito fora de mão e parece que está difícil chegar lá por causa da neve*. Mas assim que lá for, não me esquecerei do seu pedido, Tiro ao Alvo.

      * Mais ou menos a propósito, uma das viagens mais difíceis que já fiz foi precisamente a Montalegre às sete da manhã de um mês de Janeiro, com o carro, em segunda velocidade (e penso que às vezes até em primeira), a deslizar nas curvas. Pensar-se-ia ser divertido mas, por acaso, não achei…

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