(Só ao olhar para a fotografia me apercebi do nome do talho. Como ainda não voltei lá para perguntar, haverá por aí quem possa explicar-me o que levou o proprietário a chamar-lhe “Falta D’Ar”?)
14 comentários em “Fotografias tiradas por aí (94)”
A justificação mais plausível para o nome do talho, é com a máxima certeza, “filha” da crise que se vive em Portugal. Certamente que o dono do talho, confrontado com a diminuição das vendas , após vários descontos no preço da carne, terá desabafado com a mulher; óh Maria, já não sei o que posso fazer mais, já vendo a carne ao preço do custo, agora só me “falta dar”!
O apóstrofo, caro jaa, é uma reminiscência dos tempos medievais, da monarquia. O mesmo, encontra-se em casos idênticos de norte a sul do país, na maioria dos casos, antecedido pelo título monárquico, ex: O Rei d’Alheira, o Rei d’o Torresmo, o rei d’os Bifes, o Rei d’o Bacalhau, o Rei d’a Xoirixa, aquele típico enchido que tanto entusiasmou a menina Dorothea e que a levou a declarar, no final da sua recente visita ao nosso país, que mal se reformasse, viria viver para cá.
não me falem em apóstrofos, que me lembram o aluno que respondeu numa prova: “Apóstrofos são uns senhores que Jesus convidou para aquela jantinha que Michelangelo pintou.”
Caro Bartolomue, O talho já lá está há pelo menos há 23 anos daí não ser plausível a crise como justificação do nome. Estando Montalegre nas alturas o ar é mais rarefeito. Mas o que interessa é que a carne é boa e a bom preço. Cumprimentos
Pelo contrário, caro António P, a crise no nosso país é conhecida desde 1143, e começou com um pintas de Guimarães (capetale da queltura) a malhar na mãe. Talvez tenha sido o primeiro caso de violência contra a mulhere, de que ha notícia. Hmmm? Os praticados pelos cromagnon? Que as arrastavam pelos cabelos e lhes davam com a moca? Mito, meu caro, mito! Conhece alguma pintura rupestre (a midia da época) que relate esses acontecimentos? Népia! Ah, pois… ainda não tinha sido abolida a censura… ok, ficamos assim. ;)))))
Realmente o talho do Falta d?Ar já lá está há muito tempo. Conheço-o e posso dizer que o talhante é um homem simpático, parecendo sério. Quanto à carne, já lá comprei várias vezes, sem razão de queixa, pelo contrário: por várias vezes de lá trouxe costeletões de novilho deliciosos. Estou a escrever isto também para ver se, numa primeira oportunidade, o Falta d’Ar me faz um descontozito. É a vida… Convém é que ele tome conhecimento deste meu comentário. Portanto, se lá forem, dêem-lhe o recado, pf. Desde já, os meus agradecimentos.
Montalegre fica-me um bocadito fora de mão e parece que está difícil chegar lá por causa da neve*. Mas assim que lá for, não me esquecerei do seu pedido, Tiro ao Alvo.
* Mais ou menos a propósito, uma das viagens mais difíceis que já fiz foi precisamente a Montalegre às sete da manhã de um mês de Janeiro, com o carro, em segunda velocidade (e penso que às vezes até em primeira), a deslizar nas curvas. Pensar-se-ia ser divertido mas, por acaso, não achei…
A justificação mais plausível para o nome do talho, é com a máxima certeza, “filha” da crise que se vive em Portugal.
Certamente que o dono do talho, confrontado com a diminuição das vendas , após vários descontos no preço da carne, terá desabafado com a mulher; óh Maria, já não sei o que posso fazer mais, já vendo a carne ao preço do custo, agora só me “falta dar”!
E o apóstrofo surgiu para o nome parecer mais moderno, mais internacional… 🙂
(Em 2005 ainda não estávamos em crise assim tão profunda. Apesar do défice estar ‘constancialmente’ em 6,83%.)
O apóstrofo, caro jaa, é uma reminiscência dos tempos medievais, da monarquia. O mesmo, encontra-se em casos idênticos de norte a sul do país, na maioria dos casos, antecedido pelo título monárquico, ex: O Rei d’Alheira, o Rei d’o Torresmo, o rei d’os Bifes, o Rei d’o Bacalhau, o Rei d’a Xoirixa, aquele típico enchido que tanto entusiasmou a menina Dorothea e que a levou a declarar, no final da sua recente visita ao nosso país, que mal se reformasse, viria viver para cá.

não me falem em apóstrofos, que me lembram o aluno que respondeu numa prova: “Apóstrofos são uns senhores que Jesus convidou para aquela jantinha que Michelangelo pintou.”
“Jantinha” é tão q’riducho…
Caro Bartolomue,
O talho já lá está há pelo menos há 23 anos daí não ser plausível a crise como justificação do nome.
Estando Montalegre nas alturas o ar é mais rarefeito.
Mas o que interessa é que a carne é boa e a bom preço.
Cumprimentos
Pelo contrário, caro António P, a crise no nosso país é conhecida desde 1143, e começou com um pintas de Guimarães (capetale da queltura) a malhar na mãe. Talvez tenha sido o primeiro caso de violência contra a mulhere, de que ha notícia.
Hmmm?
Os praticados pelos cromagnon? Que as arrastavam pelos cabelos e lhes davam com a moca?
Mito, meu caro, mito!
Conhece alguma pintura rupestre (a midia da época) que relate esses acontecimentos?
Népia!
Ah, pois… ainda não tinha sido abolida a censura… ok, ficamos assim.
;)))))
e a varandinha por cima do Falta d’Ar, tão linda.
Mêmo do mêmo Gui!
Já me tou ali a imaginar com um assador a cravão e uma kodack de 5 litradas a assas umas intremeadas, sakadas ò falta dar.
;))))
quem? eu?! no grelhador? nunca.
a atirar pedrinhas de brita aos transeuntes ainda talvez 🙂
desculpe, Bartô. li mal. era Vexa no grelhador !
se puder mudar para sardinhas, eu prefiro 🙂
Mazé que não tamos na épeca da sardinha, Gui.
Agora, o que tá a dar é a fêvera… páquecer.
;)))
Realmente o talho do Falta d?Ar já lá está há muito tempo. Conheço-o e posso dizer que o talhante é um homem simpático, parecendo sério.
Quanto à carne, já lá comprei várias vezes, sem razão de queixa, pelo contrário: por várias vezes de lá trouxe costeletões de novilho deliciosos.
Estou a escrever isto também para ver se, numa primeira oportunidade, o Falta d’Ar me faz um descontozito. É a vida…
Convém é que ele tome conhecimento deste meu comentário. Portanto, se lá forem, dêem-lhe o recado, pf.
Desde já, os meus agradecimentos.
Montalegre fica-me um bocadito fora de mão e parece que está difícil chegar lá por causa da neve*. Mas assim que lá for, não me esquecerei do seu pedido, Tiro ao Alvo.
* Mais ou menos a propósito, uma das viagens mais difíceis que já fiz foi precisamente a Montalegre às sete da manhã de um mês de Janeiro, com o carro, em segunda velocidade (e penso que às vezes até em primeira), a deslizar nas curvas. Pensar-se-ia ser divertido mas, por acaso, não achei…